A.T. - Always Together
_ Oi, posso entrar? - ela apareceu na porta com um sorrisinho no rosto - _ Demorou demais. _ E ae? Tá bem? _ Desculpa por hoje cedo, eu tava chato né? Mas sei lá, também tava chateado por tudo o que me disse ontem, e acabei descontando a raiva e a dor em você, que não merecia, desculpa mesmo amor, você cancelou sua viagem pra vir me ver, e desculpa mesmo, não queria falar tudo aquilo, você me perdoa. _ Tudo bem, não tem problema, te perdoo. - ela falou tão calma - Tá bem? _ Um pouco, preciso de carinho. _ Bom é que a sua mãe tá ai. _ Idiota. _ Uhum, tá sentindo dor? _ Um pouco, mas não encomoda. - peguei a mão dela, beijei - E você? _ Tô bem, feliz por você ter escapado, consegui até dormir de tarde. _ E vai dormir comigo, olha que massa, e sem a Lucca. _ Ah nem, jura? - riu fraco - Preciso te falar uma coisa. _ Que? Você tá gravida? Amor, não acredito que você me traiu. _ Não, besta, te trair são outros 500, você vai brigar comigo, se estava bravo agora vai ficar mais ainda. - ela colocou a mão no rosto - _ Que foi? _ Não vou mais embora porque comprei um apartamento em São Paulo e vou morar lá. - falou rápido, mas eu entendi tudo - _ É O QUE? - até sentei - _ Recebi uma proposta de trabalho, e vou morar lá, comprei um apartamento lá, e não estava indo embora, eu ia pra São Paulo, tá pode brigar comigo porque eu escondi. _ TÁ DE ZUERA? AH! POR QUE? ERA ESSE O MOTIVO PRA VOCÊ FICAR? _ Tem você também, mas isso não vem ao caso agora.
Puxei ela pelo braço, abracei ela com um braço só e ficamos assim uns longos minutos, quietos, só abraçados, sei lá, eu sentia tanta saudade, agora não tem mais esse lance. MEU AMOR VAI FICAR AQUI COMIGO, AAAAAAAAAAAA CARALHO. Juro que se eu pudesse eu jogava ela pra cima, mordia e apertava, beijava e sei lá, saia correndo e gritando.
_ Então quer dizer que eu vou ter você pertinho de mim o tempo todo agora? _ Não o tempo todo, mas perto pelo menos eu vou estar. - ela voltou a me olhar - Eu desistir de ir embora desde o meio do ano. _ Mas foi no meio do ano que.. _ Aham. - ela sorriu pra mim - E agora eu vou ficar e sempre que puder vou nos seus shows e você vai poder me ligar direto pra me irritar. _ É mas eu não quero mais isso não, cansei. _ Aé? Cansou então? Era canseira o tal do "Sempre Juntos". _ Você não deixa eu terminar as coisa também. Eu não vou te ligar direto, eu vou te ligar todos os dias, mandar mensagem toda hora, desde a hora que acordar até quando estiver dormindo, eu vou morder você quando você chegar pra me ver e fazer de tudo pra poder ir te ver também, - fiz carinho em seu rosto - deixa eu te mostrar que a gente pode ser feliz juntos? Que eu mudei, que eu não sou o Lucas que você conheceu, deixa? _ Felizes juntos? _ É, eu sei que eu tô feio, todo machucado, mas eu sou bonito cara. _ E bobo. - ela veio beijar meu rosto, tão calminha, fez carinho no meu pescoço - _ E seu. _ Só meu? _ Uhum. - senti a boca dela perto da minha, ela sorrindo, uniu nossos lábios - _ Mesmo? _ Sem zuera. - a beijei, com toda saudade do mundo, com toda vontade, parece que minhas dores foram embora ali, naquele momento, que saudade daquela boca, do carinho dela, os sorrisos dela enquanto me beijava, me fazia me sentir o cara mais feliz desse mundo - Que saudade que eu tava. _ Eu não tava. - ela riu e voltou a me beijar, que saudade nossa - _ Pode entrar? - minha mãe chamou do lado de fora do quarto, nós paramos o beijo - _ Pode mãe. _ Desculpa atrapalhar o casal, mas tá tudo bem amor? _ Tá mãe, eu tomei o remédio e vou ficar deitado quietinho pra dor passar. _ Tuuudo bem, você se ajeitam pra dormir ai? _ Pode deixar tia que eu coloco ele pra dormir direitinho, e arrumo as coisas aqui. - a Bia foi até ela - Afinal você também merece descanso, o dia foi corrido né? _ Foi e tanto, nunca mais faz isso Lucas. - minha mãe pediu - _ Desculpa. - eu ri - _ Boa noite então, se cuidem tá? Qualquer coisa me chamem. - ela me beijou na testa - _ Te amo mãe. _ Eu também filho. - ela ia saindo - _ Mãe a Bia vai morar em São Paulo agora. - falei e a Bia me olhou sorrindo - _ É o que? - a minha mãe voltou no quarto - _ Vou morar em São Paulo, não vou viajar mais.
Se a minha mãe ficou feliz? Não magina, apertava a Bianca no abraçado delas e até combinaram de dar uma voltinha juntas em São Paulo, ah eu mereço, vou falir assim. As duas parecem crianças no shopping, da ultima vez que fui com elas no shopping, me custou caro, por causa da minha mãe, mas enfim, dá nada.
_ Sai Lucca papai vai dormir agora. - falei pra Lucca que estava deitada no meu pé, ela foi pro colo da Bia - Ei sai é minha. _ Deixa ela Lucas. - a Bia estava olhando o celular dela, fazendo carinho na Lucca - A Hanna mandou beijo e falou pra você se cuidar. _ Hm manda outro beijo pra ela. Onde cê vai? _ Na cozinha, quer alguma coisa? _ Beijo. - me deu um selinho e saiu do quarto - Lucca vai dormir comigo não tá? É não vai porque papai tá machucado, só a mamãe que vai dormir aqui. - a Lucca parece que me entende - Gorda feia da minha vida. - coloquei a mão no rosto dela e a empurrei - Por que você não fica brava comigo? Você ama o papai? - ela veio perto de mim e tentou deitar debaixo do meu braço - Filha ai não pode não, papai tá machucado. - ela deitou no meu peito - Assim, fica assim até a sua mamãe voltar porque aqui é lugar dela, não é né? É só da Lucca do papai, você tava com saudade do papai? Deixa eu conta uma coisa? Papai tava no hospital, por isso não pode brincar com a Lucca o tempo todo, é quase que eu bato as bota, mas não né? Graças a Deus tô aqui com a bebêzinha mais linda do papai. Lucca que foi tá triste? Você vai dormir aqui na cama do papai sim, só que a mamãe tá junto hoje fica feliz. É soninho já? É né? Então vai pro seu cantinho porque depois eu não consigo tirar você daqui. - fiz ela sair do meu peito - Pronto, agora dormi e nada de resmungar, se não eu vou dormir sozinho e não quero não. _ Ou, Leandro falou que quer dormir com a Lucca. - a Bia apareceu na porta - _ Ela só vai se ela quiser. - falei olhando pra ela - _ Luuuuuucas dá a Lucca ai. - Leandro pediu - _ Chama ela, se ela for. - respondi - _ Lucca, vem amor, com o papai. - Leandro chamou e ela ficou aonde eu tinha deixado ela - _ Opa, acho que alguém vai dormir sozinho de novo. - dei risada - _ Cala a boca. - Zoca não aceita, que quando eu tô em casa a cachorra é só minha - Vem amor, vem dormir com o Lelê? - mais uma tentativa falha - _ Lê apaga a luz quando sair do quarto. - a Bia deitou do meu lado - _ Nossa chata, vai me pedir as coisas depois também. - hahahahaha irru Leandro - Af boa noite vocês. - ele ia saindo do quarto, e a Lucca desceu da cama e foi atrás dela - _ Ai Leandro. - a Bia falou rindo - _ ÊEEEEE. - ele pegou ela no colo e saiu do quarto fechando a porta - _ Tá bem? _ To, a dor vai voltando aos poucos, mas logo passa. _ Tomou o remédio direitinho? _ Tomei, mas nada que não volte a doer o braço e a cabeça de novo. _ A cabeça? _ É, mas relaxa eu tô bem.
Aham, eu estava bem, passei a noite inteira gritando de dor por causa do meu braço que voltou a doer, acordei a casa inteira, e isso me incomodava um pouco, porque eu odeio dar trabalho, simplesmente odeio. Meu pai teve que me levar pro hospital, tive que tomar injeção pra cortar a dor, porém a injeção doeu muito. A minha mãe e a Bia ficaram lá fora esperando a gente voltar, e quando eu vi as duas de longe, eu queria me socar, porque elas estavam tão cansadas, as 03:30 da manhã, acordadas comigo e lá.
_ Tá melhor? - minha mãe perguntou - _ A dor passou já mãe. - realmente, passou a dor - _ Tá bem? - a Bia segurou meu rosto e demos um selinho - _ Uhum. Vamos cêis tão cansadas. Voltamos pra casa, meus pais foram dormir, o Leandro estava dormindo com a Lucca, eu fui pro quarto com a Bia, sentei na cama, ela estava com os olhos até pesados de sono, me olhou, sorriu fraco. _ Eu dou trabalho viu? - falei - Desculpa, você podia ter ficado dormindo. _ Ah tá que eu ia ficar dormindo, enquanto você ia pro hospital, nem pensa. - deitou na cama atrás de mim, me ajeitei pra deitar do lado dela - _ Ou, deita aqui pertinho pra eu fazer carinho vem, tô de dando muito trabalho. - ela deitou com a cabeça perto do meu rosto, acariciou meu rosto, principalmente na barba, enquanto eu fechei os olhos e fiquei sentindo a mãozinha leve dela no meu rosto - _ Você nunca me deu trabalho, eu gosto de cuidar de você. _ Gosta é? _ Muito, muito mesmo. Achei tão lindo o que você fez durante esse ano. _ Tipo? Fiz tanta coisa. _ Ah, quando você pedia pra eu ficar, nos shows, quando a gente tava junto, aquele dia lá sabe? As minhas férias, a tour, foi tão bom esse ano. _ Vai fazer um ano já, nossa. _ É um ano. _ Queria poder voltar a atrás e fazer alguma coisa diferente? _ Não sei, você queria? _ Acho que se eu pudesse fazer alguma coisa diferente, não seria melhor do que foi, você é dura na queda viu? _ Sabia que uma hora ou outra, eu ia ceder, meu coração é mole demais. _ Graças a Deus, porque se você vai embora, eu volto pra putaria. _ Aé? - ela me olhou brava - _ Uhum, sabe que eu ia voltar mesmo. _ Ótimo que eu fiquei mesmo. _ É ótimo. - eu ri - Para de ser boba, sabe que eu sou e sempre fui só seu. _ Tive a certeza desde o dia que você foi lá pra casa sem avisar. _ No seu aniversário? _ Não, aquela vez que você foi, tava mó frio lembra?
" A saudade está demais, então resolvi vir pra cá ver ela. Cheguei na casa dela sem avisar, eram três da tarde, um frio, que só Deus na causa, toquei a campainha e quem foi abrir? Ela mesma, enrolada na coberta, com um sorriso enorme no rosto, depois do susto, ela me abraçou forte.
_ Que saudade. _ Surpresa. _ Ai você tá gelado, que cê tá fazendo aqui? _ Vim matar a saudade, tô de folga e o próximo show é aqui no Paraná. _ Aiiiiiiiiiinnnnnnnnn que saudade. - me encheu de beijo no rosto - "
_ Por que naquele dia? _ Sei lá. _ Amor, dorme vai? Você nem dormiu direito essa noite que eu sei. _ Tá, qualquer coisa me chama. _ Uhum. - selinho - Tá bom. - selinho com mordida minha nela - Boa noite, dorme com Deus. _ Você também. - selinho - _ Amor. _ Que? - ela me olhou sorrindo - _ Nada. - a beijei e depois ela deitou do meu lado de novo pra dormir -








