Fiquei duas semanas no hospital, não recebia muitas visitas. Hoje era o dia de voltar para casa o médico me passou muitos remédios, uma dieta de comida extremamente rígida e bastante repouso. Fui buscado por meu pai, mãe e irmã, já que Lorena estava na Faculdade e tinha levado meu atestado justificando minhas muitas faltas. Senti falta mesmo foi da Dafne que nem deu as caras e ela tinha como vir, pois estudava de manhã e minha vinda para casa eram as 15h00min da tarde. Cheguei à casa de cadeira de rodas, ela só seriam usadas quando precisasse me locomover demais, logo levantei dela com a ajuda do meu pai, Maria me encheu de beijos e disse que havia tentado fazer a receita mais gostava possível que havia em minha dieta alimentar.
Precisava descansar, deitei na cama e fiquei quietinho só no momento em que deitei me dei conta de como o ar de casa me fizera falta. Meu pai foi para o escritório o coitado tinha deixado muito a empresa nesses últimos dias. Minha mãe resolveu ir à sua construtora e decoradora Prado. Eu fiquei sozinho, Cauã me ligou e me deu as boas vindas e começou a me zoar pelo fato de ficar parecendo um boboca dormindo. Mandei ele se ferrar, é claro! Dafne apareceu por lá logo depois de desligar o telefone.
- Oi, posso entrar? – bateu na porta.
- Entra. – sentei na cama.
- Você não apareceu por quê?! Você disque é minha namorada, mas quando eu vim do hospital você nem estava lá e pior, veio só agora em meu quarto. Bela namorada hein?! – disse irritado e um pouco alto.
- Henrique, desculpa – sentou lentamente ao meu lado. Lágrimas caíram de seus olhos.
- Oh, Daf... – me derreti todo por ver seus olhinhos cheios de água, com ela toda sensível e vulnerável.
- Desculpa Henrique eu sou uma idiota, eu estou cheia de problemas.
- Dafne, Dafne?! Eu te amo, nem esperei você me dar explicações e já vim te cobrar com quatro pedras nas mãos. – acariciei seu rosto.
- Eu te amo. – me beijou intensamente.
- Daf... Eu não posso. – disse ofegante passando a mão por seus seios e desabotoando sua blusa.
- Mas eu quero, quero muito. – mordeu meu pescoço.
- Eu não posso. – a empurrei.
- Tudo bem. – abaixou os olhinhos.
- Eu queria também... – desabotoei sua blusa e soltei o sutiã que era tomara que caia com amarração na frente, e dei de cara com seus seios que e estavam com os bicos endurecidos pelo fato de estarem arrepiados. Capturei o bico esquerdo com sucção e o soltei finalizando com uma mordiscada.
- Se você ficar em cima eu não vou fazer tanto esforço. – mordi o lábio e sorri.
- Está propondo que eu cavalgue é?! – ela sorriu safada.
- Ahan. – trancou a porta e ficamos nus, transamos, foi muito bom.
Acordei em de manhã e lembrei-me da transa que tive com Henrique, mas logo veio em minha cabeça o que Odeth havia me dito. Desci as escadas e vi Karla com Henrique, fiquei paralisada.
- Oi, Dafne. – sorriu como uma vagabunda.
- Dafne ela apareceu de surpresa. – Henrique tentou se explicar.
- Tudo bem. – subi as escadas rapidamente. Meia hora depois ele subiu e veio falar comigo.
- Posso andar um pouquinho. – Se sentou na beira da cama e levantei abrupta. – Está brava comigo?
- Não. Foi bom que veio, precisamos conversar.
- Sabe... – pausei. – Eu me sinto culpada pelo tiro que você levou.
- Você não teve culpa foi uma fatalidade, eu quis te defender.
- Eu não quero mais te prejudicar.
- Te prejudiquei demais, e se continuarmos juntos...
- O que? – disse irritado. – Você está pensando em me deixar.
- Sim, aliás, não estou EU VOU TE DEIXAR!
- Não, por que isso? Meu Deus!
- Para Henrique, para de bancar o garoto mimado. E também a outros motivos...
- Que motivos? – me encarou, já estava bastante vermelho.
- Foi antes de você levar o tiro. O Miguel...
- Ham? Você sempre me disse que nunca teve nada com ele.
- Eu menti, ele disse que gostava de mim e nos últimos tempos a gente se fala muito pela Skype.
- Mentira, mentira, mentira. – Mordeu o lábio e lágrimas caíram. Levantou-se e veio até a mim. – Por que transou comigo?
- Foi só sexo, não ouve amor.
- Você foi tão doce, disse que me amava. – gritou.
- Eu nunca fui de machucar as pessoas, mas... Foi inevitável. – Me mantive fria.
- Para de mentira. – começou a chorar e gritar feito criança.
- Eu me sinto culpada por não você ter levado aquele tiro, mas eu nunca beijei o Miguel, eu só me envolvi por sentimentos.
- Cala a boca, Cala boca, Cala boca.
- Você tem que aceitar, eu vou embora. – ele paralisou naquele momento.
- Você não vai a lugar nenhum, eu sei que está mentindo, eu não sei por que está mentindo desse jeito para mim desta forma, mas... Eu não vou permitir que você vá embora.
- Eu vou, vou falar com meu pai hoje mesmo.
- VOCÊ NÃO VAI! – Gritou. – Você é minha, minha namorada, a gente se ama. – começou a tossir.
- Licença. – não sei como, mas me mantia fria. Segurou meu braço:
- Para que isso hein?! Você não vê que eu estou sofrendo?! Você está partindo meu coração, o esmagando como um nada. – rosnou.
- Me solte. – Eu não te amo mais. – disse duramente. – Agora... Licença. – me soltei dele. – O Miguel está em Nova York iremos nos encontrar por lá.
- Dafne volte, Dafne? – Caiu no chão. – Ah... – segurou no local da cirurgia.
- Calma, calma. Ajuda! – Deborah veio e o levamos para o hospital. Na sala de espera, Odeth estava tensa após ter chegado, Deborah foi pegar uma água para ela.
- Viu como você faz mal a ele?!
- Eu sei, vou sair de sua. – seus olhos brilharam. – Eu já conversei com ele, ele vai ficar mal, mas vou dar um jeito dele pensar que estou com... Outra pessoa.
Mandei uma mensagem para meu pai para me encontrar em um café próximo ali, fui até lá e para minha surpresa ele já estava lá todo ansioso me esperando.
- Eu, eu fiquei tanto feliz ao saber que queria me ver princesinha.
- Preciso de sua ajuda. – senti na cadeira ignorando seu gesto carinhoso.
- Diga meu bem, diga?! – sorriu.
- Quero ir embora do país, para Nova York, por exemplo, poderia me providencia isso?!
- Melhor, poderia ir com você. Tenho mais empresas lá, casa e tudo.
- Mas para que tudo isso minha querida?
- Pai. – franzi a testa. – Não me faça perguntas, por favor?!
- Tudo bem. Posso providenciar as passagens para semana que vem?
- Sim. – Precisava aceitar o novo rumo que minha vida daria.