-- Oi. - ela falou um tanto baixo, como se somente eu precisasse lhe ouvir. - Quer casar comigo?
Dessa vez, falando um pouco mais alto para que pudessem ouvi-la, ela me faz a pergunta que, com certeza, já sabia a resposta. Eu lhe conhecia bem para saber que estava nervosa, isso tudo notado através da sua fala um pouco falhada. Mas o seu sorriso deixava claro para quem quisesse ver que era exatamente aquilo que ela queria fazer.
-- Não precisa nem perguntar. - eu falei e ela me abraçou com carinho.
Ouvi palmas e gritos daqueles que nos acompanhavam, e após solta-la ela entregou seu buquê para Bruna que agora eu notava, era a maior cúmplice daquilo tudo, mesmo que todos soubessem, menos eu.
Nos viramos para o homem de meia idade que iria ministrar o nosso casamento. Ele não era juiz que dirgia casamentos no civil tampouco um padre regilioso, creio eu que era apenas um ministro de casamentos na região, já que estávamos adeptos ao local.
Ele nos disse algumas palavras, a cerimônia com certeza não se estenderia por tempo demais, mas no momento da troca das alianças, me indaguei em como faríamos isso já que nunca havíamos tirado as nossas desde que nos casamos e ainda assim, a Fernanda não me contara nenhum plano sobre a troca das mesmas.
Mas não tive muito tempo para pensar, pois Fernanda se virou de frente para mim e assim eu a acompanhei. Seus olhos que antes estavam sobre os meus, agora se dirigiram para a figura do nosso filho Breno carregando uma caixinha com um par de anéis.
Ele me cutucou na perna para que eu me abaixasse e ficasse de sua altura. Eu só sabia sorrir diante da cena e ao receber a pequena caixinha, lhe abracei em seguida, o que ele me correspondeu também com um sorriso.
Olhando com cuidado era possível ver que os anéis eram um par de solitários que normalmente acompanham as alianças do casal. Soube disso ainda quando fora escolher o anel de noivado para presentear Fernanda, há 8 anos atrás, e a funcionária da loja de jóias me mostrou esses anéis.
Com certeza Fernanda que escolhera estes, pois havia o seu gosto na cor em ouro branco que fora aplicado sobre os anéis. Fizemos a jura comum de todos os casamentos, mas eu sabia que o nosso perduria, realmente, até os fins dos nossos dias, o que não acontece muito ultimamente.
Quando enfim pude lhe beijar, queria que em cada segundo daquele instante fosse eternizado em minha memória, independente se algum dia eu viesse á ficar senil e a minha memória apresentasse lacunas, mas aquele momento, que todos nos aplaudíamos, estávamos aconchegados com nossos amigos e famíla, com nossos filhos e principalmente representava o nosso enlace e período de paz, queria que ficasse em minha mente até o meu último piscar de olhos, pois era ela exatamente que eu amava e que iria amar por todos os dias da minha vida.