seen from United States
seen from China

seen from United States
seen from United States
seen from Hong Kong SAR China
seen from Vietnam
seen from United States
seen from United States

seen from China
seen from Finland

seen from United States
seen from Brazil
seen from United States
seen from China
seen from Uzbekistan
seen from China

seen from France

seen from United States
seen from China
seen from Macao SAR China
• Fotografias simples para decorar a entrada de casa.
Meta: recusar todos os convites até que desistam de me convidar para sair. Eu não quero nada mais que não seja a minha cama.
Adaptando D&D 5e para cenários de fantasia moderna: conceitos básicos
Essa é a segunda publicação de uma série com a qual estou construindo um conjunto de pequenas adaptações para jogar D&D 5e em cenários de fantasia moderna (ou pós-moderna). Veja no final dessa postagem links para os outros conteúdos.
1. Introdução
O objetivo é manter o máximo do sistema original e as dinâmicas do universo padrão de Dungeons & Dragons, utilizando a mesma ficha, raças, classes, atributos, etc. Por exemplo:
Você ainda usa de espaços de magia para lançar feitiços;
Draconatos ainda se organizam tipicamente em clãs honrados;
Subsistemas de peso, dinheiro, experiência, dano, etc. são basicamente os mesmos a menos que seu grupo costume abordar eles de outras formas;
Ou seja, é mais uma adaptação narrativa do que de regras, assim não é necessário reaprender a jogar.
Dessa forma o mais importante é imaginar uma versão moderna desse mundo fantástico, então faça uma pergunta: Como seria o mundo hoje se sempre tivessem existido elfos, orcs e magia?
Muitas histórias de fantasia urbana tratam os assuntos mágicos como escondidos nas sombras (os bruxos de Harry Potter, os vampiros de Vampiro: a Máscara), ou onde de repente a magia apareceu (ou reapareceu) no mundo. Aqui vou dissertar em cima da ideia de que na realidade o mundo e as sociedades se desenvolveram ao longo dos séculos e se adaptaram a existência do fantástico. Esse conceito é definido mais especificamente como “fantasia pós-moderna”.
Alguns exemplos de inspiração: Blade, Hellboy, Constantine, Good Omens, Supernatural, Eternal Darkness, Devil May Cry, Shin Megami Tensei, Shadowrun e Modern d20.
Obs.: Várias dos conceitos e descrições serão em linhas gerais, cabe ao Mestre saber como interpretar essas adaptações na mesa. Nas postagens futuras vou detalhando alguns desses assuntos. Certos grupos vão preferir aproveitar essas ideias para viver aventuras engraçadas, escancarando absurdos de um mundo onde dragões e democracias coexistem, e está tudo bem com isso também!
2. Premissas sobre Cenário
Forças fantásticas não são tão incríveis para as sociedades que a mais de mil anos convivem com elas. Seu vizinho é um elfo, ele não dorme e realiza encantamentos para cuidar do jardim e nada disso é motivo para estranheza.
O fantástico é real e obedece a leis. Mas tipicamente as leis que regem os feitiços ou o bafo dos dragões não são conhecidas em detalhe e ainda estão sendo estudadas.
Os deuses e outras entidades divinas sempre se fizeram presentes através de milagres e da ação de clérigos e paladinos, então múltiplas religiões são aceitas e coexistem, entrando em conflito principalmente por conta dos interesses de tais entidades (caos versus ordem, progresso versus natureza, etc.), e nem tanto pela afirmação de um “verdadeiro deus” ou por cruzadas pela conversão de povos pagãos.
Em geral, eventos semelhantes aos reais aconteceram ao longo dos séculos. Grandes impérios sucumbiram; tiranos realizaram atrocidades; economias foram reformuladas; democracias, capitalismos e socialismos foram construídos; tecnologias revolucionaram a forma de se organizar, etc.
Com tempo, tecnologia e magia, muito do mundo conhecido foi dominado. Como no mundo real, pouco do mundo permanece intocado pelo homem, porém ainda existem áreas selvagens com poderosos monstros, ruínas antiquíssimas, artefatos centenários e um multiverso para ser explorado (pois magias para viajar entre planos já existiam nos livros básicos de D&D).
A maioria das raças inteligentes foi absorvida ou eliminada. Seja por meio de guerra ou pela globalização, nenhuma raça ou comunidade conseguiu manter-se isolada para sempre. Você pode considerar que certos grupos vivem em reservas e alguns de seus descendentes se adaptaram às cidades (exemplo: gnolls podem ter mantido suas tradições tribais, habitando pequenas zonas e protegidos por ONGs).
A sociedade civilizada preza pela segurança nas cidades. Assim não é aceito (e muitas vezes nem permitido) andar de armadura pelas ruas, soltando bolas de fogo em qualquer rato na esquina. Existem leis, polícia, normas sociais e burocracia.
Acesso a feitiços é limitado. Da mesma forma que é necessário um treinamento e/ou documentação para dirigir ou portar armas, o uso de magias mais perigosas é absolutamente restrito. Magos devem buscar aprender as fórmulas de feitiços como Raio de Fogo e Imobilizar Pessoa em instituições regulamentadas. Magias ainda mais poderosas são reservadas para uso militar (pense em fuzis ou tanques de guerra), ou podem até mesmo ser proibidas por convenções internacionais (como armas químicas e biológicas).
Política e burocracia controlam as Classes. Embora elas sejam todas vocações naturais dos personagens, algumas foram diretamente afetadas pelas leis modernas: Feiticeiros são temidos e controlados por aprender magia de forma espontânea, as entidades de pacto dos Bruxos foram catalogadas e o contato com eles é monitorado, etc. Até por conta de como é laborioso aprender feitiços (questão legal, custos com tutoria e materiais e tempo para praticar e estudar), uma grande parte da população acaba por optar por ocupações mais mundanas.
O combate é mais letal e mais cruel. Armas de fogo são muito poderosas e podem causar dano rapidamente. Para ilustrar, temos que no Guia do Mestre de D&D 5e são listadas armas em categorias gerais e uma pistola moderna causa 2d6 de dano perfurante.
A sociedade se modernizou, os problemas também. Nada de fantástico aqui, não esqueça que seus personagens vão estar inseridos em uma sociedade com desigualdades sociais, desemprego, educação em massa, politicagem, etc.
3. Considerações Finais
A maioria dessas premissas levantadas será aprofundada nas postagens seguintes, mas já é o suficiente para criar aquela fagulha de ideia em quem tiver interesse em aventuras desse tipo. Também é importante lembrar que um cenário homebrew, mesmo que documentado, é vivo e sujeito a mudanças. Frequentemente os jogadores vão se deparar com algo que o mestre não deixou escrito ou detalhado, mas essas linhas gerais devem ser suficientes para guiar a imaginação para conforme o fluxo da aventura.
4. Outras Postagens da Série
Antecedentes: https://odragaozumbi.tumblr.com/post/632895565249822720/adaptando-dd-5e-para-cen%C3%A1rios-de-fantasia