O coração no melhor de seu pulsar é inspiração querendo voltar, ou o cavaleiro no eterno galopar, é o sentimento esvoaçar, é o levante de antes trazendo o cheiro para cá.
É a donzela em seu dia mais louco com seu sorriso enigmático, é a rameira que se sobressai com um primo após o outro?
Nunca em tempos idos o errante tenha visto tanta violência, tanta guerra, uma violência interna, em uma terra fria e escura às vezes pálida de olhos brilhantes, nessas terras nenhum castelo está aberto para quem quer que sejam em estão sempre fechados com seus senhores feudais trancados, a vasta floresta negra e sua neve infinita é o refugio.
A donzela tem perdido seu brilho em tempos idos e tempos vindouros, e os rabos de saia medievais têm adentrado no amago das inspirações.
Dizem que as donzelas sumiram, mas elas estão aqui e acola em florestas negras e de neve com seus olhos brilhantes como almas nas sombras no norte do coração.
As rameiras estão por toda a parte com suas falsas juras de amor, amando um por mês, jurando amor como quem manda tomar no cú.
Amando como se fosse coisa do cotidiano, assim como os bardos sem envergadura moral que pisam no amor como se fosse algo de concreto.
E o amor que já é um mito vem perdendo sua identidade...
E o errante está no norte frio do coração, uma terra fria que está no norte do coração de todo homem.
O verdadeiro errante sabe situar seu sentimentalismo em algum lugar escondido em sua alma, não se apega a nenhum rabo de saia medieval.
Toda donzela encantadora é uma cilada, promessas de amor para sempre, não é atoa que muitos lordes ficam sem a cabeça.
O cavaleiro errante está em uma profunda mudança interna, se afastando da vida para observa-la de seu exilio.
O Errante sabe que é dentro da gente que a coisa complica por isso que ele é errante para passar longe disso.
E a maior catástrofe é viver a realidade nua e crua, e isso é o que resta ao errante...