Mal consegui soletrar teu nome Em simbologia matrimonial Cigarros são buquês primogênitos Véus são rostos amenos A língua um parapeito Privilegiando vistas Misturando confissões em metáforas Comovendo e confundindo turismólogos Os dentes sorriem em minha porta Senhoras e senhores, eles são meus credores E eu os atendi, senhoras querem meu sangue Senhores a minha líbido em seu túmulo Dote de um cínico romance: Lebre presa embaixo da língua Sabores agridoces conforme o tempo Pressa para o desamor desabrochar Os dedos que se entrelaçam Ao redor de uma taça de vinho Os lábios que se tocam Com o mesmo instinto e cheiro do vinho Parábola paranoia: Mãos dadas desfeitas Fura bolos em meus olhos Toda a graça até sepulcro da cremação Embate em cima da mesa de mazelas: O pior pleito pelo teu desmembramento O maior comício pelo teu desdobramento, Atenda a todos nós que temos fé em ti Goela transferida ao centro-esquerda do peito O temor como um idioma primário O relógio que adianta-se era tua amante Sou como Alice, velando coelhos brancos em sacos plásticos
Dote/Lebre, Pierrot Ruivo















