Diamantina, Veadeiros, Guimarães e Mesas: o mapa de cada chapada - parte 3 - Chapada dos Guimarães, Mato Grosso
Nestas quatro chapadas brasileiras, boas pousadas, restaurantes, lojas e festivais culturais, além de uma natureza esplendida, estão à sua espera
Cartão-postal de Mato Grosso, a Cachoeira Véu de Noiva (86 m) pode ser observada do mirante, a 550 m do estacionamento do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT)
Chapadas nada mais são do que áreas de terra elevada, com dimensões consideráveis e topo relativamente plano. Essa formação de relevo tão marcante no Brasil compõe alguns dos nossos parques nacionais mais especiais. Neles você encontra natureza quase intocada, pousadas que vão do confortável ao rústico, restaurantes, lojas e festivais culturais.
Eu estive nas quatro principais chapadas brasileiras e tracei um panorama de cada uma delas: trilhas por vales imensos, cachoeiras com mais de 80 metros de quedas, grutas com lagoas azuladas, pores do sol inesquecíveis e cidadezinhas pitorescas.
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso
Onde fica: a 67 km de Cuiabá. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães protege 33 000 hectares da região. A cidade-base também é chamada Chapada dos Guimarães.
Como é: chapada mais “fácil” do Brasil pela proximidade com Cuiabá, também capricha nas belezas naturais, com paredões rochosos alaranjados, cachoeiras e cavernas de arenito. A cidade da Chapada não é propriamente charmosa, mas tem lá sua simpatia interiorana.
Como chegar: alugue um carro em Cuiabá ou pegue um ônibus com a CMT.
Quanto tempo ficar: pelo menos três dias inteiros. Aqui vale mais a pena ficar nas pousadas integradas à natureza do que no centrinho da cidade.
Quando ir: de abril a setembro, fora da época das chuvas, é o ideal. Na Chapada dos Guimarães sempre faz calor – a temperatura só cai um pouco à noite.
Onde ficar: a melhor escolha é a Pousada do Parque, dentro do Parque Nacional, com mirante e cachoeira. A Bosque da Neblina faz estilo pousadinha de serra, com noites de queijos, vinhos e fogueira. Mais modesta, a Pousada das Orquídeas tem uma casa lindinha com quintal florido.
Três passeios imperdíveis: o cartão-postal é a Cachoeira Véu da Noiva, uma queda de 86 metros que você observa de um mirante. Leva um dia inteiro visitar o Vale do Rio Claro, com poços para nadar nas corredeiras; e a Cidade das Pedras, com impressionantes formações moldadas pelo vento e pela chuva que lembram ruínas de uma cidade. Fora do parque, vale fazer o circuito de cavernas Aroe Jari, que culmina na maior gruta de arenito do Brasil, com 1 550 metros de extensão.
Como circular: o ideal é alugar carro e contratar guias (dentro do Parque Nacional é obrigatório). Algumas atrações precisam de veículo 4×4 (veja na sua pousada se tem mais gente para formar um grupo e dividir o valor do passeio em agências da cidade, como a Chapada Off Road).
Onde comer: para almoçar com vista para a chapada, vá ao Morro dos Ventos, de comida pantaneira, ou ao Bistrô da Mata. O melhor restaurante da cidade é o Pomodori, que apesar de servir massas e carnes é conhecido mesmo pela empada.
Algo a mais: a Chapada dos Guimarães é bem posicionada para você unir com outros dois destinos bacanas do Mato Grosso: Nobres (uma espécie de Bonito com rios para fazer flutuação) e o Pantanal Norte (cortado pela Estrada Transpantaneira).
Algo a menos: a paisagem natural é menos impressionante do que nas outras chapadas.
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