Diamantina, Veadeiros, Guimarães e Mesas: o mapa de cada chapada - parte 4 - Chapada das Mesas, Maranhão
Nestas quatro chapadas brasileiras, boas pousadas, restaurantes, lojas e festivais culturais, além de uma natureza esplendida, estão à sua espera
Poço Encantado na Chapada das Mesas, Maranhão
Chapadas nada mais são do que áreas de terra elevada, com dimensões consideráveis e topo relativamente plano. Essa formação de relevo tão marcante no Brasil compõe alguns dos nossos parques nacionais mais especiais. Neles você encontra natureza quase intocada, pousadas que vão do confortável ao rústico, restaurantes, lojas e festivais culturais.
Eu estive nas quatro principais chapadas brasileiras e tracei um panorama de cada uma delas: trilhas por vales imensos, cachoeiras com mais de 80 metros de quedas, grutas com lagoas azuladas, pores do sol inesquecíveis e cidadezinhas pitorescas.
Chapada das Mesas, Maranhão
Onde fica:
no sul do Maranhão, quase na divisa com Tocantins, a cerca de 200 km da cidade de Imperatriz, numa área que abrange quatro municípios. A cidade-base é Carolina.
Como é: apesar de Carolina ser uma cidade bem simples (que carece de gastronomia e hotelaria de charme), o turismo ali é relativamente bem estruturado. Falta a atmosfera descoladinha das outras chapadas, mas a natureza também dá um show de formações rochosas, cachoeiras e vegetação (majoritariamente do cerrado) preservada.
Como chegar: o jeito mais em conta é comprar um voo para Imperatriz e de lá alugar um carro ou pegar um ônibus da JR4000 para ir até Carolina.
Quanto tempo ficar: para valer o deslocamento, pelo menos cinco dias inteiros. Durma em Carolina.
Quando ir: na época da seca, que vai de maio a setembro, não cai um pingo d’água, o sol brilha e a temperatura chega aos quarenta graus. As chuvas vêm entre outubro e maio, mas são pancadas rápidas – e, para quem gosta de caminhar, é bom saber que nessa época o calor é mais ameno. Evite março e abril, quando o calor é mais intenso.
Onde ficar: a Pousada dos Candeeiros, numa casa colonial da cidade, é confortável, com piscina e café da manhã farto. Outra opção é a Pousada do Lajes, com chalés dispostos num jardim.
Três passeios imperdíveis: o Portal da Chapada tem um visual deslumbrante para os platôs avermelhados da região – entre eles o cênico Morro do Chapéu. Dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas fica a Cachoeira de São Romão, uma cortina espessa de 36 metros de largura, a maior em volume de água do Maranhão – é possível remar com o caiaque bem perto das quedas. Também impressiona a queda d´água da Cachoeira do Santuário, dentro de um cânion. Quando a luz entra, das 11h às 14h, ela ganha ares místicos.
Como circular: a não ser que você feche um passeio já com todos os transportes inclusos em uma agência como a Torre da Lua, é preciso alugar carro. Para visitar o Parque Nacional, é preciso veículo 4×4. Acaba sendo imprescindível contratar uma agência.
Onde comer: não há grande oferta gastronômica em Carolina, apenas restaurantes simples que servem pratos regionais. Um exemplo é o arroz de Maria Isabel (feito com carne seca) do Mocotozin e do Espaço Gourmet. Para comprar doces regionais, passe na loja da Dona Elza.
Algo a mais: ali a água das cachoeiras e poços é morninha, o que faz uma baita diferença para curtir os passeios
.Algo a menos: o acesso é difícil para quem vem do sudeste e sul do país, já que as passagens para Imperatriz podem sair caras. Aproveite a localização para unir o destino com outros dois lugares relativamente vizinhos: o Jalapão (pegando um voo ou ônibus de Araguaína, a 110 km de Carolina, até Palmas) e os Lençóis Maranhenses (com um voo de Imperatriz a São Luís).
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