Ava sabe como ninguém que a vida tem lá suas nuances de pesos e contrapesos. Muito madura, entende que um momento não pode ser definido apenas por contentamentos assim como não pode ser definido somente por descontentamentos. Mas isto não significa, em momento algum, que ela não sofra com a situação. De um lado, ela tem Tyler: seu recém descoberto meio-irmão que não lida bem com a nova configuração familiar e desconta tudo isso nela, fazendo com que se sinta um lixo. Portanto, não tem um dia de sua vida em que ela não deseje nunca ter descoberto que Blaise Zabini é o seu pai biológico e, consequentemente, Tyler é seu meio-irmão. Não espera nada do “pai”, por outro lado, Tyler Zabini pode e deve ser elencado na lista de maiores decepções. E como freio para este contrapeso em especial, Ava tem Bernardo Flamel. O garoto estrangeiro que sem muita pretensão ou demasiado esforço logo se torna um dos melhores amigos da Davis. E talvez seu único porto-seguro no meio daquele fogo cruzado que destrói expectativas, famílias e amizades. O garoto que agora seca, inconscientemente, as lágrimas de Ava com o tecido, provavelmente muito caro, de sua camisa. Ele a vê chorando e pergunta o que está acontecendo e por instinto, Ava não diz nada, apenas se levanta do sofá da sala comunal da Sonserina para se atirar nos braços do mais velho e o abraçar com a força que nunca havia o abraçado antes enquanto soluça e sente a dor em seu peito, a dor da angústia, intensificar-se. ╾ Obrigada por ser o único cara não-babaca na minha vida.