Douze lesbiennes canadiennes, américaines, françaises, d'âge, de couleur, de culture différentes (universitaire, artiste, écrivain, etc...)
seen from Germany

seen from United States
seen from Canada
seen from Canada
seen from Australia
seen from Brazil
seen from United States
seen from United Kingdom

seen from Australia
seen from Canada
seen from United States
seen from Malaysia

seen from Canada
seen from Australia

seen from Germany

seen from Canada
seen from United Kingdom
seen from Canada
seen from Russia

seen from Germany
Douze lesbiennes canadiennes, américaines, françaises, d'âge, de couleur, de culture différentes (universitaire, artiste, écrivain, etc...)
ouioui je suis une femme fatale 💉💉💉 “Eu não sou feminista, mas…” (2015, 52 min) de Florence e Sylvie Tissot sobre a socióloga feminista Christine Delphy. Após a exibição do filme teremos um bate papo com a artista francesa Aurore Zachayus (quem propôs e possibilitou esta projeção com legendas em português) e a demógrafa Jackeline Romio (que tem se dedicado ao estudo da violência contra mulher, feminicídios e desigualdades sociais de gênero e raça) a convite de @edicoesaurora #cineclubeaurora #edicoesaurora #feminismo #ChristineDelphy vamamiga! (at • Aurora)
Buenos días #christinedelphy #pensamiento
O Inimigo Principal: Economia Política do Patriarcado - Christine Delphy
"O fornecimento gratuito de trabalho no contexto de uma relação global e pessoal (o casamento) constitui precisamente uma relação de escravidão. Uma vez que menos de 10% das mulheres de mais de 25 anos são solteiras, pode-se dizer que as chances de uma mulher estar casada em um momento qualquer de sua vida são tão grandes que todas as mulheres estão fadadas a entrar nessas relações de produção. Como grupo efetivamente submetido a essa relação de produção, elas constituem uma classe; como categoria de seres humanos destinados por nascimento a entrar nessa classe, elas constituem uma casta. A apropriação e a exploração do trabalho das mulheres no casamento constituem a opressão comum a todas elas. Como seres destinados a se tornar “a mulher de” alguém, as mulheres destinadas à mesma relação de produção formam uma única classe. Quando participam da produção capitalista, entram também em outras relações de produção. (...) Em toda a França, 11 mil mulheres são “industriais”: uma minoria ínfima pertence à classe capitalista, enquanto a maioria das que trabalham pertence à dos proletários. Dentro dessa classe, constituem uma “casta” superexplorada, fato bem conhecido. Essa superexploração está intimamente ligada à sua exploração específica como mulheres. De acordo com o que precede, vê-se que é mais ou menos tão certo afirmar que as mulheres de burgueses também são burguesas quanto dizer que o escravo de um agricultor também é agricultor. No entanto, é o que se ouve todos os dias. Do mesmo modo, é costumeira a confusão entre as mulheres de operários e as operárias. Isso quer dizer que, no que diz respeito às mulheres, fundamenta-se seu pertencimento de classe ora em uma definição marxista da classe – em sua relação com a produção –, ora resgatando a definição das mulheres como propriedade e extensão do marido. Ora, se considerarmos unicamente o modo de produção capitalista – como em geral se faz – e aplicarmos às mulheres os mesmos critérios que aos homens, perceberemos que todas as mulheres que não trabalham fora estão, portanto, fora das classes (proletária-capitalista). Por outro lado, só se pode reintegrar as mulheres nas classes ao determinar o pertencimento de classe por meio de critérios não marxistas (pela classe do marido): “A sociedade se divide em classes e as mulheres não estão fora dessas classes, por conseguinte, o destino de cada uma delas coincide com o das outras mulheres e homens que pertencem a essa classe e categoria social. Na verdade, ao pretender que as mulheres pertencem à classe do marido, mascara-se exatamente que elas pertencem por definição a uma classe diferente da do marido. Ao pretender que o casamento pode substituir as relações de produção no sistema capitalista como critério de pertencimento de classe nesse sistema, mascara-se tanto a existência de outro sistema de produção quanto o fato de que as relações de produção nesse sistema colocam precisamente maridos e mulheres em classes antagônicas (em que uns tiram um proveito material da exploração das outras). Por fim, a “reintegração” das mulheres nas classes por sua definição como propriedade do marido objetiva precisamente velar o fato de que elas são uma propriedade do marido.”
daqui: https://drive.google.com/file/d/0B1St2Z6b6YGrWURwREY4dHhrUnM/view