E quando a gente se mostra...
Sempre ouvi, a minha curta vida toda, mas nem tanto assim, algumas muitas críticas, gracinhas, brincadeiras, todas muito cruéis sobre alguém que eu realmente sou.
Passei então, a me sentir eu sem ser eu mesma. Maquiagens encobrem minhas características quase que totalmente paternas, a chapinha estica aquilo que herdei da minha mãe, e nessa destruição do meu eu, fui me criando, fui crendo.
A criação gerou fadiga. Cansaço de se ser quem não se é. Cansaço da burrice. Mas ainda faltava coragem, pois os fantasmas do ensino médio ainda insistiam em me visitar.
Fato é que existem pessoas que eu amo e que me amam também, mas será quem essas pessoas amam? Elas amam "eu" ou elas amam a manutenção do que construí para ser o que chamo de eu?
Fiz o teste! E num é que essas pessoas gostavam do meu eu maquiado e chapado?!
E quando a gente se mostra, mas ninguém gosta?!
É que doí tanto...
Bárbara Dourado, sobre suas experiências fictícias ou não.
07 de outubro de 2013.










