[Sessão Crítica] #Alive
por Paullo Fernando
Um dos grandes destaques da plataforma ‘Netflix’ nesta quarentena é sim um filme de zumbi. Tema super evitado devido a lembrar o estado atual do mundo, onde a pandemia predomina desde dezembro do ano passado quando tudo começou na China.
O filme é sul-coreano e já traz um hype enorme pegando carona no grande sucesso que foi “INVASÃO ZUMBI (2016). A grande surpresa para todos e até mesmo deve ter sido aos responsáveis pela produção e para a própria plataforma, foi esse sucesso e comentários sobre o filme mundo a fora.
O filme mostra ser agitado e interessante de seu cartaz até seu trailer. Ambos mostram zumbis violentos e sobreviventes envolvidos a era tecnológica como equipamentos de sobrevivência, inserindo o contexto então a uma geração mais atual. Tudo acontece dentro de um apartamento e em sua vista (a rua), onde lá de cima o personagem principal, On Joon (Yoo Ah‑In) se insere no apocalipse zumbi, tentando entender o que está acontecendo e o que terá que fazer nos próximos dias sozinho em um prédio infestado de mortos-vivos.
O filme caminha até bem nesse período em que o personagem vai se adaptando, enfrentando as dificuldades já esperadas que são escassez de comida e água e claro, a solidão. Mas a chegada da outra protagonista Kim Yoo (Park Shin-hye) torna tudo mais interessante e agitado mesmo que por pouco tempo.
Obviamente a chegada dos demais personagens fazem o mesmo efeito no filme, mas o drama se torna o grande dono da trama desde então já que a última morte mostra uma outra visão de sobrevivência que ao meu ver foi inserida de maneira rasa, mas deixou essa sensação para o desfecho.
O filme em si não alcança o auge que esperávamos vindo de “INVASÃO ZUMBI”, a fórmula de zumbis super funcionou, os personagens principais carregam todo o roteiro nas costas. Um desfecho pobre e clichê nos deixa com uma pitada de decepção, o que não torna o filme ruim ou que cheguemos a não indica-lo para os amigos.













