Te escrevo agora pra te dizer todas as coisas que deveriam e poderiam ter sido ditas nesse último um ano que eu dividi a vida com você por sorte e merecimento.
Quero te lembrar do nosso tremendo agora, como naquele poema da Matilde Campilho que eu li pra você semanas atrás, não que eu acredite em destino ou coincidência, mas poxa, seria tão clichê dizer que te amei desde o primeiro momento que meus olhos encontraram com os teus. E eu acredito em tudo que seja pra ser, da pra ser.
Lá fora nesse exato momento há pessoas chorando de alegria, tristeza, saudade, ou sorrindo por todas as outras coisas tangíveis, palpáveis. Tem alguém nascendo e tem alguém morrendo nesse exato momento. Isso não é louco?
Nós estamos aqui e agora, e te observo sendo gigante Math, fugimos de toda a razão e obediência que é o amor. Sei que existe lá fora uma comédia romântica, um drama, uma peça de teatro que move e molda o amor na sua forma pura e gentil, fugi de todas essas regras. Te amo gigante. Te amo com a pressa de que sei que as coisas tem um fim, as vezes mais dolorosos do que imaginamos. Fugi da lógica como quem não só tem a pressa de amar, mas de existir. Te puxei pra um mundo que arrebenta, e que as vezes, ou quase sempre não tem limites nenhum.
Lembra aquele dia no parque? O som da tua risada não sai da minha cabeça, parecíamos crianças protegidas por tamanha inocência do que machuca, que por um segundo eu fecho meus olhos e não tenho medo de nada. É a tua risada ecoando na minha cabeça e me fazendo se sentir livre. Sei que é recíproco porque quando fecha os olhos, teus pensamentos se tornam palpáveis ao imaginar minhas mãos na sua correndo pelo shopping.
Sinto uma corda invisível me puxando pra tua vida, e sei que voce também sente o mesmo. Um emaranhado de nós tão fortes, e presos como se não pudesse haver nenhum afastamento de nós. Me olho no espelho e vejo muito de você, como naquele mosaico que eu sempre afirmo que a gente é. Te observo de fora e percebo que ser diferente em tantas outras coisas também é bom, quero ser um pouco como você.
Math. Te escrevo esse texto não como alguém que quer te convencer na minha crença de que amor tudo supera, tudo suporta. Porque sei que nem sempre é confortável estar no lugar que você esteve todo esse tempo. Te escrevo pra dizer que não sei quantas vezes você foi amado, nao sei por quantas, e nem por quem. Mas sei, que aqui e agora meu coração queima quando penso no aconchego dos teus abraços, que você moldou tão bem pra se encaixar em mim. Há um tremendo agora acontecendo. E há um tremendo nós acontecendo quando suas mãos macias tocam as minhas e me levam a lugares que fisicamente e espiritualmente eu nunca cheguei, antes de você.
Escute, isso é tão sério quanto as nossas noites lendo poemas ou músicas, ou até mesmo transando. E por falar em sexo, a conexão que existe em nós chega a ser palpável quando a janela e a porta do quarto se fecha. Sinto teus lábios passando pelo meu pescoço, peito, coxas, bunda. O caminho entre minhas pernas e sua boca no meu íntimo sagrado, dissipa tudo que ao nosso redor. Por um longo momento sentimos e aproveitamos como se a gente realmente fosse pra ser, e esquecemos que em um espaco-tempo talvez você é alma gêmea minha. E que por sorte, eu também seja a sua. Sei que nessa dimensão estamos presos e fadados a não ser.
Te amo nesse tremendo agora. Sei do peso da terra em que nós pisamos, do coração que transbordou tanto amor por mim, que era visível aos olhos de quem nos conheceu. juntos. Sei dos detalhes que você cuidou e amou tanto por dentro quanto por fora. Aprendo com você coisas que a faculdade e livros que li uma vida toda, nao me ensinaram. Com voce pratiquei meu auto conhecimento, e valores das quais nenhum dinheiro paga.
A ponta dos teus dedos desenham o formato do meu nariz e eu rio, porque eu não desejaria estar em qualquer outro lugar que não fosse na tua cama dividindo esse tremendo agora e me encaixando não só no teu peito e teu abraço, como na vida que eu imaginei ao teu lado.
Isso é muito sério, na outra vida quero ser o passarinho que pousou no teu ninho. alma gemea tua. Existe um tremendo agora em nós em um futuro. Te amo nessa e em outras vidas, se elas existirem.













