Gritei no meio da avenida que quero que você se foda, porque eu quero. Quero que encontre aquela amiga que não-é-um-perigo, mas te vejo encarar de um jeito diferente e se foda. Cansei das suas explicações malucas para atitudes sem sentido, das tardes românticas e noites de sumiço. Eu não nasci para ser sua segunda opção. Nasci para ser sua decisão de sexta, de segunda, de domingo. Porém, você só liga quando bate aquela bad chata de solidão e tu sabe que eu tenho essa pose toda de terapeuta que vai te ouvir reclamar por horas. Não quero mais ser sua transa legal de fim de semana enquanto não sou sua pessoa favorita, não quero que me toque como se eu fosse mais uma que te adora nesse mundo em que todos somos seus súditos. Por isso que enquanto você andava em direção ao monumento no centro da cidade eu gritei. Não me importa mais quem olhou, quem vai olhar. Nesta mulher aqui você não toca mais. Estou fora disso. Que você se foda, mas não foda comigo.
Confissões de Ananda Mattar.











