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VANHARTEM COLOCA A BOCA NO TROMBONE E DENUNCIA LIRA E PACHECO SERA FIM...
Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem.
Hebreus 12:1-3
As unhas pintadas de céu E o sorriso pintado de escuro. As lembranças que alimentam nossa saudade, Os medos que apagam nossos sonhos, Estão todos reunidos em um Único Universo, que conspira! A todo e a cada instante. Somos incapazes de perceber, Olhamos constantemente no relógio, Estamos fartos! Mas mudar? Nunca. Coragem! Coragem…
teses de amar, yasmin.
Até quando o medo vai te empedir de sentir a douçura que é viver?
Embriagando amor
Ininterruptamente amor!
Acordei cedo no domingo. Abri as cortinas e o sol ameno da manhã me beijava como borboletas no rosto. O clima me parecia sugestivo para o que viria a seguir. Ainda nos pijamas e vestindo a cara amassada de domingos preguiçosos, fui caminhando vagarosamente para a cozinha. A chaleira fervia e apitava, o café foi passado, também preguiçoso, enquanto meu estômago absorvia o cheiro e pedia com ânsia.
Tornei ao quarto, abraçando a garrafa e uma xícara. Devagar, pausadamente um gole atrás do outro. Tirei do maço o primeiro cigarro da manhã, que latente a brasa soltava a fumaça cinza-azulada sabendo que podia dançar preguiçosa no domingo de folga.
Liguei o computador, sem poesia porque a modernidade selvagem é rápida, mas eu tinha o intuito de ouvir poesia. Sim, ouvi-la, pois é cantada acompanhada de melodia, ininterruptamente. Servi-me de mais cafeína, e deixei meu peito se abrir, depois de meses. O domingo era propício para escancarar o peito em minha companhia, e na companhia da poesia.
Deixei entrar. O amar em canto forte. Fechei os olhos. Ouvia-o pedindo para que viesse. Depois abri os braços, espreguicei sabendo que a luta é nobre. Não havia terror, mas impus: o amar, o amar. Quase sem perceber, senti o pulular do coração ao perceber do asfalto brotar aquela teimosa rosa. Havia acordado e rido. Era uma festa que eu não queria encerrar. Tive paciência pra admirar, fiquei de joelhos pra admirar. Era belo, era terno, estava em mim. Minha cabeça leve, voava. Éramos eu e ele uma só pessoa.
De um segundo a outro, me pegou pelo braço e mudou, foi fatal. Vi naufrágio do mastro, o amor se afundando. Mas eu sabia que alguns pássaros cantariam. E ainda embebida naquele uísque, quis voltar. Ouvi que a gente erra, ouvi de desculpas, ouvi de lembranças. Lembrei eu de Marília, onde já estive também. Quis pegá-lo, afar os cabelos e pedir calma, quis niná-lo como em Rebordosa. Não havia como não por na mente a ressaca do triste, aquele cru.
Mas era nítida a diferença. Se o anterior mexia na ferida, este abriu uma nova, estraçalhou a pele, mas doía com gozo. Como quando a gente machuca a gengiva e fica passando a língua. Dolorosamente delicioso. E logo bodas! Com carinho entrou para amenizar a dor. Até o fim há voz! Não era triste, nem feliz, era necessário. Até o fim a voz. Depois veio e me pegou pela mão, quis ir a pé, sentar na grama e rir. É junho. Segundo nossas emoções: livres!
Por fim, reexisti. Pelo amor livre, deixei voar. Voou. E mesmo não sabendo como partir, quis repartir tal experiência. Olhei pro lado, e o cigarro havia apagado. Reacendi, estava tranquila. Reexistindo, eu vi, eu ouvi, senti e gritei "Coragem! Coragem!".
É preciso Coragem! para viver.
Ok, eu realmente sou noiada com peso, eu fui a mais gordinha do meu grupinho por muito tempo. Tá certo que eu ainda não acho que emagreci o bastante e que eu ainda me pego pensando em como minha barriga nunca vai ficar chapada ou, como dizem agora, negativa. Tudo isso é verdade, mas daí a achar que eu não valho a pena, que eu só estou gastando oxigênio, que eu sou uma "imprestável vaca gorda" ( acreditem, tem meninas que se chamam disso) já é demais, beira a doença, a insânia. Pelo amor de Deus, com que amor próprio vocês querem lutar pela perda de peso se nem vocês acreditam que são capazes. EU ACREDITO EM MIM! EU NÃO JOGO SUJO ENFIANDO O DEDO NA GARGANTA, pra ficar magrinha, pois eu quero poder colocar um biquini no verão, ao invés de ficar em uma maca recebendo soro na veia entre a vida e a morte. É VOCÊ QUEM ESCOLHE O CAMINHO QUE QUER SEGUIR.
eu já escolhi o meu!