PORTUGUÊS
Por 30 anos, a Texaco-Chevron destruiu a floresta equatoriana de forma consciente e deliberada nas províncias de Sucumbíos e Orellana, região com a mais alta biodiversidade do planeta, para explorar petróleo. Nesse período, documentos mostram que a Chevron despejou mais de 650 mil barris de óleo cru e outros 16 bilhões de rejeitos nos rios e no solo. Pelo menos dois mil pessoas morreram de câncer causado por toxinas e poluição do ar e da água.
Desde os anos 90, já são inúmeras tentativas legais em várias jurisdições internacionais para tentar responsabilizar a petroleira pelos danos causados na Amazônia. Apesar do tribunal equatoriano ter condenado a Chevron a pagar a compensação pelos danos causados no valor de 9,5 milhões de dólares –o que significa 0,01% da receita só de 2019–, até agora a Chevron tem usado manobras para fugir dos processos.
Segundo o advogado da União de Afetados pela Texaco (UDAPT) Pablo Fajardo, durante toda essa disputa judicial, a Texaco/Chevron já contratou mais de 2 mil advogados de 60 escritórios, além de fazer uma campanha de mídia, com despesas superiores a 250 milhões de dólares. A petroleira usa táticas agressivas para se esquivar de processos em todos os países. Até agora, as pessoas mais diretamente afetadas pela devastação da Chevron na Amazônia equatoriana não tiveram acesso a qualquer forma de justiça ou compensação.
O caso Chevron ilustra como as empresas transnacionais tentam escapar à responsabilidade jurídica para continuar a operar impunemente, apesar de graves violações do direito internacional. Este caso reforça a necessidade de um instrumento internacional vinculante que obrigue as empresas transnacionais a respeitar os direitos humanos ao mesmo tempo que oferece às comunidades alívio, reparação e justiça.
Desde 2014, o Equador tem apoiado o processo de um Tratado Internacional nas Nações Unidas, presidindo o grupo de trabalho intergovernamental sobre direitos humanos e empresas transnacionais.
Saiba mais:
Roteiro de Responsabilidade Jurídica | Casos de Estudo - https://liabilityroadmap.org/case-studies-por Treaty on Transnational Corporations and Their Supply Chains with Regard to Human Rights: Treaty Text Proposal - Global Campaign to Dismantle Corporate Power: https://bit.ly/3hWFH5I "Chevron vs Ecuador: international arbitration and corporate impunity" - Open Democracy: https://bit.ly/375p55P Lago Agrio Legal Team, “Summary of Independent Health Evaluations of Area of Ecuador’s Rainforest Where Chevron Operated from 1964 to 1990,” - https://bit.ly/2TolRXA
ESPANHOL
Durante 30 años, Texaco-Chevron destruyó consciente y deliberadamente la selva ecuatoriana en las provincias de Sucumbíos y Orellana, la región con la mayor biodiversidad del planeta, para explorar en busca de petróleo. Durante este período, los documentos muestran que Chevron vertió más de 650.000 barriles de petróleo crudo y otros 16.000 millones de relaves en ríos y suelos. Al menos 2.000 personas murieron de cáncer causado por toxinas y contaminación del agua y aire.
Desde la década de 1990, ha habido numerosos intentos legales en varias jurisdicciones internacionales para intentar responsabilizar a la empresa petrolera por los daños causados en la Amazonía. Si bien el tribunal ecuatoriano ordenó a Chevron pagar una indemnización por daños y perjuicios por valor de 9,5 millones de dólares -lo que significa el 0,01% de sus ingresos solo para 2019-, hasta el momento Chevron ha utilizado maniobras para evadir las responsabilidades.
Según el abogado de la Unión de Afectados por Texaco (UDAPT) Pablo Fajardo, a lo largo de esta disputa legal, Texaco / Chevron ya ha contratado a más de 2.000 abogados de 60 despachos, además de realizar una campaña mediática, con gastos superiores a 250 millones de dólares. La petrolera utiliza tácticas agresivas para esquivar demandas en todos los países. Hasta ahora, las personas más directamente afectadas por la devastación de Chevron en la Amazonía ecuatoriana no han tenido acceso a ninguna forma de justicia o compensación.
El caso Chevron ilustra cómo las empresas transnacionales intentan evadir la responsabilidad legal de seguir operando con impunidad a pesar de las graves violaciones del derecho internacional. Este caso refuerza la necesidad de un instrumento internacional vinculante que obligue a las empresas transnacionales a respetar los derechos humanos al tiempo que ofrece a las comunidades remedio, reparación y justicia.
Desde 2014, Ecuador ha apoyado el proceso de un Tratado Internacional en las Naciones Unidas, presidiendo el grupo de trabajo intergubernamental sobre derechos humanos y empresas transnacionales.
INGLES
For 30 years, Chevron-Texaco consciously and deliberately destroyed the Ecuadorian rainforest in the provinces of Sucumbíos and Orellana, the region with the highest biodiversity on the planet, to explore for oil. During this period, documents show that Chevron dumped more than 650,000 barrels of crude oil and another 16 billion tailings into rivers and soil. At least 2,000 people have died from cancer due to toxins and polluted water and air.
Since the 1990s, there have been numerous legal attempts in various international jurisdictions to try to hold the oil company responsible for the damage caused in the Amazon. Although the Ecuadorian court ordered Chevron to pay damages in the amount of $9.5 million – which represents just 0.01% of its 2019 revenues alone –, so far, Chevron has used many tactics to evade accountability.
According to the attorney for the Union of Peoples Affected by Texaco (UDAPT) Pablo Fajardo, throughout this legal dispute, Texaco/Chevron has already hired more than 2,000 lawyers from 60 offices, in addition to carrying out a media campaign, with expenses in excess of $250 million. The oil company uses aggressive tactics to dodge lawsuits in countries around the world. To this day, those most directly affected by Chevron's devastation in the Ecuadorian Amazon have not had access to any form of justice or compensation.
The Chevron case illustrates how transnational corporations try to evade legal responsibility to continue to operate with impunity despite serious violations of international law. This case reinforces the need for a binding international instrument that obliges companies to respect human rights while offering communities remedy, reparations, and justice.
Since 2014, Ecuador has supported the international treaty process at the United Nations, chairing the intergovernmental working group on human rights and transnational corporations.
















