Eu canto os demônios Eu comemoro as vaias Eu inutilizo os heróis Eu invoco feras febris Se tanto fazes chagas à cigarras Logo sei de seu pessimismo de gesso Onde em vão esconde teu fetiche por bibelôs Comportados e condenados aos fundos de estantes Os leões que irrito São um misto entre moinho e quimeras Utensílios reflexivos em tempos de guerra Servem tão solenemente a distração A carne do sustento O recanto de desprezo O caminho do laboratório A fabricação do algorítimo O toque estonagem Em orações e oratórias A calça caqui, o coração repartido Entre dilemas e indulgências A semelhança de ambos O simples e circunflexo O fantástico anjo Entre ancas cuspira o filo homem O toque bi volt Tanto para o mal Como para luas vermelhas Esconde a fragilidade da hesitação Há buquês na esquina para quem já se fora Esperando a fome de Cronos Considerando seus atraso de oito horas Deixe a ele cartelas de seus comprimidos
O Dorso do Homem do Paletó Laranja - Pierrot Ruivo






