E… a “família” ataca novamente
Quando o sangue vira violência, e sobreviver passa a ser um ato de resistência diária
Pois é. No exato dia em que eu finalmente consegui fazer o que parecia impossível - limpar a minha mente, me desvencilhar de pessoas que me torturaram a vida inteira - eu fui obrigada a encará-las novamente.
Pessoas com quem eu não tenho absolutamente nada em comum além do sangue, que, para mim, não tem mais valor nenhum.
Pessoas que me mostraram, de forma progressiva e cruel, até onde a maldade pode chegar - e que, nunca, nunca mesmo devem ser subestimadas, porque elas sempre conseguem se superar no nível de crueldade de que são capazes.
E não foi por escolha. Foi por necessidade, obrigação, LEI.
Na tentativa de continuar cuidando de mim mesma - encontrar um psiquiatra competente, construir um tratamento sério, alguém que pudesse caminhar junto com a terapeuta, ajustar o que fosse preciso no caminho - eu tinha uma consulta marcada justamente para hoje.
E, ironicamente, a médica era boa demais. O que é maravilhoso, mas o tiro saiu pela culatra - ela era boa o suficiente para enxergar a gravidade absurda do meu quadro e do que tinha sido causado em mim. Boa o suficiente para ouvir e enxergar meu estado, de verdade. Boa o suficiente para agir com responsabilidade e de acordo com a minha necessidade.
Resultado: fui encaminhada para um hospital psiquiátrico para avaliação. E, para isso, eu precisava de um acompanhante. Da “família”.
A médica prontamente se ofereceu para ligar para a minha “mãe”, e conseguem adivinhar qual foi a primeira resposta dela ao ouvir da MÉDICA que o meu quadro era muito grave e que eu poderia ter que ser internada o mais rápido possível?
“Hoje está complicado para MIM, mas posso ir amanhã.”
Aí o meu sangue voltou a ferver. Eu queria ir sozinha. Não era permitido. E nem essa situação fazia essa "pessoa" enxergar a seriedade da coisa toda ou me colocar um pouco mais alto na lista de prioridades dela. Tudo realmente vale mais do que eu, minha saúde e minha vida para ela, e já tinha sido mostrado de tantas formas, mas isso foi o cúmulo. Gritei ao telefone: "Cuida das coisas importantes aí na sua vida; eu vou achar outra pessoa hoje porque posso não estar viva amanhã para ir." Aí acho que eu feri o ego dela - a imagem de mãe perfeita, o que SIM tem valor na vida dela, e ela disse que iria de imediato.
Fui direto para o hospital - e, para minha surpresa, TODOS foram para lá. Não para apoiar, mas para garantir que eu fosse destruída um pouco mais e, claro, a pior e com intenções mais maliciosas: a Camila.
Tentaram, inclusive, exigir o “direito” - que juro que não sei por que acharam que teriam - de entrar comigo na consulta, como se isso fosse aceitável em qualquer realidade minimamente saudável. Claro que vetei esse absurdo imaginado por "pessoas" que são completamente cegas a qualquer realidade.
Mas ainda assim, alguém precisava ser acompanhante para esperar do lado de fora do consultório. E, claro, a dona Camila saiu correndo na frente, assumindo esse papel sem me dar escolha - porque ela tinha um plano, que envolvia as maiores necessidades dela neste mundo sobre tudo e todos: Controle. Manipulação. Sabotagem.
A consulta, por um lado, foi um lindo momento de lucidez no meio do caos. Falei tudo.
Falei que cortei contato com todos que me faziam mal. Falei do meu progresso e do meu sucesso no trabalho. Falei da reconstrução da minha vida. Falei dos meus planos.
E, principalmente, falei da minha maior motivação para continuar: o amor mais puro que eu já conheci na vida.
Nada disso era mentira. A médica viu. Entendeu.
Reconheceu minha consciência, minha determinação, minha força - uma força que, honestamente, eu mesma às vezes não sei de onde vem.
Pediu exames físicos. Direcionou o acompanhamento. Me tratou como um ser humano.
E então… veio a elaborada sabotagem da minha "querida irmãzinha" Camila, que estava o tempo todo só esperando uma oportunidade para colocar esse seu plano em prática.
Sem saber absolutamente nada do que tinha sido dito na consulta, ela começou a gritar. Mentiras. Acusações. Distorções. Uma avalanche de crueldade calculada.
Tudo com um único objetivo: me internar à força. Me rotular. Me descartar. Me transformar oficialmente em “problema de alguém”, para que eu oficialmente deixasse de ser o problema da família, ou melhor, um problema na vida dela.
Mandei ela calar a boca, e implorei à médica que não acreditasse em nada que ela estava dizendo, e que não deixasse que a minha "família" me destruísse ainda mais desse jeito. Expliquei mais uma vez o que tinha sido contado em consulta - que era isso mesmo o que faziam sempre comigo, o histórico, as acusações injustas, o padrão, o prazer dela em me fazer sofrer. Expliquei que aquilo não era preocupação, era destruição.
E, em uma rara situação, alguém escolheu me ouvir.
Saí de lá sem olhar para trás. Sem me despedir. Disse apenas: "Se qualquer um de vocês tentar me sabotar de novo, aí vocês vão realmente saber quem eu posso ser." E me fui.
Não sem ter tido crise de pânico, não sem ter sido mais uma vez ferida e violada por essas "pessoas", mas sobrevivi. Mais uma vez, saí viva.
E com certezas que se fortalecem a cada episódio como esse:
Eu não pertenço a esse lugar. Eu não pertenço a essas pessoas. E não vou permitir que me levem para baixo junto com elas.
Que venham os verdadeiros seres humanos!













