Eu acho que atingi meu limite. Esse é o relato de uma pessoa que está desistindo de outra. Nossa, eu estou tão cansada. Não. Exausta é a palavra certa. Cansada de joguinhos, de fingir que eu não me importo, de tentar levar as coisas como se tivesse tudo bem. Não está tudo bem. Eu não estou feliz. Nesse momento, eu só sinto dor. A dor da decepção, da frustração. Uma vez uma amiga me disse que eu estava criando duas versões dele na minha mente. Nós torcíamos para que a que prevalecesse fosse a boa, mas hoje eu vejo que, infelizmente, a que está prevalecendo é a pior versão: indiferente, morta e até meio babaca. E sabe o quê é pior? Eu conheci a melhor versão dele. Cara, isso é muito difícil. Imaginar aquela pessoa e saber que ela é muito melhor do que o modo como ela está te tratando. Ao mesmo tempo, eu sei que não adianta chorar pelos fragmentos do que foi. É preciso olhar para o presente. Se a sua realidade hoje te machuca, você tem que se perguntar por quanto tempo você vai aturar aquilo. Ou se você vai aturar aquilo. Ou se você vai sair dali imediatamente. Porque você tem que se forçar a pensar em você, por mais que doa. Eu prometi a mim mesma que eu iria tentar, mas ei… o amor é uma via de mão dupla. Uma pessoa não faz nada sozinha. É sobre reciprocidade. E eu tenho visto só um vácuo e um gigante buraco negro do outro lado. As vezes, eu sinto que todos os meus movimentos mais leves e positivos fossem como que absorvidos e devorados. E eu fico ali: vazia e esperando. Sempre esperando. Eu tentei. Deixei muito claro que tentei. Mas também cheguei ao meu limite. Eu vou seguir o meu caminho.