Día 40: Disfruta del viento, extiende tus manos, respira hondo y sigue con tu vida. Quizás toque pelear mas tarde.
Un Chico Escribiendo.
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Día 40: Disfruta del viento, extiende tus manos, respira hondo y sigue con tu vida. Quizás toque pelear mas tarde.
Un Chico Escribiendo.
Dia 40: A quarentena do espírito
Quarenta dias. Se fosse um dilúvio, hoje a arca deveria ter batido em algum lugar seco. Mas eu continuo olhando pela janela e só vejo água. Água salgada, turva, fria.
Hoje eu decidi que não quero mais ouvir conselhos. Não quero o "cara, sai dessa" do meu melhor amigo, nem o "tem muita gente no mundo" do meu primo, muito menos as frases prontas de livro de autoajuda. Eu me fechei. Quarenta dias é o marco onde a gente para de buscar ajuda lá fora e percebe que a única pessoa que pode atravessar esse deserto sou eu mesmo, e eu estou com os pés cheios de bolhas.
É um isolamento estranho, meu. Eu estou no meio das pessoas, trabalho, respondo e-mails, peço a saideira aqui no bar, mas é como se eu estivesse dentro de uma bolha de vidro grosso. Eu vejo o mundo, mas o som chega abafado. Eu vejo a vida dela seguindo, os preparativos para o casamento ganhando corpo, os sorrisos nas fotos, e isso já não me faz gritar. Só me faz querer fechar as cortinas e apagar a luz.
O Dia 40 me ensinou que existe uma certa paz na desistência. Não a desistência de viver, mas a desistência de lutar contra o fato de que dói. Parar de tentar "ficar bem" é o primeiro passo pra parar de sofrer pela obrigação de ser feliz. Hoje eu aceito que estou quebrado. Aceito que o meu compasso está desregulado. Aceito que ela vai casar e que eu sou o cara que ficou parado na estação.
Desce a mais forte que tu tiver aí, cara. Hoje não é dia de celebração, é dia de contagem de danos. Quarenta dias de deserto. Quantos mais até eu ver terra firme?
Dia 40: Colapso sistematico...
La noche/madrugada fue igual... cai inconsiente a las 5 am, el sueño fue raro, no lo recuerdo bien pero es preocupante para mi... Desperte casi a las 1 pm... me cepille y asi... llego mi abuela y mis hermanos, bla bla bla... Rolee un tiempo con “L” y despues se fue, estuve solo leyendo y asi, pensando... Cada vez que me levanto de la cama me mareo... poco a poco mi cuerpo esta mas debil, mas muerto, y realmente ya me trae sin cuidado... En la noche mi mama noto mi descuido hacia mi mismo, pero trate de no preocuparte... Poco a poco todo cae y no tengo donde resguardarme...
Día 40: La ciudad donde siempre brilla el Sol.
A. M.
40 - Uma música que você considera complexa
Stravinski - Le Sacre du printemps (A Sagração da Primavera)
(Destaque pra dança do vídeo, tocante.)
Día 40 (5 de Noviembre del 2014): Olvida aquel día que nos conocimos, aquel 4 de Octubre del 2012. Olvida como empezo todo. Olvida todo lo que platicamos, aunque fueran tonterías. Olvida el hecho de como me hacias reír a distancia con cualquier cosa. Olvida como te gustaba hacerme sonrojar al decirme cosas bonitas. Olvida esa primera vez que me dijiste que me querías, y también olvida lo que te contesté. Olvida todos aquellos mensajes que nos mandabamos. Olvida esas largas llamadas, donde a veces nos enfurecíamos porque no había buena conexión con internet. Olvida las veces en las que yo te hacia reir, las veces que hacia tonterias y decia ridiculeces, con tal de que rieramos juntos y a pesar de eso como me encantaba hacerlo. Olvida esas noches en las que me mandabas mensajes de voz contándome alguna historia para así poder dormir bien. Olvida lo mucho que te decia que te echaba de menos cuando no podiamos hablar por tener otras responsabilidades. Olvida todas mis escenas de celos, mis desconfianzas y mi inseguridad. Olvida todas las falsas explicaciones. Olvida nuestro primer beso, olvida ese 8 de Noviembre del 2012. Olvida nuestros días de excursión, esas salidas a Six Flags, las idas al Desierto de los Leones; olvídate de la primera platica en el desierto. Olvida la primera vez que dormí sobre tu pecho. Olvida las veces que viniste a mi casa, que al momento en que llegabas siempre te reclamaba porque llegabas tarde. Olvida esa nota que venia con mi regalo de cumpleaños. Olvida la primera vez que te compre helado y lo compartimos para quedar todos pegostiosos. Olvida las caricias cálidas que alguna vez nos ofrecimos. Olvida las locuras que hicimos con miedo a ser descubiertos. Olvida los dibujitos de los dedos. Olvida como encajaban nuestras manos al tomarnos. Olvida esos abrazos largos y reconfortantes. Olvida los besos que nos dábamos entre clases procurando que el profesor no se diera cuenta. Olvida todas las peleas. Olvida esos besos inventados. Olvida como nos poníamos ansiosos y nerviosos días antes de que fuera 5. Olvida aquella vez en la que me entregaste el libro de "100 cosas para hacer de a dos". Olvida cada gesto, cada palabra que te dije antes de entregarte una carta. Olvida las sonrisas que causabas cuando me cantabas. Olvida las idas a orientación. Olvida la primera vez que nos suspendieron. Olvida todas nuestras primeras veces. Olvida lo mucho que te recordaba que te queria. Olvida el como me aferraba a recordar siempre tu rostro y por ello siempre lo recorria con mis manos. Olvidanos ahora que ya no somos nada. Olvida que alguna vez formé parte de tu vida. Olvida todos esos pequeños detalles. Olvídame, así como lo estás haciendo. Olvida todas las cartas, olvida cada palabra que esta escrita en ella, no sientas melancolía o nostalgia al leerlas, mejor aún no vuelvas a leerlas. Olvida que hoy cumplimos 16 meses. Olvida que alguna vez dijimos que nosotros y nuestro amor podía contra todo, y ahora recuerda que estábamos equivocados. Gracias por todo, me hubiera gustado seguirte escuchado "...que esto aún no se ha acabado"
Marian Almaguer. (Diario 2, 22:47)
Dia 40: Uma música de funk.
Cerol na mão - Bonde do Tigrão;
Quer dançar, quer dançar O tigrão vai te ensinar...
Escolhi porque isso é um clássico, e eu gosto de clássicos. "Não é um estilo musical, é um estilo de vida. Funk é vida. - Lispector, Jonas" Preciso dizer mais? Não, eu sei.
Dia 40 - Zagreb
Logo antes de ir embora de Budapeste, o cara do hostel tinha falado: "ah, vai pra Zagreb? Cidade chata". Ok, confesso que o que eu queria mesmo na Croácia era ir pros lagos e praias, mas não deu no planejamento e Zagreb era o que tinha. Mas pô, eu tinha desenvolvido uma obsessão pela Croácia desde o Brasil e estava com expectativas altas. Nada a ver falar isso.
É claro que a cidade não foi chata. Tem um milhão de prédios bonitos pra ver, parques bonitos pra andar, e festivais de música (notei uma certa fixação européia com festovais de verão. É o que a falta de calor faz com as pessoas). A comida é bem mais ou menos, vou dizer logo. Talvez tenha sido falta de sorte minha, mas provavelmente não. Não tem aqueles pratos super típicos que eu vi em outros países, talvez porque a cidade sempre foi um mix de culturas, um lugar de paragens entre o leste e o oeste (foi o que eu li nos guias, risos).
Mas que calor. Putz grila. Tive que parar no meio do dia pra tomar um banho no hostel, e à noite só consegui dormir depois de um banho gelado pra ver se diminuía meus calores dignos de mulher em menopausa.
Como era meu último dia de viagem antes de Lisboa, quis comemorar comigo, peguei meus últimos dinheiros e fui pra um restaurante muito do arrumadinho, pedi couvert, um prato, acompanhamento, cerveja e até sobremesa. Muito diva. Comi sozinha na varanda com uma abelha mala que tentava beber minha cerveja, conversei com o garçom que falava algumas palavras de português.
(Observação: pra todos os gringos que eu conheço que já foram ao Brasil eu pergunto brincando se eles falam português. TODOS, sem exceção, respondem: "um pouquinho".)
Chega ao fim minha viagem. Arrumei minha mala, que apesar dos itens deixados pra trás pesa um quilo a mais, e dormi oficialmente desesperada com ter que voltar pra casa. Eu sinto saudades, mas eu sei que ainda que eu volte pra cá, nada será o mesmo.