Katya estava exausta. Não dizia, mas Diego percebia nos pequenos gestos, o jeito como apoiava o queixo na palma da mão durante reuniões, a demora para responder mensagens, os sorrisos que se esforçava para manter. Ele também se sentia cansado, mas havia aprendido que certas dores se acalmam melhor na companhia certa.
Enquanto ela guardava exames no laboratório da Exodus, ele se aproximou, casualmente se apoiando na mesa ao seu lado e dizendo:
— Você já foi no Loos American Bar?
Ela levantou os olhos devagar, o rosto parcialmente iluminado pelas telas dos monitores.
— É aquele bar com cara de início do século passado? — respondeu, com a voz arrastada de quem estava decidindo se aceitava ou não. — Parece chique demais.
— Então perfeito. Você vai ser a pessoa mais elegante de lá. — ele sorriu. — Prometo não falar de trabalho, nem uma palavra. Estamos oficialmente de folga pelo resto da noite.
Katya hesitou e Diego viu o breve momento em que ela pensou em inventar alguma desculpa para continuar, mas o cansaço venceu e ela apenas suspirou e fechou seu notebook com um leve estalo.
— Tudo bem, mas você paga a primeira rodada.
O Loos American Bar era pequeno, com luzes quentes e um interior todo em madeira escura e espelhos antigos. Diego adorava aquele ambiente, era discreto, mas vivo, e tinha os melhores coquetéis da cidade. Katya chegou poucos minutos depois dele, com um vestido preto simples e um casaco cinza escuro, e soltou seu cabelo ruivo longo, que quase sempre estava preso em um coque.
Quando a viu, Diego se levantou imediatamente, abrindo espaço ao lado no balcão para ela se sentar.
— Uau, nem parece que passou os últimos três dias enfiada na ala médica — ele comentou enquanto ela tirava o casaco.
— Obrigada? — Katya arqueou a sobrancelha, um leve sorriso se formando.
— Foi um elogio. Só quis dizer que está ótima.
Ele se virou para o bartender e pediu dois Old Fashioned, lembrando de que uma vez ela havia comentado gostar de uísque seco e forte.
— Você realmente está tentando me impressionar. — ela pegou o copo e experimentou.
— Só estou sendo um bom anfitrião — ele rebateu, mas Katya o encarou de soslaio com um olhar que o fez rir baixinho. — Ok, talvez um pouco. Quero que goste de Viena.
— É uma cidade bonita, mas ainda não me acostumei com esse ar europeu todo polido. Em Hong Kong é tudo mais agitado.
— Bom, às vezes o caos é só mais fácil de encarar do que o silêncio — Diego disse, girando o copo lentamente.
Ficaram em um silêncio confortável por alguns segundos. A banda de jazz ao fundo suavizava o ambiente, e o som da conversa alheia preenchia os espaços. Ele observava a forma como Katya olhava ao redor, com atenção aos detalhes. As molduras, os reflexos nos espelhos, o brilho dourado das luminárias.
Ela sempre prestava atenção em tudo, admirava as coisas simples da vida. Ele adorava isso sobre ela e gostaria de poder proporcionar mais momentos leves como aqueles, mas, depois do ataque à base, todos pareciam sempre estar no limite.
— Engraçado, — ela comentou, apoiando o cotovelo no balcão. — Me trouxe aqui para relaxar, mas posso ver as engrenagens rodando na sua cabecinha.
— Lo siento, querida, a última coisa que quero é te fazer sentir que está em mais uma reunião sobre dados e resultados — Diego soltou uma risada curta, balançando a cabeça.
— Missão cumprida, então, pois estou quase esquecendo que tem um mundo desabando lá fora.
— Só por hoje, acho que pode esquecer — ele disse, estendendo a mão para segurar a dela sobre o balcão.
Conversaram por mais uma hora, pulando de temas simples para bobagens, como sempre faziam quando tinham tempo livre. Ela contou sobre como era difícil tratar os membros do Delta, com Alexei desmaiando sempre que ela tirava seu sangue e Harlan tendo um corpo resistente demais para ela conseguir tirar qualquer coisa dele. Ele contou sua própria experiência com o esquadrão, de todas as vezes que precisou reconstruir partes da base por causa deles.
Nem reparou no tempo passando. Katya falava sobre um de seus gatos, que tinha mania de roubar comida da mesa e fugir com a cara mais inocente do mundo, mas ele mal acompanhava a história agora. Seus olhos estavam fixos nela, no sorriso genuíno, nos olhos iluminados pelo ambiente quente do bar. Ele conhecia Katya há tempo o suficiente para saber que ela não se soltava fácil. Era sempre reservada e profissional. Mas ali, naquela noite longe do peso das obrigações, ela estava relaxando.
Pensar nisso o fez sentir os sentimentos que carregava há tanto tempo crescerem rápido. Já havia aceitado que não teria chances com ela, Katya tinha um namorado insuportável. Por isso, só guardava para si aquela admiração que, com o tempo, virou paixão. Mas agora, com ela ali, tão perto, tão confortável ao lado dele, algo mudou.
O bar estava mais vazio, o ritmo da noite tinha diminuído, assim como a distância entre eles. Diego virou um pouco o corpo na cadeira e apoiou a mão na parte de trás da cadeira dela, o braço levemente atrás das costas de Katya, que não se afastou.
Seu coração acelerou. Katya continuava falando, mas agora a voz dela parecia distante. Ele não conseguia mais evitar olhar para seus lábios rosados, bem desenhados, se mexendo lentamente enquanto falava. Queria muito beijá-la.
A ruiva parou de falar quando seus olhos encontraram os dele. Então, ela desviou lentamente o olhar para a boca dele e Diego sentiu a respiração mais curta, o peito apertado.
— Acho melhor irmos pra casa. Tentar dormir um pouco — ela disse, quebrando o momento tão frágil que havia se formado.
Ele demorou um instante para responder. Precisou respirar fundo.
— Claro — respondeu com um sorriso leve, tentando esconder o nó na garganta. — Vamos torcer para o Delta não sair em missão tão cedo, assim você descansa um pouco.
Pagaram a conta e saíram do bar. O frio da noite vienense os recebeu de volta com um vento cortante, mas Diego mal sentia, seu corpo ainda quente. Seguiram em silêncio até o carro dela, que estava estacionado em uma rua tranquila, a poucos quarteirões dali. Parando ao lado do veículo, Diego colocou as mãos nos bolsos da jaqueta, esperando que ela tomasse as rédeas da situação.
— Obrigada por hoje, — Katya disse, olhando para ele com um sorriso fechado. — Eu precisava disso.
Antes que ele pudesse responder, ela se aproximou e o abraçou. Ele a envolveu com os braços imediatamente, sentindo a respiração dela perto do pescoço, o calor do corpo contra o dele. Quando ela se afastou, seus olhos subiram devagar para os dele. Diego ergueu uma das mãos e tocou o rosto dela com delicadeza, passando os dedos pela curva da bochecha até o maxilar. Ela não recuou, apenas o encarou com uma intensidade que ele nunca tinha visto antes.
Katya se aproximou devagar, o olhar alternando entre os olhos dele e seus lábios. Então ela o beijou, e ele pôde sentir o quanto seus lábios eram quentes, macios. Diego levou a mão à nuca dela, aprofundando o beijo com um movimento lento, a puxando para mais perto. A outra mão escorregou até a cintura dela, e ele a segurou com mais firmeza.
Ela correspondeu com igual intensidade. Os lábios se moviam em sincronia, com desejo contido que enfim se libertava. Havia urgência no toque, mas também uma doçura inesperada. O beijo ainda queimava nos lábios de Diego quando Katya se afastou bruscamente, ofegante e com os olhos arregalados.
— O que eu estou fazendo? — ela disse para si mesma, levando a mão aos lábios.
Diego deu um passo à frente, mas ela desviou, recuando até o carro.
— Ei, espera. — ele ergueu uma das mãos, tentando manter a calma.
— Me desculpa, Diego — ela disse, apressada, evitando olhá-lo nos olhos enquanto procurava as chaves na bolsa. — Eu não devia ter feito isso.
— A gente não fez nada de errado.
— Eu tenho namorado, — a voz dela soou mais alta. Ela parou por um segundo e então balançou a cabeça. — Não posso simplesmente beijar meu melhor amigo!
— Você não estava beijando uma parede, eu queria também.
Ela fechou os olhos por um instante e Diego pensou que, talvez, aquilo tivesse piorado a situação.
— A gente não pode complicar as coisas.
— Complicar o quê? — ele rebateu, a frustração começando a subir. — Nem tudo precisa ser um problema para resolver.
— Nosso trabalho é importante demais para distrações, Diego.
As palavras o atingiram como um soco. Ele abriu a boca, mas nenhuma resposta veio de imediato. Passou a mão pelos cabelos, nervoso. Não conseguia entender por que ela estava agindo assim, como se o que tinham vivido ali fosse um erro terrível.
— Você o ama? — ele perguntou e ela hesitou, não parecendo esperar aquilo do nada.
— O que isso tem a ver com o que eu disse?!
— Vocês não se veem há meses, Katya, porque ele não se dá ao trabalho de vir até aqui. Você merece mais que isso.
— Você não sabe o que é melhor pra mim. — a voz dela saiu embargada, com raiva e algo mais profundo por baixo.
— Eu quero saber. Quero ficar ao seu lado quando precisar, não só quando for conveniente.
Katya o encarou por um segundo que pareceu longo demais. A raiva dela começou a se misturar com medo e confusão. Ela balançou a cabeça, apertando os lábios, e entrou no carro.
Diego recuou quando o carro começou a se afastar. Ficou ali parado, vendo as luzes traseiras desaparecerem na rua. O frio voltou a incomodar, o barulho da cidade parecia distante. Ele enfiou as mãos nos bolsos e abaixou a cabeça, o gosto do beijo ainda presente na boca, misturado à culpa de possivelmente ter afastado a pessoa que mais queria perto.
Eu deveria ter postado primeiro o conto da missão no Nepal que tem o background de como o Harlan perdeu temporariamente os poderes, mas tava tão triste que eu precisei parar pra escrever romance desses dois QUE JÁ DEVERIAM ESTAR JUNTOS, mas eu gosto de drama hehe
Usualmente amo las peliculas de CGI de Resident Evil, sin embargo, esta no alcanza el nivel de las entregas anteriores. Es una pelicula vagamente desarrollada. Los personajes no son desarrollados completamente, y no hablo de León, Chris o Rebecca, me refiero especificamente a los enemigos de la pelicula. Estos parecen extrañamente interesantes, pero caen en una liviandad que no te hace percibirlos como amenazas reales.
Leon Kennedy ya es un chiste repetido, utilizarlo por tercera vez es demasiado. Me hubiese gustado que Leon o Chris fuesen sacados de esa idea del macho con exceso de testosterona y esteroides. En esta entrega siguen quedando como los machos autocompasivos que no pueden superar recuerdos del pasado y lo unico que pueden hacer el alcoholizarse. Una idea ya explotada por Resident Evil 6.
Rebecca Chambers viene a balancear esta necesidad de fuerza bruta con inteligencia. Es presentada como una mujer inteligente, madura y atrevida. Lo cual muestra la evolución de ese personaje desde sus primeras apariciones en Resident Evil 0 hasta este punto. Que haya desarrollado la cura al Virus A es realmente excepcional. ¿Quién más lo podría haber echo mejor?. Yo creo que nadie.
Es extraña la presentación de Glenn Arias, es un maniatico que quiere desatar el virus A en Nueva York para vengarse del gobierno estadounidense por matar a toda su familia y amigos en el día de su boda. Esta idea de venganza la encuentro un poco vacía e irrisoria. Sin embargo, pensar en la idea de que un bioterrorista pudiese liberar un virus mortal en una ciudad tan densamente poblada como Nueva York me produce escalofríos.
Además responde una de las dudas que siempre quise resolver. El Virus A puede hacer que los zombies sean manipulables y conserven consciencia de quien es el aliado y cual es el enemigo. Sin embargo, tenemos a nuestra querida Rebecca Chambers que decodifico todo el dramón con el Virus A, para darnos una vacuna que finalmente nos salvara a todos. Ese nexo que hacen con las plagas de Los Iluminados, besos al chef.
Las escenas de accion caen en el ridiculo, pero te mantienen expectante. Leon y Chris casi llegando al orgasmo disparando sus pistolas a los zombies y a cuanto monstruo se le cruze, se ve bastante cool. No es una pelicula buena. Hay partes que me hubiese gustado quitar, debido a que se extendieron innecesariamente haciendo que la pelicula pierda el momentum inicial. La catalogaría como una pelicula para ver mientras hacer otra cosa productiva.
Pd: Leon y Chris se ven más guapos que nunca en esta entrega. Leon se ve más maduro, pero más torpe. Chris se ve con más esteroides pero más sensible. Harían una buena pareja, ojala se cumpla mi sueño y el proximo año salga alguno de los dos del closet. Espero que sea Chris.