Continuando com o combo “coincidências de temas relacionados à uma sugestão inicial de me descrever sentimentalmente no papel”, trago esse vídeo que propõe uma nova forma de se conhecer, de se enxergar, de se encontrar.
Ainda sou completamente leiga em qualquer desses assuntos, estou no processo de aceitar que eu preciso disso, que eu preciso parar de fugir dos meus fantasmas, enfrentá-los e aprender com eles as possíveis formas de levar uma vida melhor. Comigo mesma.
No vídeo, o Manu explica do que se trata essa tal de “Autoescrita”, e é uma coisa que realmente me chamou a atenção. É um processo pelo qual eu tenho um grande interesse em participar (acabei de me inscrever no Catarse). Estou com grandes expectativas, mas tentando acalmá-las para que a minha ansiedade não fique ainda mais viva, esperando uma resposta rápida, esperando uma mudança interna rápida. É um processo, internalize isso.
Recebi um e-mail com uma lista de 20 questões para serem praticadas diariamente. Ainda não sei exatamente como proceder com isso, já que minhas manhãs já são preenchidas por uma rotina nada saudável que criei para mim mesma. Mas, com certeza será uma mudança de hábito muito bem vinda.
Enfim, conheci esse canal maravilhoso, da Flor e do Manu, por intermédio de um amigo muito querido, com quem compartilhei as angústias que estava vivendo devido à uma perda. Mais uma perda. Uma amizade. E ele me enviou um vídeo chamado “Por que não tenho amigos?”. A partir desse momento, comecei a assistir mais e mais vídeos, e percebi que eu nunca fui sozinha nos meus sentimentos. Óbvio que não, mas só percebemos isso quando outras pessoas falam sobre as mesmas coisas, as mesmas sensações, as mesmas vivências. Eu vi as minhas dores estampadas nas discussões que o Manu estava propondo em cada um dos vídeos que assisti. E, de alguma forma, isso me fez relembrar de mim, de que eu existo, de que eu importo e de que eu devo me importar comigo mesma. Foi como um puxão para a minha realidade, para que eu percebesse as coisas que estavam me fazendo mal e tomasse a iniciativa de me afastar delas, gradualmente.
Hoje, já fiz pequenas mudanças na minha rotina, que envolviam outras pessoas. Fiquei nervosa na hora, um pouco assustada e com medo do que poderia vir, das reações que poderia desencadear, mas mantive o foco. Foi uma coisa que poderia ser banal aos olhos de qualquer um, senão de todos, mas que, pra mim, significou um passo gigante. Não adianta nada, ao meu ver, manter uma boa relação externa, mas ficar se machucando internamente e chorando pelos cantos, à noite, no banho, sozinha.
E é isto: ninguém mais me dará o valor que eu acho que eu mereço, senão eu mesma.