Eu não amo você.
Eu posso me lembrar da covinha no seu sorriso, do som da sua voz, da forma tímida como você pronunciava "querida".
Mas nada disso significa que eu amo você.
Já amei, talvez. Ou talvez tenha sido só ilusão, um erro de interpretação, uma peça que a memória insiste em pregar.
Não te amei ontem.
Não te amo hoje.
E amanhã, menos ainda.
Se um dia minha mente quiser me enganar, se meu peito der sinal de saudade, que alguém me lembre: Eu não amo você.
Se cada esquina me fizer procurar pelo seu rosto, se o silêncio for preenchido pelo som da sua risada, eu repetirei até que se torne lei: Eu não amo você.
E se todas as palavras que escrevo ainda carregarem traços seus, então que fique registrado o titulo deste texto: Eu não amo você.
















