"Ciò che turba gli uomini non sono le cose, ma le opinioni che essi hanno delle cose."
-Epitteto
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"Ciò che turba gli uomini non sono le cose, ma le opinioni che essi hanno delle cose."
-Epitteto
Empulhação
Não sei se por fato ou por opinião o pensamento positivo me parece uma empulhação, mas assim também não o é a vida? Se os filósofos afirmam que o que importa não é o que acontece mas a opinião sobre o fato, tem-se que o fato já não assim tão fato e a sorte se reduz a uma questão de opinião. Mas quão grande consciência é necessária para achar a luz em meio as trevas e o quão flexível deve ela ser. Flexível para dobrar seus conceitos em prol de um estado de paz em meio a guerra, de resignação positiva em meio ao absurdo da existência e tudo que engloba seu sofrimento. Ora, não é senão e primeiramente a ideia, apoiada nesses ditos conceitos morais que sustenta a bendita flexibilidade da alma que a tudo suporta, pois para mim o que ocorre, por força de meu espírito doente, é que a tentativa de transmutar um estudo de sofrimento em algo mais suportável não passa de um modo de autoengano. Mas até mesmo nisso meu espírito se confunde, pois há muito que se diferenciar o grau de espírito, virtude e respeito que se deve ao estoicos e todos aqueles que se devotam ao estudo e prática da Eudemonologia em relação à covardia complacente e até ingênua da maioria dos seres.
Não seriam pois mantos diferentes para a mesma ação? Isso minha razão é pobre para responder. Mas o que me parece é que os esforços de Epicteto são muito mais dignos de nota do que os da massa medíocre que esconde a realidade de si mesma e olha para o céu enquanto seus corpos afundam na lama e são pouco a pouco comidos pelos vermes.
Não obstante essas observações, quando o malogro se faz presente em minha alma, o que se assevera a minha vista é a perspectiva que o mundo é um inferno e por mais que se grite e engane o [o sol não passará a rotacionar em torno da terra para satisfazer nossas "necessidades"]
...
É preciso de muito esforço para que o pensamento positivo se fixe na memória, torne-se lei e regra, se é que isso é possível, mas não posso falar por propriedade quando penso que, como próprio já disse, suspeito que o que pensa em mim não é a saúde e a razão mas antes a doença e a confusão.
Mas o que me dizem então? O pensamento "negativo" por sua vez não precisa de vontade pela indivíduo, não se si toma essa vontade como o meu direto votado para a ação e não como motivo indireto, basta que se observe o mundo e a sorte da maioria das criaturas. Se nos pudesse ser mostrado todo o sofrimento e dor do mundo, todos os assassinatos, todos os estupros, decapitações, empalamentos, torturas, acidentes toda, a dor dos suicidas em seus instantes derradeiros, pois bem... se tudo isso pudesse ser condensado em segundos, milissegundos, em nossa consciência, como uma corrente que atravessa um sistema, como uma flecha, um raio que transpassa um corpo, poderia alguém resistir? Poderia alguém resistir a toda dor do universo?As vezes em minhas crises regozijo-me com a ideia de impor para toda alma inútil e medíocre que foi amaldiçoada com a existência e ousou pôr os pés nessa terra a supraconsciência de todo o absurdo da existência. Regozijo-me com a ideia (mesquinha talvez?) de ver todo o mundo de sonhos e esperanças vazios ser obliterado pela maior verdade universal que é cuspida na face de todos os seres, que insistem em ~tentar ver o outro lado.
Verdade? Quem sou eu pra falar de "verdades"?
Nesses momentos, tornados pelo hábito(ou pela consciência?) quase que unânimes, sinto meu cérebro derreter-se em pequenas gotas de fel e sem saber se afasto-me ou aproximo-me cada vez mais da raiz das coisas(ou mesmo saber se desejo isso), sinto uma profusão de medo, angústia, desespero e ódio pela sorte do mundo e me pergunto se Deus, em sua covardia [ou seria inteligência, esperteza?] divina, criou para si o ~Tudo poder, para escapar do seu ~Tudo saber.
Como pode então o nada dizer e o nada saber serem nesses momentos razões de um temor desmesurado pelo meu pobre espírito?
Escondo, ou tento esconder, entre divagações metafísicas, a minha pequenez humana.
...
Como posso eu falar de verdades?