Eu venho sobrevivendo aos abismos sociais, porque sinto tudo à flor da pele. Eu não finjo não ver o que dói, deixo fluir.
Às vezes o choro é de soluçar. Às vezes rir até a barriga doer. Sigo persistindo em gritar mais alto. Às vezes a “louca” sapateando umas canções e cantarolando músicas que ninguém ouve.
Havia esquecido no meio dessa loucura que rir pode ser viciante. Que habita em mim uma criança que acorda e grita “ quero brincar”, quando ela rouba a cena eu me desconheço ou me reconheço na que adormece e acorda.
Que perde o tempo, o foco, o filtro, as máscaras, não usa salto e muito menos penteia os cabelos. Faço carnaval onde há silêncios. Às vezes o silêncio é no carnaval.
Olhar pro céu e lembrar que sou pequena mesmo quando cresço. Há uma chuva de aprendizados ao olhar pro infinito.















