Eu quero não querer mais.
Com a maturidade de agora, vejo que o que me assustou é como você quis algo comigo, sabe? Em que parte de mim e porque você se apaixonou? Você nunca parou para ouvir a minha história de vida, nem as coisas que eu amo, nem as coisas que eu sonho, aliado a isso, mais uma série de coisas me fizeram não conseguir entender de onde vinha teu sentimento e tudo bem, eu não invalido ele. Isso pode ter acontecido porque eu acho a paixão um processo mais gradativo (justamente, por isso, eu me apaixonei por você bem depois). Eu acredito nas coisas que você me disse sentir, mas não vou mentir, pareciam que não tinha estruturas o suficiente para me convencer a ficar, a ser recíproca, a ir pra frente e avançar de mãos dadas. A questão, agora, não é mais sobre só eu e você disponíveis, mas eu acho importante enaltecer que quem sente esse bolo no peito, muitas vezes, o nó na garganta, somos (in)justamente eu e você. Pelo menos, eu me sinto assim.
E só a gente sabe o que a gente tem. Ou, sabia. Ou nunca mais saberei.. Porque, sinceramente, eu quero não querer mais.
Você sabe que sempre vou estar daqui te desejando as melhores coisas nas decisões que fizer pra si. Sempre foi assim e eu me amarro saber que você tá indo para frente. Mas, por favor, me ajuda. Seja justa com si mesma. Seja justa comigo.
Eu meio que só tô sempre aqui quando você vem porque é uma forma de aliviar meu pensamento vez ou outra do “E se..?” Aquela coisa que já tratamos em outra conversa de até doer, de verdade, não viver ou ter vivido. A utopia se confunde com a memória.
Você é linda. Cheia de vida. Eu nunca achei que pararia comigo. Eu ouvia muitas coisas mas não parecia ser ouvida para que você descobrisse se eu prefiro cerveja ou cachaça, pipoca ou chocolate, eu nunca consegui sentir a proteção que você sentia para que eu te contasse meus medos e problemas também. Eu nunca ouvi “Confia em mim e vamos tentar”. Eu não sei se rolou isso com todxs que você se relacionou, mas eu sou a Juliana. Eu sei o que eu tenho pra mostrar e cara, você mal viu metade. Meu bem, eu não sei tudo sobre você também, mas eu sei porque eu me apaixonei. Eu me apaixonei por você bem depois.
Eu nunca me senti a vontade, lá onde nos conhecemos, para me jogar pra trás e saber que você estava lá pra me segurar. Eu não duvido que você me dava essa condição, mas eu olhava pra trás e não me sentia segura!!! Se você conseguir me entender um pouquinho agora, o quanto é importante pra mim ter estabilidade emocional, você também não se sentiria segura. Tô muito confiante na sua compreensão!
A gente teve oportunidades e se de alguma forma isso podia dar certo ou resgatado nessas oportunidades, eu não senti muito esforço da tua parte mesmo você me explicando que dava medo. Eu estava ali. Você podia se agarrar em mim. Podia ter me beijado, me conhecido, te entregado. Eu estava ali só pra você quando a gente se viu aquela vez. E o resultado, foi eu indo embora chateada pra caralho! Como você receberia se fosse me ver achando que pela primeira vez a gente ia se olhar no olho, de maneira certa, sem pensar em nada e tivesse mais mil pessoas e outras mil que você também tinha algo ou sei lá o que? Óbvio que eu não tô te julgando, eu só achei que eu ia ter mais importância. Seria nosso momento. Eu ainda não consigo tirar esse evento da cabeça, me desculpa.
Eu jamais deixaria você ir de novo, se eu te quisesse.
E, toda vez que pensei em nós, se ainda existe esse ‘nós’ de algum jeito, nos últimos meses, quando eu me vi chateada por um segundo, me questionei porque eu precisava estar assim já que eu já deixei claro muitas coisas que eu me disponibilizaria. Não se luta sozinha. Não se encolhe pra caber. Não é a forma que eu quero me sentir, nem a forma que é justa eu me sentir.
Se você vier aqui pra gente saber uma da outra, porque a gente sente muita saudade: perfeito! Que tal a gente dividir um açaí?











