more drawings of my coco ocs! carene (left) and her Mother Fernanda (right)!
tried to make the picture of her mum look old and faded, but idk if i managed that perfectly 😂
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tried to make the picture of her mum look old and faded, but idk if i managed that perfectly 😂
Enquanto caminho na rua penso em teus beijos, um frio na barriga me faz tremer e eu sorrio. Olho para os lados, parece que ninguém percebeu, parece que ninguém vê o que se passa em minha mente. Estou perto de casa agora, falta tão pouco. Seguro os pensamentos, não é seguro com tanta gente ao redor, nunca é. O frio ganha proporções tão grandes, que começo a me arrepiar. Falta pouco, já consigo ver o portão de casa. Pego as chaves, abro o portão, a porta, dou oi para minha mãe, as gatas e a cachorra, jogo a bolsa no chão do quarto. O sapato vai cada um para um canto, e me jogo na cama. Estou livre. Meus pensamentos então podem circular. Estremeço, pois sei onde eles estão indo. Meu corpo esquenta, fecho meus olhos e me deixo levar. Estou em uma cama, não é a minha e não estou mais sozinha, você está ao meu lado, suas mãos percorrem meu corpo, sobem ao meu pescoço me puxando pra perto, seus olhos, com cílios tão grandes escuros e emaranhados, me olham com um leve brilho, um leve tremor, antes de se fecharem. Sinto teus lábios, queria que você estivesse aqui comigo, sinto tuas mãos, queria que você estivesse aqui comigo, sinto teu corpo pressionado ao meu. Estou suando, pingando um suor frio, mas meu corpo queima como se estivesse em chamas. Eu estou em chamas. Consigo sentir teu calor, você também está em chamas. O quarto esquenta. Não consigo recordar o que a televisão está passando, sei apenas que ela está ligada. Tanto na lembrança, quanto em meu quarto, minhas roupas se vão, suas mãos passeiam pelo meu corpo enquanto levanta minha blusa, teus lábios percorrem minha pele deixando-a arrepiada e eletrizante, e então suas mãos descem, meu shorts agora se encontra em algum lugar pelo quarto, você sorri, e eu te puxo, beijando teus lábios, teu pescoço, tirando tua blusa. Sua pele consegue ser mais clara que a minha quase translúcida, linda, tão linda. Meus lábios percorrem a curvatura de seu pescoço, e vejo-o ficar vermelho ao meu toque, estamos em chamas. Meu corpo esquenta ao teu toque, aos teus lábios, me curvo pra ti, nunca me senti assim, sinto como se tivesse uma banda em meu estômago, sinto calafrios, mas estou em chamas. Nós estamos em chamas. E tua pele branca me convida a explorar caminhos onde nunca estive. Sinto como nunca me senti. A sensação que toma meu corpo, é diferente de tudo, tão intenso, tão real, como se você estivesse aqui novamente. Sinto como se pudesse explodir em milhões de pedaços no ar, sinto teu sorriso em minha pele, me agarro nos lençóis e fecho os olhos. Estamos em chamas. Estremeço, sinto o suor escorrendo gelado pelo meu corpo quente. Tremo mais uma vez em suas mãos. Sinto meu corpo em chamas. Sinto teu corpo em chamas. Tua pele, mais clara que a minha, vermelha ao meu toque, você deita ao meu lado enquanto dou risada das marcas, imaginando quanto tempo demoram a sumir. Estremeço mais uma vez ao teu toque, você ri. Olho em teus olhos, negros e com cílios tão grandes escuros e emaranhados uma última vez, antes de fechar os meus e acordar em meu quarto, só. Esperando você.
Fernanda Garcia.
Eu não te conheço mais, talvez nunca cheguei a conhecer. Sei seu primeiro nome é é isso. Sei onde fez faculdade, e que foi no show que eu queria ir, porém eu tinha acabado de nascer nesse ano então eu não entendia muito bem que eu queria ir nele. Sei que eu achava que você era um deus caído, a reencarnação de Hércules, e que eu seria sua Mégara. Eu sei que você gosta de tatuagens, mas não consigo me lembrar se você tinha oh queria fazer, mas sei que era na perna e que era Maori. As coisas estão meio escondidas, meio embaçadas, mas sei que estão aqui. Sei que apenas preciso me concentrar pra me lembrar mais. Preciso me concentrar. Não me lembro de todos os detalhes do seu rosto, mas lembro que tinha sardas, e que tinha um cacho de seu cabelo que insistia em cair na testa, até você cortar o cabelo tão curto que seria impossível que ele caísse. Mas não tão curto. Você gostava dele brilhando em tons de laranja no sol. E gostava da forma como eu encarava as cores brincando. Não lembro a cor de seus olhos, mas lembro de seu sorriso perfeito me tirando o fôlego. Me fazendo sorrir. Me tirando a concentração e o sono mais tarde. Também não consigo me lembrar de sua voz, se era grave, se era rouca, se tinha sotaque. Mas me lembro com perfeição que eu amava a forma que dizia meu nome, e do som da sua risada. Me lembro bem do seu sussurro ao pé do meu ouvido, do seu tom preocupado. Mas eu estava apenas com sono. Era só sono. Ah, consigo lembrar do seu toque, quando me ajudava a levantar, ou encostava na minha mão fingindo que foi sem querer, esperando que ninguém notasse. Suas mãos eram suaves, macias, como nunca tinha sentido antes. Me lembro da nossa despedida, do dia anterior e do dia em si, mas não lembro se nosso abraço foi real, se foi apenas algo que imaginei. Mas lembro das lágrimas, e dá dor que senti ao me obrigar a me afastar de ti. Me lembro de todo dia me convencer de que isso era o melhor pra mim, pra ti, e para o nosso futuro. Pois ele jamais existiria. Nós, jamais existiríamos. E me lembro com cada célula de meu corpo, que meu amor foi real, e por te amar, nos deixei partir. Mas ainda espero te encontrar novamente, para então, finalmente nos conhecermos, eu direi meu nome, e você dirá o seu. Devidamente apresentados. E então eu saberei se você prefere chá ou café, doce ou salgado, eu, ou nós...
Fernanda Garcia
Seus olhos me fitaram por um momento. E por um momento senti calor. Por um momento senti que estava flutuando no céu estrelado. Por um momento, senti. Senti que podia voar, senti que podia amar, senti que podia sentir novamente. Seus olhos me fitaram por um breve momento, um rápido e curto momento, talvez não chegaram a se focar em mim. Mas naquele momento eu vi um brilho que jamais tinha visto, que jamais irei ver novamente. E por um momento, vi milhões de outros momentos. Vi dedos entrelaçado em um entardecer, vi pés emaranhados em uma cama qualquer ao amanhecer. Por um momento, vi milhões de beijos, bilhões de abraços, trilhões de juras. Por um momento, aquele breve e curto em que seus olhos fitaram os meus, talvez desfocado, talvez não fosse para mim, mas… Naquele momento, pude sentir teu peito no meu. Senti meu coração parar. Mas o mais surreal é que naquele breve momento, eu senti. Apenas senti. E sentir foi a melhor coisa que me aconteceu, desde que seus olhos fitaram os meus.
Fernanda Garcia.
Queria poder olhar em seus olhos enquanto adormeço, queria sentir teu abraço em meio aos meus pesadelos, acordar e ver teu sorriso. Queria ligar no meio da tarde para desabafar, sabendo que você faria de tudo para me deixar melhor. Ah! Queria sim, queria ter você m casa quando eu chegasse depois de um exaustivo dia no trabalho e na faculdade, você me puxaria pro sofá e me beijaria antes do banho, e talvez você me seguisse e lavasse minhas costas, ou talvez você ficasse pra pegar a comida caso chegasse. E então, voltaríamos para a cama, iríamos ver as nossas séries, eu leria um livro enquanto você vê aquela que não gosto, ou vê o jornal logo depois faríamos amor, faríamos sexo e voltaríamos ao amor! Mas queria olhar em seus olhos ao adormecer.
Fernanda Garcia
Eu quero finalmente me ver livre. Mas eu quero me ver livre ao lado de você
Tem liberdade mais bonita que a nossa?
Queria ser poeta, mas morreu em poesia.
Então assim sem mais, você surgiu. E continua surgindo todas as vezes em que eu penso estar bem, com você longe de meus pensamentos. E continua surgindo, como se nunca tivesse ido, como se estivesse ao meu lado em todos os momentos. Como se sempre estivesse aqui. E continua surgindo como se fosse sempre estar aqui. Mas não vai. Então eu continuo te afundando, te escondendo. Tentando te esquecer.
Mas você continua surgindo.