Sinto a distância crescendo, a chama se apagando. Minha curiosidade por ti não é a mesma, ainda quero teus olhos, claro! Como poderia deixar de querer, sonho com teus beijos e em segredo, quero as coisas bobas, das mãos, dos toques e dos sorrisos. Se pudesse te falar ao pé do ouvido, faria. Se pudesse gritar a plenos pulmões ou emudecer. Mas o amor não é para nós, então meu toque no teu rosto e o olhar encantando de quem finalmente encontrou o que tanto procurava vai ficar para outra vida, coisa que não acredito. Mas não serei eu a matar o encanto. As lembranças mais nítidas sua é com certeza quando você olhava para mim e sorria. Vou poder guardar esse pensamento pra sempre, realmente o seu sorriso não tem como sair minha cabeça. Os nossos abraços de despedida me doem em cada músculo do meu corpo. É como se tivessem arrancado uma parte de mim, e na verdade arrancou. Toda empolgação que sentia todas vezes que iríamos nos ver, desapareceu. Não sei em quanto tempo essa ferida irá sarar, só seu que no momento nenhuma toalha é capaz de estancar o sangue do meu coração. Talvez um dia eu consiga juntas os caquinhos e me reconstruir, colar cada pedaço cuidadosamente para que o próximo que aparecer me ajude a colar o restante, ou mesmo que não aja um, terei que colar meus cacos sozinha. E vou te dizer, é mais difícil do que eu sequer imaginava.
[juntando os caquinhos e tentando recomeçar]
@floresehorrores + @pecaveis para @chovendopalavras


















