Love demands patience, desire is restless; what color shall I paint the heart, until you save it ? You shall not ignore me when the time comes, I know, but I may turm to dust before the news reaches you. E Mirza ghalib
Ek het ‘n vriendin ver by die blou see
Teen die hang van Tafelberg, as die son sak, speel sy die mooiste melodiëe
Haar vingers ken die pad opgesluit in wit en swart
Die klavier se grootste vreugde, hartseer en verlange, verstaan die hart se diepste smart
Koortjie: (x2)
Ja, die hele wereld word stil, en luister in die donker uur
Na die naggeluide van Lisa se Klavier
En Lisa kannie ophou as sy eers begin het nie,
En sy laat my nooit huistoe loop of afskeid neem voor my laaste sigaret nie
Ek staan op haar balkon, ek drink haar appelkoostee
Kyk uit na Kaapstad in die nag, die liggies, en die swart, swart see
Koortjie (x2)
En onder op die sypaadjie, sien ek die bergie en sy maat
Wat staan en opkyk ver na bo, vanuit die vullis van Oranjestraat
Hul ken al lank die klanke wat uit haar woonstel stroom
Lank na twaalf, met die deure oop, al moan die bure ookal hoe,
Word Lisa elke boemelaar se droom
English Translation:
I have a friend far from the blue sea
At the slope of Table Mountain, as the sun sets, she plays the most beautiful melodies
Her fingers know the way locked up in white and black
The piano’s greatest joy, sadness and longing, understands the heart’s deepest sorrow
Chorus: (x2)
Yes the whole world becomes quiet and listens in the dark hour
To the night sounds of Lisa’s Piano
And Lisa can’t stop when she first starts,
And she never lets me go home or say farewell before my last cigarette
I stand on her balcony, I drink her apricot tea
Look at Cape Town at night, and the black, black sea
Chorus x2
And at the bottom on the sidewalk, I see a bumb and its mate
That stands and looks up high, from the garbage of Oranje street
They have long known the sounds flowing from her apartment
Long after twelve, with the doors open, even though the neighbours may moan
You Can’t Make an Omelet without Breaking Some Eggs - Uncle Scooter - Day 18
I heard through the grapevine
it’s always darkest before the dawn,
but every dog has its day
throwing caution to the wind,
going on a wild goose chase,
pulling someone’s leg,
biting off more than you can chew
by the skin of your teeth
straight from the horse’s mouth.
Getting a taste of your own medicine,
tit for tat
(turnabout is fair play),
a snowball effect
letting the cat out of the bag
and killing two birds with one stone
(don’t count your chickens before they hatch),
adding insult to injury
by beating a dead horse
(you can lead a horse to water, but you can’t make him drink
the last straw).
Speak of the devil! The elephant in the room,
playing devil’s advocate, going down in flames, burning bridges,
like two peas in a pod getting a second wind to run like the wind. Head in the clouds,
clouds on the horizon, weather the storm but feeling under the weather, caught between a rock and a hard place through thick and thin (no pain, no gain), but don’t judge a book by its cover, it’s a blessing in disguise! Letting someone off the hook is the icing on the cake,
a peice of cake,
giving the befenit of the dubot
at the dorp of a hat
is the bset of btoh woldrs,
for as you sow so slahl you raep
Foreign Poetry lançaram o seu novo single "MHL" pela Pataca Discos Foreign Poetry lançaram o seu novo single "MHL" dia 25 de Maio, através da Pataca Discos. Danny Geffin (inglês a residir em Brighton) e Moritz Kerschbaumer (austríaco a viver em Londres) conhece +info em https://wp.me/p5MaUC-7Wc #ApparatLux #DestaqueMDX #FatherJohnMisty #ForeignPoetry #GraceAndErrorOnTheEdgeOfNow #Idles #MHL #Mogwai #NickCaveAndTheBadSeeds #NOSPrimaveraSound #PatacaDiscos #THEWARONDRUGS
Com ambição remodelada e com o cartaz mais ecléctico de todas as edições desde que chegou ao Porto, cumpriu com todas as promessas da organização: melhorar as condições do recinto e proporcionar concertos de excelência. A nossa vivência do festival permitiu-nos vivenciar isso mesmo, algo que vem de outras experiências neste mesmo NOS Primavera Sound.
Nos dias anteriores ao festival as previsões climatéricas mostravam previsões de chuva para os 3 dias do evento. Algo que obviamente alarmou em algum grau alguns dos assistentes já com bilhetes comprados, no entanto, cremos que terão sido poucos aqueles que deixaram de escapar a oportunidade de presenciarem a edição de 2018.
Reportando-nos ao tema desta primeira de três reportagens que estamos a lançar sobre o NOS Primavera Sound, vamos agora tecer algumas considerações…
Fizemos a nossa curta viagem de Guimarães até ao Porto logo ao início da tarde do dia 7 de junho. Tivemos logo um impacto de algum susto pela chuva que fomos apanhando pelo caminho e que em alguns períodos foi até forte. Chegados ao Parque da Cidade o tempo amainou e ficamos desde logo mais descansados. A chuvinha miudinha que ia caindo era incomodativa porém não nos desanimava… Apesar de toda esta nebulosidade a pairar sobre a nossa animação notamos em festivaleiros devidamente equipados e com vontade em curtir o festival como em outras ocasiões. Óbvio que o mais bravo dos festivaleiros adapta-se de modo quase automático. Não fomos excepção!
Tivemos oportunidade de dar uma volta pelo recinto após as 16:30h munidos de impermeável e não foi a situação mais confortável andar por caminhos enlameados e por aquela relva abundante do Parque da Cidade bem molhada… Felizmente santos da casa fazem milagres e São João fez uma gracinha antecipada!
Nota essencial: fizemos um roteiro bem específico para cada dia, escolhendo as bandas a ver baseando-nos nos gostos da equipa e naquilo que são as linhas mestras do HeadLiner: Indie, Rock e Alternativo.
Foreing Poetry
A nossa primeira escolha do dia recaiu no recente projecto Foreign Poetry. Foi já na nossa espera em frente ao Palco Super Bock que a chuva parou.
Esta formação é um duo formado pelo multi-instrumentista austríaco Moritz Kerschbaumer (já com longos anos a viver em Londres) e pelo multi-instrumentista e cantor inglês Danny Geffin. Os caminhos de Moritz e Danny cruzaram-se com os de Luís Nunes (músico português conhecido pelo seu projecto Benjamim) e daí que o álbum de estreia tenha sido gravado em Lisboa nos estúdios da Pataca Discos.
Foi esse trabalho que vieram mostrar ao Porto com uma banda, tiveram o auxílio de mais 3 músicos. O austríaco ocupou-se nas teclas, na voz e guitarra clássica esteve Danny. Confirmou-se a nossa expectativa, que seria uma estreia a não perder.
Na introdução à canção “MHL”, o single que tem sido apresentado nos últimos, dias Danny afirmou que é “incrível tocar aqui no Primavera”. Trata-se de um tema bonito e apresentado de forma irrepreensível em palco.
Os teclados importam um toque minimalista ao som da banda, no entanto, faz um contraponto vital para a energia das canções. Ficamos também impressionados com a voz grave e possante do vocalista a pisar cada palavra cantada de forma precisa e escorreita sem se lhe notar muito sotaque inglês.
Apreciamos o concerto o qual foi encerrado com uma canção incrível. Um fecho precioso para um início de festival perfeitamente promissor.
A banda de Katie Crutchfield, da qual somos fãs, era um dos nossos focos de maior interesse neste primeiro dia de NOS Primavera Sound. Em palco apresentou-se com mais 4 mulheres, uma das quais a sua irmã gémea Allison Crutchfield.
O concerto começou com “Recite Remorse”, uma das canções de destaque do álbum do ano passado ‘Out Of The Storm’. Uma bela maneira de começar esta apresentação ao vivo no Palco NOS. A setlist deste concerto foi muito semelhante à apresentada no Primavera de Barcelona dias antes.
Antes do tema “8 Ball” mostrou o seu contentamento “é tão bom estar de volta ao Porto”. Algo que é recorrente nos artistas que atuam em Portugal. Algo que também não nos espanta, Portugal tem gente extraordinariamente amigável e que sabe receber calorosamente.
Por entre a audiência e não muito distante de nós descortinamos Adolfo Luxúria Canibal membro dos Mão Morta. Aliás avistamos a presença de vários músicos lusitanos neste primeiro dia, como por exemplo, membros dos GNR e dos First Breath After Coma.
“Never Been Wrong” e “Under A Rock” foram canções que não falharam no alinhamento, esta segunda foi mesmo a última a ser tocada.
Tratou-se de um concerto que foi de encontro ao que esperávamos. Tivemos em palco uma dose de rock perfeitamente recomendável para todas as ideias e trazido de forma profissional por 5 mulheres bonitas!
São de Los Angeles e são uma nova banda de rock com apenas 2 anos de existência. Arrow de Wilde, a vocalista, ainda nem tem 20 anos e já tem uma considerável presença em palco.
O som deste quarteto é uma mixórdia bem cozinhada de grunge, de garage, de rock e que proporcionou aos presentes uma bela descoberta. Conseguiram fazer elevar os ânimos naquele final de tarde por entre uns tímidos raios de sol…
“I Love LA” é o cativante single dos Starcrawler e que nos fica na cabeça durante alguns longos minutos e tocado logo ao terceiro tema. Reconhecido pelo público foi naturalmente bem recebido.
A performance da banda revelou-se ser alucinante mesmo quando Arrow de Wilde decide cantar totalmente prostrada no chão… Nada que seja um problema mesmo sendo a sua indumentária minimalista e de cor branca…
Ficamos bem impressionados com a apresentação destes californianos, sendo agora, mais um “cromo musical” na nossa caderneta. Já está bem recheada porém aceitamos sempre mais alguns desde que tenham a devida qualidade.
Misty: enevoado, sombrio, obscuro, triste… São traduções possíveis para aquela palavra anglófona. Nenhuma das quais é minimamente aplicável ao concerto do ex-baterista dos Fleet Foxes.
Mesmo já antes do festival tínhamos uma certeza inabalável de que seria um dos grandes momentos deste NOS Primavera Sound 2018. O nosso imenso desejo e vontade eram esse mesmo. Felizmente Joshua Michael Tillman não nos deixou ficar mal e proporcionou-nos um belíssimo concerto.
O artista de barba farta e com óculos de sol conforme é a sua imagem de marca, entrou no Palco Seat com alguns (longos) minutos de atraso. Algo que não foi norma durante o festival. As pessoas cedo chegaram e encheram rapidamente os “seat” nas bancadas e até não se ver um mínimo de esfalto… Toda a gente ficou em modo de espera ordeiro e tranquilo.
“Chateau Lobby #4” aqueceu logo os ânimos ao segundo tema tocado e logo aí o público estava praticamente conquistado. Na bancada, onde estávamos instalados, notamos na presença de pessoas curiosas e ainda pouco conhecedoras da música de Father John Misty. ”Grande malha” diz alguém atrás no nosso lugar comentando a canção “Total Entertainment Forever”, a tal que cita Taylor Swift e como canta a cantora norte-americana numa das suas canções “I got this music in my mind”. Bem… Na verdade não é só esta que temos em modo permanente na nossa cabeça…
“Mr. Tillman” é tocada com a sua mini orquestra de forma magistral para contentamento geral. Do último álbum ‘God’s Favourite Customer’ toca também “Disappointing Diamonds Are The Rarest of Them All”, “Please Don’t Die” e “Hangout at the Gallows”
“Pure Comedy” não faltou e achamos que era mesmo essencial ao alinhamento assim como “I Love You, Honeybear”. Pura poesia musical contemporânea ao vivo e à qual tivemos o privilégio de presenciar.
Joshua Tillman não foi de muitas falas, preferiu ser fabuloso e místico. Nós ficamos extremamente agradecidos por ter partilhado connosco esta edição de 2018 do NOS Primavera Sound. Com muitas boas sensações seguimos para Lorde com o desejo de vermos novamente Father John Misty numa futura oportunidade.
Lorde
Ella Marija Lani Yelich-O'Connor nome invulgar, parece retirado de um qualquer romance ficcional. Apenas trata-se do nome verdadeiro da neozelandesa que em palco é conhecida por Lorde. Aquele massivo sucesso pop que nos atingiu entre 2013 e 2014 com o fantástico tema “Royals”.
Tínhamos uma expectativa moderada para Lorde. Gostamos de algumas das suas canções mas não nos encaixamos propriamente no padrão de fãs da artista. Ainda assim, como não poderia deixar de ser, não faltaríamos aquele que seria (para muita gente) o seu grande momento. Especialmente para a camada de jovens femininas que ajudaram a preencher a encosta até ao Palco NOS.
A jovem artista de 21 anos tem provado nos últimos anos ser muito mais que “one hit wonder” e surpreendeu-nos com o seu show.
Tratou-se de um concerto muito bem montado, um espectáculo com dançarinos e visualmente apelativo no qual fizeram parte vídeos que foram sendo mostrados amiúde na tela gigante em palco.
Lorde demonstrou muito amor pelo Porto, confessou-se feliz por voltar ao nosso Portugal, país que já tinha visitado em 2014 quando esteve presente no Rock in Rio.
A setlist não apresentou surpresas, na qual, “Tennis Court”, “Team”, Royals” e “Green Light” foram peças predominantes.
A apoteose deste concerto aconteceu com o incrível final e com as emoções em franja quando Lorde tocou “Green Light”.
Com o seu pop rock extraordinariamente bem definido e alegremente dançável cumpriu com o que lhe era esperado.
Repetimos a experiência Moullinex, o projecto do produtor, dj e multi-instrumentista português Luís Clara, ainda que somente por alguns minutos na parte inicial do concerto. Fizemos a nossa estreia com Moullinex em versão banda no festival Walk & Dance realizado em Freamunde no passado mês de março. Na altura ficamos impressionados com a performance já que não conhecíamos bem a valia do projecto.
Enquanto estivemos a assistir deparamo-nos numa apresentação bem mais trabalhada, sobretudo em termos multimédia, com Ghetthoven a atrair para si as atenções, como habitualmente. Apresentou-se logo de entrada com uma indumentária cor-de-rosa quase choque e ficou em frente de uma tela verde. Estava a ser filmado e as imagens captadas em directo eram apresentadas nos ecrãs laterais ao palco de modo trabalhadas com fundos próprios. À sua volta a banda tocava aprimorada com o seu distinto groove. Estas foram as imagens que captamos nos momentos que visualizamos…
Após dois concertos completos as energias nem a disposição certa estavam sintonizadas para conseguirmos visualizar a actuação completa deste acto lusitano. Ainda assim, pelas impressões captadas em frente ao Palco Super Bock e à reacção do muito público que presenciou ao concerto e que ouvíamos ao longe fica-nos a sensação que Luís Clara e os seus parceiros de palco fizeram jus à qualidade que lhe reconhecem.
O que menos gostamos: Jamie XX
A nossa jornada deste primeiro dia encerrou-se com James Thomas Smith, conhecido produtor e músico britânico e que além de pertencer à banda The XX tem igualmente o seu projecto electrónico a solo apelidado de Jamie XX.
Gostamos de algumas “malhas” do produtor e por isso ficamos pela encosta em frente ao Palco NOS de modo a ver e ouvirmos a sua performance. Ainda curtimos algumas canções porém não estávamos com o espírito certo para assimilarmos a sua música naquele momento. Daí que não tenhamos ficado para o final… Acreditamos que tenha sido uma boa performance, no entanto, não somos os melhores ajuizadores. Apenas optamos por guiar-nos pelo nosso feeling e espirito.