Bem vinda a rua Ganseok, @GS77SH ! A universidade Soraepo te recebe de braços abertos.
Faceclaim: Kim Hyunjoo - Atriz.
OOC: +18, ele/dele.
Nome completo e gênero: Song Hyejin, cisfemale.
Data de nascimento e idade: 22/04/1977, 44 anos.
Local de nascimento e etnia: Seoul, Coreia do Sul + coreana.
Curso que leciona: Direito desde o segundo semestre de 2021.
Histórico: Graduação em Direito + Mestrado em Direito Penal.
Clube ou esporte: Criminologia.
Moradia: Externo.
Personalidade: Perfeccionista, mal-humorada, empática e criativa.
Biografia.
Inserida no meio jurídico desde a adolescência, Hyejin não poderia seguir outra carreira se não a advocacia. Como um “fardo”, passado de geração em geração, deveria tornar-se advogada, promotora ou juíza, seguindo os passos do avô, Song Byung Jun, antigo Procurador-Geral da República e seu pai, Song Minseok, antigo Ministro da Justiça da Coreia do Sul. Com inúmeros contatos dentro e fora da Assembleia Legislativa, possui uma carreira de vinte anos dentro do poder judiciário, com uma porcentagem de 99% de sucesso em todos os seus casos, majoritariamente criminais.
A personagem sofreu com a perda de um filho, ainda durante a gestação e também com o divórcio, o término de um cônjuge de dez anos, entretanto, são coisas já “superadas”, mas não mencionadas pela mesma por ser estritamente reservada quanto a isso.
Decidiu deixar a Universidade Nacional de Seoul (SNU) por querer expandir horizontes, testar novas coisas e conhecer pessoas distintas, sejam colegas de trabalho ou alunos. A Soraepo University foi sua melhor escolha entre todas as outras, com uma bonificação positiva e direitos que lhe deixaram extremamente ansiosa e interessada. Sem conhecer bem os alunos por ter entrado recentemente, espera que possa se aproximar de cada um até o fim do curso.
Bem vinda a rua Ganseok, @GS97YN ! A universidade Soraepo te recebe de braços abertos.
Faceclaim: Yan Sales - Streamer.
OOC: +18, ela/dela.
Nome completo e gênero: Yago Neiva, cismale.
Data de nascimento e idade: 23/11/1997, 25 anos.
Local de nascimento e etnia: São Paulo, Brasil + brasileiro.
Curso e período: Primeira graduação em Direito, 5° período.
Clube ou esporte: Natação.
Moradia: Externo.
Personalidade: Travesso, intrometido, prestativo e amigável.
Biografia.
Trigger Warning: problemas familiares.
Yago Neiva nasceu meio sem querer: meio sem querer nada com a vida, sem querer entender o dia-a-dia e todos os seus problemas. Vindo de uma gravidez que sequer foi devidamente planejada, sua infância foi dividida na necessidade de se sentir bem-vindo e no querer de ter tudo aos seus pés; afinal, era até então o filho caçula meio desajeitado demais, meio intrometido demais, meio inquieto demais. Eram sempre batidas na porta em busca de uma brincadeira no quintal, um filme novo na televisão, uma ida às pizzarias próximas de casa. Seus pais não eram, de fato, a favor daquilo tudo: tentavam a todo custo converter o garoto a uma imagem mais calma e recatada como eram suas irmãs, mas aquela era uma missão difícil que exigia dos Neiva uma rigidez maior e que, consequentemente, tornava tanto a relação materna quanto paterna algo mais abstrato que concreto. Pelo menos todo carinho que não recebia dos pais vinha em formas femininas e cuidadosas: suas irmãs davam constantemente um jeitinho de reverter toda aquela má relação parental.
A família Neiva se tornou conhecida e bem sucedida pela motivação religiosa; isto é, a família conquistou espaço na sociedade por meio da Igreja, seus cultos e a famigerada célula para o grupo jovem. Até seus plenos 13 e 14 anos, Yago criou a rotina cultivar a sua fé, de sempre se sentir ansioso para a apresentação de suas irmãs no coral do final de semana, de talvez conseguir uma demonstração a mais de amor de seus pais se ajudasse perfeitamente a arrumar o saguão da Igreja. Toda essa rotina soava perfeita até chegar em seu Ensino Médio, quando começou a ser influenciado pelos seus amigos que aquele mundo religioso não era lá tanta coisa assim. Dali em diante, naquela idade tão manipulável, talvez fosse melhor sair com seus amigos, falar besteiras por aí, namorar e aprontar na tentativa de ter seu nome em destaque por algum meio. O primeiro e o segundo ano do Ensino Médio se tornaram caos para os pais do garoto, já que eram constantes as faltas de aula de Yago, as reclamações da coordenação e, claro, era ali que ele começava a mudar seu temperamento: ora revoltado com tudo o que acontecia, ora manipulador o suficiente para forjar desculpas e sobressair frente seus problemas. E como os Neiva eram sempre ocupados, eram raras as lições de moral que de fato fossem verdadeiras. Tudo soava sempre como uma obrigação, como um desafio de se provar bom o bastante. Então cada vez mais aquele rapaz se afastava daquela vida que parecia ser devidamente traçada na infância.
Até se formar, Yago não foi lá o maior exemplo de pessoa. Se comparado com alguns amigos (coisa que odiava), não era o melhor no quesito acadêmico. Tinha perdido muito tempo com piadinhas no fundo da sala, com matéria atrasada e, claro, namoros e videogames. Só no seu último ano acadêmico, quando já estava fardo de ouvir cobranças de sua família, começou a pensar mais no futuro e o que queria para a sua vida e tomou a meta pessoal de se tornar bom. Entrou no clube de natação de seu colégio, competiu em mar aberto, ganhou medalha. Descobriu-se fã de História Geral e até tentou participar de coisas grandes como a ONHB. Começou a se apaixonar pelas animações japonesas e se dedicou ao estudo da língua japonesa. Organizou um acampamento para a célula da Igreja de seus pais. E nada, exatamente nada foi o suficiente para ouvir uma parabenização verdadeira de seus pais. Com o tempo, seu esforço parecia se converter em mágoas sempre que refletia sobre. Nada nunca era bom o suficiente para seus pais. Nada era bom o suficiente para ele. Eles queriam mais, ele queria mais.
E então foi com muito sangue no olho que Yago e seus pais decidiram que talvez fosse bom se Yago passasse um tempo fora; um tempo fora de casa, fora da Igreja para que suas artes não manchassem o nome da família, fora da cidade para que aprendesse a se virar sozinho - isto é, ainda mais. O rapaz, por histórico, acabou tendo que escolher um país distante do seu para conviver bem, mas bem longe de tudo que enchesse a sua cabeça - e pela primeira vez na vida foi totalmente motivado pelos pais, que pagaram não só sua viagem para outro país como também a sua estadia, sua faculdade e todos aqueles extras que constantemente estouram o cartão de crédito.
Há de ressaltar que meses antes de sua viagem Yago participou de cursos on-line tanto de matérias em geral quanto de linguagens para que pudesse aprender a nova língua em questão. É claro que seu amor por História e Filosofia se destacaram naquela época, ainda mais que quando competiu em olimpíadas de Humanidades. Daí, era questão de tempo até ele achar seu lugar naquele meio; e foi dali em diante que começou a pesquisar melhor sobre a Ética, o Direito Civil, a justiça e tudo que fosse sinônimo, tudo no seu alcance de conviver acerca do que apreciava estudar e que, por histórico, sabia que não falharia quanto em outros ramos. Foi assim que ele decidiu cursar Direito, matriculou-se na Universidade Saraepo e então tem se esforçado até mais que o esperado. Não podia falhar consigo, por mais que às vezes sua essência baseada na preguiça e rebeldia o provocasse.
Por mais que permaneça um garoto sem lei exata, há quem diga que agora se esforce suficientemente nos estudos, nos hobbies e no seu emprego de meio período que conseguiu por indicação de amigos do seu clube de faculdade - em outros bairros, separadamente do meio acadêmico, auxilia e ensina crianças e adolescentes interessadas na natação. Tem a meta de ser o intercambista destaque na Universidade de Soraepo, quer muito dar um jeito para que se dê bem aos olhos dos outros, mesmo que precise entrar na linha para tal. Ainda assim, mesmo que de tempo em tempo vá se acostumando mais com a rotina "nova", é possível dizer que sente falta de namoricar meninas do seu condomínio, enganar o vizinho sempre que pode e então ir dormir às 4h da manhã depois de sua mãe tanto reclamar. É possível dizer que sente falta das reuniões da célula, de ajudar nos afazeres do saguão da Igreja e de ser elogiado por tal pelas suas irmãs. É possível dizer que sente saudade de casa, da sua família e de seus amigos.
Local de nascimento e etnia: Seoul, Coreia do Sul + coreana.
Curso que leciona: Direito desde o primeiro semestre de 2020.
Histórico: Graduação em Direito, Mestrado em Lógica Argumentativa, Doutorado em Kant.
Clube ou esporte: Vôlei.
Moradia: Externo.
Personalidade: Exigente, irascível, dedicada e simpática.
Biografia.
Trigger Warning: homofobia.
Bae Nura nunca teve muitas dúvidas sobre quem era, às vezes isso era uma benção, outras uma maldição. Desde muito nova sempre soube que gostava muito da amizade dos meninos, mas que quando via as cenas de filme na tv sempre se imaginava sendo a heroína no cavalo salvando a princesa e dando um beijo de amor verdadeiro no final. Quando ainda criança conheceu o vôlei assistindo um campeonato na TV, sabia que aquilo seria sua vida. Não demorou muito praquilo se tornar realidade, começando a ganhar notoriedade nos campeonato da sua escola até chegar ao time coreano sub20 jogando profissionalmente.
A primeira vez que Nura se lembra de realmente sentir dúvida de algo foi na hora de escolher um curso da faculdade. Aquilo era mais um plano B do que qualquer outra coisa e ela sabia que alguém na situação dela, com uma vida pública muito diferente da vida privada, provavelmente iria precisar. Muito mais por causa da influência da sua família do que qualquer outra coisa, acabou escolhendo Direito. Foi assim que chegou na Soraepo University pela primeira vez.
Em retrospecto, Nura não se arrepende nem do curso, nem de ter entrado na Soraepo University, mas a Nura de 18 anos atolada nos treinos de volêi e nas atividades do curso que descobriu odiar, se arrependia bastante. Ela nunca foi conhecida por desistir das coisas, no entanto, e não seria daquilo que ela iria desistir. Mas ela ainda hoje admite que quando chegou a época das Olímpiadas, bem próximo de quando deveria começar o TCC, e ela teve que trancar o curso pra se dedicar 100% aos treinos e aos jogos, Nura agradeceu a todos os deuses do céu e da terra.
No ano seguinte quando retornou ao curso foi com uma cabeça refrescada e uma dedicação absoluta de terminar aquilo o mais rápido possível. Ainda naquele ano o diploma veio junto com a promessa de Nura de nunca se uma advogada, não importasse o que acontecesse. Anos depois, quando videos seus beijando garotas numa festa da faculdade foi divulgado por um daqueles sites de fofoca revelando sua sexualidade, ela ainda manteve sua promessa. Mesmo depois de confirmar os boatos e ser demitida dos dois times com quem tinha contrato, ela ainda manteve sua promessa.
Bae Nura nunca se tornou uma advogada como sua família esperava, não que seus pais tivessem mantido muito contato depois do escândalo pra sequer perceber. Ao invés disso, ela decidiu se dedicar aos estudos na única coisa que realmente tinha gostado naqueles anos na faculdade: Filosofia. Passou os anos seguintes dedicada fielmente à sua vida acadêmica, aproveitando o dinheiro que tinha guardado e a multa que tinha recebido pela quebra de contrato com os times. Não demorou muito pra ela acabar o Mestrado e começar seu doutorado, menos ainda depois disso pra começar a lecionar na mesma faculdade em que sempre havia estudado.
Ainda hoje, alguns repórteres ainda perguntam porque Nura não continuou sua carreira no vôlei, que mesmo depois da polêmica poderia ser promissora no exterior já que havia vindo a público que ela tinha recebido várias ofertas de times ao redor do mundo. Pra todos eles Nura sempre respondeu a mesma coisa: no seu tempo na Soraepo University ela havia encontrado a uma coisa que ela ama mais do que volêi, a uma coisa que ela não poderia viver sem.
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Faceclaim: Jessica Jung - Solista.
OOC: +18, n/a.
Nome completo e gênero: Oh Miyoung, cisfemale.
Data de nascimento e idade: 09/09/1991, 30 anos.
Local de nascimento e etnia: Seoul, Coreia do Sul + coreana.
Curso e período: Primeira graduação em Direito, 2° período.
Clube ou esporte: N/A.
Moradia: República Crab, quarto 1.
Personalidade: Calculista, reticente, independente e fantasiosa.
Biografia.
Trigger Warning: negligência parental.
Miyoung soube que passaria a vida toda escrevendo no momento em que criou um blog com treze anos de idade. O domínio virtual tornou-se um refúgio, em que por anos compartilhou sua visão do mundo, por mais ingênua e atrapalhada, antes mesmo de saber a diferença entre prosa e poesia. Se a perguntassem, diria que não se passava de um hobby desenvolvido para curar o tédio - crescendo com o nariz sempre em um livro e profundamente perdida na própria imaginação, não é surpresa que gostasse de inventar histórias. Mas com o tempo passou a identificar a frenesia de seus pensamentos e palavras como uma urgência em exceler em uma mídia de tradução e expressão da vida. Era difícil se satisfazer com o titânico trabalho de apenas viver, pelo menos da maneira exigida por seus pais - toda a grana e poder que tinham faziam com que se sentissem reis de um império particular, e Miyoung tinha um único e claro papel em sucedê-los. Numa guerra silenciosa, os primogênitos se desgostavam cada vez mais da garota enquanto a mesma tentava resistir sem o apoio e afeto de quem jurava ter de forma garantida.
A decisão de não ir para a faculdade foi escandalosa para a família. Com zero apoio dos pais, fora tecnicamente cortada da família e todos os benefícios que vinham com seu sobrenome, mas Miyoung fez bom uso do tempo livre se dedicando à trajetória de se tornar uma autora e poeta publicada. Não queria mais que as atualizações no blog permanecessem acessíveis apenas para seus próprios olhos, e começou a expandir sua paisagem virtual curtida por curtida. No entanto, Miyoung descobriu que era fácil publicar um livro, difícil era fazê-lo vender. Os primórdios de sua idade adulta foram corridos entre todo seu trabalho frustrado, nunca realmente conseguindo quebrar as paredes para o estrelato. Mesmo assim, aguentou até a última gota, guardando para si tudo que lhe restava de orgulho e ambição como se fosse a única coisa lhe aquecendo à noite, mas aos vinte e nove anos teve o veredito: precisava aceitar que estava em falência e com o coração quebrado de uma maneira que lhe fez sentir uma criança ingênua e tola novamente.
A pior opção era recorrer aos pais, mas as altas chances de se reestruturar financeiramente anulavam as altas chances de uma piora de sua saúde mental. Concordou em tentar ser a filha que sempre quiseram ter, por mais que tarde, para poder ser bancada novamente, começando por sua formação. Apesar do constrangimento, Miyoung cuida bem de sua confiança, a única e improvável sobrevivente de todos os seus desastres, e tenta se lembrar frequentemente que isso não é uma desistência - muito pelo contrário, é um desvio inteligente (e obrigatório) em seus planos.
Bem vindo a rua Ganseok, @DH98GS ! A universidade Soraepo te recebe de braços abertos.
Faceclaim: Do Hanse - VICTON.
OOC: +18, ela/dela.
Nome completo e gênero: Do Hye, cismale.
Data de nascimento e idade: 13/02/1998, 23 anos.
Local de nascimento e etnia: Seoul, Coreia do Sul + coreano.
Curso e período: Primeira graduação em Direito, 3° período.
Clube ou esporte: Natação.
Moradia: Externo.
Personalidade: Impulsivo, estressado, carinhoso e atencioso.
Biografia.
Trigger Warning: abandono parental, fanatismo religioso, abuso parental, menção a drogas e morte.
Nascido e criado em Seul, Do Hye havia sido ensinado a sempre ser um bom rapaz, com boas notas e um bom comportamento e além disso um bom cristão, já que vivia com pais bem religiosos.
Sua infância fora baseado em ser um troféu para os seus progenitores, o menino perfeito, um exemplo de uma boa criação e uma família centrada em Deus, mas ninguém sabia o que se escondia atrás daqueles sorrisos puritanos que eram dados todos os domingos na igreja.
O menino foi crescendo e não demorou a descobrir a “ira de Deus”, era assim que seus pais chamavam sempre que ele errava algo ou não saía da forma como os mais velhos haviam planejado, as vezes eram coisas leves como tirar um brinquedo ou ficar sem televisão, outras vezes eram palmadas ou ficar sem uma refeição.
No início de sua adolescência, Hye começou a questionar o amor do ser supremo que os pais tanto falava. Havia lido a Bíblia e estudo o assunto diversas vezes para saber (ou pelo menos julgava saber) que Deus não era assim, não era mal. Os pais não sabiam explicar as coisas para o menino e ele sentia-se perdido e novamente necessitado de atenção, parecia que o adolescente estava regredindo a infância onde recorria ao mínimo de afeto, isso de qualquer pessoa que estivesse disposta para tal. Sem explicação sobre as atitudes dos seus pais usando a palavra do Senhor, Do Hye estava decidido a radicalizar sua vida, primeiro começou com algo sútil como músicas mais alta e suas vestimentas, tudo isso para chamar a atenção de seus pais que o ignoravam como podiam. Na época, descobrira a natação e passava a maior parte do seu dia em uma piscina olímpica que um amigo próximo havia lhe indicado. Era o seu hobbie favorito e a única coisa que lhe fazia feliz naquele momento.
Aos 15 anos, o rapaz tem o seu primeiro contato com as drogas, cansado de tudo e por influência dos amigos ele decide experimentar, inicialmente fora apenas um cigarro de maconha, mas Do Hye queria mais, queria experimentar todas as sensações que aquele mundo novo poderia lhe oferecer. Ecstasy, LSD, cocaína e por último a heroína. Aos 18, devido aos altos consumo e misturas das drogas ele acabou tendo uma overdose, sendo acometido pelo maior medo além da solidão. Hye ficou internado e acordara alguns dias depois com seus progenitores lhe entregando a sua emancipação, pouquíssimas roupas e um pouco de dinheiro, “você não é mais nosso filho, nós te ensinamos o correto e você decidiu seguir o caminho errado. Você é a vergonha da família, Do Hye. viva a sua vida pecaminosa longe de nós e que Deus possa ter misericórdia da sua alma, seu destino é queimar no fogo do inferno” lembrava de cada palavra dita pelo chefe da casa naquela noite, mal havia acordado e recebera tudo aquilo ao invés de amparo, amor e carinho; após aquele dia, o garoto fora jogado em uma clínica de reabilitação em um claro sinal de misericórdia dos seus pais, mas depois nunca mais os viu.
Após dois anos e meio de muita luta, recaídas, idas e voltas naquele local e crises devido a abstinência, o rapaz conseguiu sair da clínica e sua única certeza era que nunca mais desejaria voltar para aquele lugar. Estava decidido a mudar de vida e decidiu iniciar o curso de direito, acreditava que seguindo essa área poderia evitar que crianças e adolescentes vivessem o inferno que ele viveu.
Fora morar com a avó materna, a mulher havia lhe procurado na clínica algumas vezes mas por Hye não estar no seu estado mais lúcido e sua mãe nunca ter falado muito sobre a senhorinha havia ignorado todas as investidas. A idosa lhe ensinou o que era amor de verdade, além de lhe incentivar e ensinar tudo o que a Bíblia realmente queria dizer. Aos 22 anos, o garoto acaba perdendo a avó, a mulher que havia cuidado de si. Ela havia deixado tudo o que possuía para si, uma pequena floricultura local, a casa, uma certa quantia em dinheiro e uma carta; nela estava escrito pro rapaz seguir o seu sonho e dar orgulho para ela, que cursasse direito! O menino vivia falando na casa sobre aquilo e ela queria ver ele feliz e formado. No final havia apenas um aviso: “seja feliz meu filho, Deus tem orgulho de você. Não ligue se falarem da su aparência, se você estiver com Ele em seu coração nada mais importa.”
Após isso, não restava dúvidas do que precisava fazer. Se matriculou na Soraepo, uma universidade ali próxima e iniciou o seu semestre em 2020.2. O rapaz tinha plena certeza de que estava no curso e o melhor, sabia que sua avó estava cuidando dele de alguma forma.
Bem vinda a rua Ganseok, @GS94KN ! A universidade Soraepo te recebe de braços abertos.
Faceclaim: Irene - Red Velvet.
OOC: +18, ele/dele.
Nome completo e gênero: Kim Nabi, cisfemale.
Data de nascimento e idade: 24/10/1994, 27 anos.
Local de nascimento e etnia: Daegu, Coreia do Sul + coreana.
Curso e período: Primeira graduação em Direito, 4º período.
Clube ou esporte: N/A.
Moradia: República Crab, quarto 5.
Personalidade: Persistente, esforçada, temperamental e assustada.
Biografia.
Trigger Warning: violência (doméstica, contra mulher), machismo, alcoolismo, aborto.
Nabi nasceu em uma família simples no interior de Daegu, a filha mais velha de cinco filhos. Durante sua infância, foi ensinada como ser uma boa menina, uma boa esposa, uma mulher recatada que serviria para fazer uma família feliz e saudável. Tinha vontade de sair dali e ter um futuro que não fosse só “casar e ter filhos”, mas o que podia fazer? Ao menos tinha notas boas e fazia questão de estudar bastante. Quem sabe, um dia, desse frutos.
Quando estava quase se formando no ensino médio, conheceu a pessoa que se tornaria seu namorado no futuro. Bonito, inteligente, cheio de lábia, e dez anos mais velho. A diferença de idade não foi um incômodo para seus pais, e poucos meses depois dela se tornar adulta, eles se casaram.
Então começou o inferno na vida de Nabi.
Ele era um empresário bem sucedido. Os dois primeiros anos foram bons, apesar de hoje em dia ela ver claramente os sinais vermelhos logo no começo, mas assim que a primeira traição foi descoberta, ele não fazia mais questão de esconder o monstro que era. Xingamentos e gritos logo se tornaram tapas e socos, e morando em Gwangju, longe dos pais, o que ela poderia fazer?
A sua esperança de algo melhor veio aos 23 anos, quando descobriu sua gravidez. Tiveram poucos meses de felicidade, comprando algumas coisinhas para o bebê que viria, escolhendo nomes, e Nabi teve a ideia errada de que tudo ficaria bem a partir dali. Ah, como errou. Estava no terceiro mês de gravidez quando, após beber muito uma noite, o marido voltou a agredi-la, uma agressão tão intensa que causou a perda prematura do bebê.
Aquela perda não causou apenas a tristeza na mulher, mas também o ódio, e finalmente teve o impulso que precisava para mudar. Pouco após sair do hospital, juntou todo o dinheiro que tinha guardado do marido, as roupas que podia e fugiu, deixando apenas os papéis do divórcio em casa.
Não sendo aceita na casa dos pais e sem uma formação superior, ela procurou poupar o máximo que conseguia, conciliando trabalhos de meio período com seus estudos. Queria entrar em uma universidade, mas precisaria de uma bolsa. No meio a todos os trâmites legais do divórcio, decidiu denunciar as agressões constantes, o que não deu em nada. Isso foi o que a fez decidir por Direito - queria se tornar uma profissional excelente para por vagabundos como seu ex marido na cadeia.
Tentou quatro vezes até conseguir ingressar na Soraepo. Tinha guardado dinheiro o bastante para se sustentar por alguns anos, e poderia se dedicar aos estudos plenamente se continuasse controlando os gastos e fazendo trabalhos de meio período nas férias e uma vez ou outra.
Não ligava de usar roupas de brechó ou usar roupas antigas, nem de algumas vezes dispensar saída com colegas de faculdade para poupar. Estava ali para estudar, e é o que ela fazia desde que havia entrado na universidade. Sempre vivia atrás dos seus professores e na biblioteca, com a cara enfiada em um livro. Talvez estivesse velha, mas estava aprendendo a sonhar alto. Advogada, promotora, um dia juíza, talvez?
Algumas vezes se pegava sonhando com as possibilidades que o futuro lhe reservava. Ainda mais agora, que sabia que tinha um futuro.
Bem vindo a rua Ganseok, @GS96JB ! A universidade Soraepo te recebe de braços abertos.
Faceclaim: Jaebom (JB) - GOT7.
OOC: +18, n/a.
Nome completo e gênero: Kang Jongbeom, cismale.
Data de nascimento e idade: 20/01/1996, 25 anos.
Local de nascimento e etnia: Seoul, Coreia do Sul + coreano.
Curso e período: Primeira graduação em Direito, 3º período.
Clube ou esporte: Basquete, reserva.
Moradia: República Crab, quarto 6.
Personalidade: Exibido, controlador, amoroso e corajoso.
Biografia.
Trigger Warning: acidente de carro, morte.
Kang Jong-beom perdeu a mãe muito cedo, e foi criado com a ajuda dos avós paternos. O pai sempre foi presente na medida do possível, já que assim como todo pai e mãe solo, precisava trabalhar o dobro para sustentar o filho pequeno, além das contas. Com a morte da esposa em um acidente de carro, o pai do pequeno Jong se recusava a casar de novo e assim seguiu sua vida até o filho fazer 10 anos. Arranjou um namoro que durou por três anos. O garoto, por sua vez, crescia saudável com a criação da avó carinhosa, que sempre supriu a figura materna.
Durante o fundamental, Jong-beom foi fazendo muitas amizades e devido sua personalidade alegre mas nem sempre tão fácil de lidar, sendo considerado um tipo de bad boy mas não tão bad assim, se tornou um dos meninos mais populares da escola. Pegou gosto por esportes, e acabou descobrindo que era realmente bom neles, principalmente em basquete o que resultou na bolsa de estudos na Soraepo University. E como queria seguir os passos do pai, resolveu aplicar para Direito.
Passou os dois primeiros períodos quase enlouquecendo, já que por mais que fosse bom nos estudos, não era o primeiro aluno da sala. Para pegar no "tranco" da Universidade, demorou e quase ficou pendurado nas notas. Hoje, ele tomou gosto (Além da obrigação) pelos estudos, e consegue dividir bem seu horário entre aulas, estudos e time. Seu próximo passo é arranjar um estágio, mas tudo isso vai ser um grande depende na sua vida, já que a firma de advocacia que o pai trabalha está quase falindo.
Mischa sabe muito pouco (quase nada) sobre a sua família biológica. E sempre informações desencontradas. Uma hora sua mãe era uma adolescente solteira que o deixou no hospital e sumiu, em outra versão, uma mulher já casada que havia engravidado de um amante ou apenas alguém que o deixou na porta de um hospital. O único denominador comum em todas aquelas histórias era um: nascida em Guadalajara, cuja mãe era uma nativa de uma cidade menor. Como uma moça grávida criada em um lugarejo daqueles vai parar em Guadalajara, até hoje Mischa não consegue entender. Mas muito mais importante do que alguém que apenas a colocou no mundo sem nem lhe dar um nome — Michele foi ideia de uma das enfermeiras do hospital onde nasceu —, eram as pessoas que criaram a mocinha. Seus pais adotivos sempre disseram que foi amor à primeira vista quando a assistente social coreana lhes mostrou a foto de uma bebê muito pequena, rosinha e com meias de pés trocados.
Se não fosse pelos esforços da mãe adotiva mexicana em apresentar a própria cultura para a filha, Mischa teria crescido na Inglaterra sem nem conhecer muito do lugar de onde veio. O seu nome dado no hospital ganhou uma nova grafia por insistência do pai, que preferiu o nome hebraico e com significado totalmente diferente do original, Mischa pode tanto ser urso em russo quanto o equivalente de Michael. Talvez o nome de seu adotante ser Mikael também tivesse certo peso na escolha. A família já não era muito tradicional nos anos 80, casais de culturas diferentes eram uma raridade e a adoção da menina se deu no meio do bafafá midiático do artigo de Matthew Rothschild sobre coreanos venderem bebês para americanos. Por pouco a família não se uniu em Londres.
Seus pais não eram exatamente amorosos um com o outro, Mischa achava que era algum costume judeu herdado do pai ou algo assim, mas apesar de serem uma família feliz, a menina nunca viu ambos fazendo algo juntos como casais normais. A explicação disso só veio quando a mexicana já tinha quase quinze anos: seu pai era homossexual e o casamento com a Santiago havia sido uma conveniência. Ambos queriam paz, queriam um bebê e Mikael ainda não estava pronto para encarar todo o preconceito da sociedade, principalmente depois da chegada da AIDS em Londres no começo dos anos 80. Mischa o entendia, nunca deixou de amar ele por esconder dela por tanto tempo. O divórcio dos pais foi amigável e a moça escolheu viver com a mãe, e o pai se mudou para a casa ao lado para viver com o companheiro de mais de duas décadas (que Mischa sempre achou que era só seu padrinho).
Crescer sendo uma das poucas crianças latinas na região nobre de Londres não foi nada fácil, a pior parte para Mischa sempre foi sair de casa para ir à escola e ter de aguentar gracinhas vindas de seus colegas de classe. Desde cedo começou a revidar todas elas com os punhos. Com ela não tinha nada de conversa e o negócio era descer o sarrafo em racista mesmo. A escolha pelo direito foi herdada dos pais advogados, que sempre tentaram controlar o temperamento deveras agressivo da filha na escola e a fizeram entender que um processo dói mais do que uma surra. Com dezoito anos, iniciou direito em Oxford, no programa de extensão de quatro anos, onde um deles era obrigatório ser em um país Europeu. Escolheu a Alemanha por causa das origens do pai e foi a primeira vez que se viu finalmente sozinha na vida. Foi um ano de muito estudo, um pouco de farra e tatuagens em lugares escondidos que a mãe até hoje nem sonha que existem.
Depois de quatro anos estudando muito, e com o sonho de se tornar advogada criminalista, já tinha o destino todo traçado do que iria fazer: mais uns bons dois anos de prática supervisionada para finalmente poder ir para a corte. Estava terminando o primeiro ano quando sua mãe quis se mudar para a Coreia do Sul para trabalhar como advogada de um conglomerado. A moça apesar de já ter mais de vinte e três anos, resolveu seguir a mãe. Em território coreano, viu que seu diploma não era válido e que não tinha muito o que fazer para poder efetivamente defender seus clientes em um tribunal, afinal ela entendia de leis européias e não coreanas, o máximo que podia fazer por lei era ser consultora e aquilo não era seu sonho. A solução encontrada por ela e pelos pais foi cursar a faculdade uma segunda vez e a escolha foi a Soraepo University. Validou algumas cadeiras, passou raiva e se formou com vinte e oito anos na força do ódio. Ainda ralou muito para conseguir ganhar notoriedade dentro do meio criminal, fez plantão em porta de delegacia para conseguir clientes e tudo isso tentando equilibrar um mestrado. Era resumo de aula no meio de processo, prova em dia de audiência, uma loucura.
Mas porquê quis fazer mestrado? Digamos que os advogados tem um certo costume de serem chamados de doutores e aí no meio de um date, um cara falou que doutor era quem tinha doutorado e mesmo que não estivesse totalmente errado, Mischa queria ser chamada de doutora com razão. Então lá se vai a teimosa se enfiar em mestrado e em doutorado no meio daquele monte de coisas para fazer, escolheu a área de Crimes Financeiros. Sua dissertação teve como tema o estudo da lavagem de dinheiro e o crime organizado, aplicando a teoria de jogos para descrever os padrões tanto na Coréia, quanto internacionalmente. No mestrado penou para entender como a Teoria de Jogos funcionava, aquela porcaria de dilema do prisioneiro quase a aprisionou em uma cadeira e tomadas de decisão quando ela mesma não sabia nem decidir o que comer no jantar.
Movida por mais ódio ainda e já que tinha começado, tinha de terminar, ingressou no Doutorado logo depois, para aprofundar seus estudos no Crime Organizado, dessa vez utilizando redes neurais para estudo dos padrões em outros crimes, como tráfico de drogas e armas. Podia ter continuado na teoria de jogos clássica e mudado o tipo de crime, mas aquela sede por reconhecimento fez com que ela se metesse no meio do pessoal de machine learning para entender como funcionava. Treinar uma rede é complicado e lá vai a quase-doutora garimpar dados em delegacias entre visitas a clientes. Terminou o doutorado em tempo recorde e foi uma surpresa quando a universidade que a acolheu lhe ofereceu a oportunidade de lecionar ainda que em caratér experimental, afinal Mischa ainda tem alguns deveres no tribunal.
Há quem diga que Mischa defende bandidos, mas a mulher sempre insistiu ser uma defensora da lei, com frases duras e até mau educadas para os seus clientes quando os encontrava desesperados na delegacia. "Vai chorar? Agora é cumprir sua pena, na hora certa eu peço seus habeas corpus, seu regime aberto..." Os seus estudos tem dividido opiniões tanto no meio acadêmico quanto criminal, afinal... Poderia alguém defender a lei em crimes e ao mesmo tempo estudar seus padrões, não seria ela uma maldita X9?
Ah, acho que não foi mencionado. No meio desse percurso entre conseguir um doutorado, Mischa se casou com um colega da Engenharia Aeroespacial. É profundamente odiada pela nora coreana e até que gosta um pouquinho do marido, mas amar? Amar é complicado. Casamentos são arranjos de conveniência para a mexicana e talvez por isso que esta seja vista chegando em casa na calada da noite com o batom borrado e ajeitando a saia.