A estrela da ginástica olímpica
Nadia Comaneci é uma ginasta nascida em 1961, na Romênia e nacionalizada estadunidense. Descoberta por Bela Karolyi aos 6 anos de idade, em 1970 começou a obter suas primeiras vitórias nas categorias juvenis e em 1974 já era campeã mundial juvenil.
Considerada a maior ginasta de todos os tempos, Comaneci demonstrava muita força e equilíbrio em seus treinos. Karolyi afirmou sobre Nadia: “Foi a única que eu nunca vi chorar.”
Antes das olimpíadas de Montreal, Nadia participou do campeonato americano de ginástica olímpica e obteve o melhor resultado. Aos 14 anos, durante as olimpíadas, o mundo se emocionou com a atleta, que obteve a primeira nota máxima em uma competição de ginástica artística. Comaneci, naquele ano, levou para casa 5 medalhas, 3 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze, e foi a melhor ginasta da competição, levando outras 6 vezes a nota máxima.
Após as olimpíadas, ao voltar para a Romênia, Nadia recebeu o carinho de muitos conterrâneos. Naquele momento, a jovem se tornou a atleta mais querida da Romênia e a maior ginasta do mundo, inspirando milhares de atletas a serem melhores e obter também o desempenho excepcional de Comaneci. Até hoje, em Montreal, Nadia é vista como uma mega estrela, tendo pinturas e fotos suas espalhadas pela cidade e muitos fãs que sempre desejaram conhecê-la.
Quatro anos após as olimpíadas de Montreal, em Moscou, Nadia já era uma mulher e mesmo com dificuldade nos movimentos mais difíceis, ainda levou 4 medalhas para casa, 2 de ouro e 2 de prata.
Porém, nem tudo em sua vida era glamour. Vivendo na Romênia soviética nos anos 80, em tempos de Guerra Fria e com uma ditadura instaurada no local, Nadia sofreu com os horrores de conflitos armados no país e chegou a passar fome, como a maioria da população do país. 1 ano depois, Bela Karolyi aproveitou uma viagem aos EUA para escapar da ditadura romena, mas Nadia virou uma espécie de prisioneira do ditador romeno Nicolai Tcheutchesco. Não podia mais sair da Romênia e era diariamente perseguida pelo serviço secreto do país.
Em 1984, Nádia acompanhou os jogos olímpicos de Los Angeles apenas como espectadora da delegação. Em 1989, Nádia fugiu da Romênia, na madrugada, para a Hungria e depois para a Áustria. Nadia relatou em seu livro “Cartas a uma jovem ginasta“ que fugiu com mais 6 pessoas e que atravessou, durante 6 horas, em temperaturas negativas, um lago congelado que quebrou e ficaram com água na altura do joelho. Para chegar na Áustria, teve que passar por uma grande cerca de arame farpado, o que deixou seu corpo marcado. Após chegar na Áustria, Nadia correu para a embaixada americana e migrou para os EUA como refugiada.
Em 1990, foi morar em Montreal, na casa de uma família romena. 1 ano depois, se mudou para Oklahoma para trabalhar como treinadora e se casou com o velho amigo e colega de esporte Bart Conner e reconstruiu a sua vida nos EUA.










