⸝⸝gostosa do ∗∗∗∗∗∗∗ | gabriel fernando
──────conteúdo: haechan (gabriel fernando) × f!reader, amiguinhos ficantes meio namoradinhos, sugestivo, br!au, ~1k palavrinhas e acho que é só!!
──────notinha da sun, sua preferida para todo sempre: pra variar escrevi essa com “tem café” do gaab, acho que já escutei essa música pelo menos, no mínimo, umas milhões de vezes, sempre lembro do haechan porque o gabriel fernando surgiu do gaab e a voz do gaab é a voz do haechan, ninguém tira isso da minha cabeça KKKKKK no mais é isso, espero que vocês gostem!! 🙈
— Gab, é a sua vez, cara, presta atenção — Hyuck desviou o olhar de você para Jaemin, ao seu lado, que falou sorrindo. Seu joelho encostava no dele; na verdade, estavam próximos pra caralho, e Haechan se sentia surpreendentemente incomodado. Tinha sido ele quem sugerira o encontro em casal, tinha sido ele quem sugerira ir até o apê dele porque já era tarde, nenhum motorista do Uber aceitava a corrida, estava caindo uma tempestade e a casa dele era a mais próxima do restaurante em que estavam. A parceira dele, uma garota com quem ficara algumas vezes e conhecia superficialmente, já tinha sacado.
Haechan estava caidinho por você. Tinha medo de admitir — afinal, fazia tempo que ele não tinha uma relação com uma mulher que fosse além da transa.
Com você era mais. Muito mais.
Hyuck retornou os olhos para você depois de jogar uma carta +4 — e, inclusive, você era a próxima a jogar. Deu um sorrisinho na sua direção, mas não era porque estava te ferrando no Uno; na verdade, ele estava adorando te admirar com uma camiseta antiga dele, o cabelo começando a encaracolar por estar molhado, o rímel borrado.
Tinha um sorrisinho sacana adornando os lábios bonitos, porque sua aparência poderia ser o equivalente a você… você depois de fazer amor. Com ele. Só com ele.
— Vai, compra seis, o Jaemin jogou +2 antes — você revirou os olhos, o que só serviu como material fresco para as fantasias de Gabriel, como praticamente todos os amigos cariocas dele o chamavam. Hyuck precisava te tirar dali, precisava te levar pro próprio quarto — o lugar sagrado onde ninguém entrava, pelo menos não alguém que ele quisesse comer. As fodas casuais de Haechan eram sempre fora do apartamento: num barzinho, num quarto de motel… mas você fazia com que ele tivesse vontade de fazer o certo, de te beijar devagar enquanto conhece seu corpo aos pouquinhos, pondera sobre onde tocar primeiro, cria um mapa mental de sensibilidade — pra saber onde você mais gosta de ser tocada, onde provoca um arquear, mesmo que sutil, onde arrepia, onde faz cócegas.
— Vamo ter que parar esse jogo, tão mandando mensagem no grupo. É aquela porra de projeto de novo, ____.
Você abriu a boca pra dizer algo — “deixa eles resolverem” estava na ponta da língua —, mas Haechan te olhava daquele jeito que dizia que existia algo a mais, enquanto estendia a mão pra você se levantar. Você o fez, segurando a palma estendida no que durou um átimo de segundo, o suficiente para o seu corpo esquentar violentamente.
O plot twist é: queria Hyuck tanto quanto ele te queria.
Só vocês dois não enxergavam a ânsia doentia de um pelo outro.
— O Jaemin é legal, né?
— É — você assentiu.
Era a primeira vez entrando no quarto dele. A primeira vez que Haechan fechava a porta atrás de você e te encarava, a luz acesa como você, irradiando calor, o coração trabalhando duas vezes mais, como se estivesse próxima de uma parada.
— Posso testar uma coisa?
Ele se aproximou, e você recuou um passo de forma automática. Haechan avançou mais um passo, e você retrocedeu. Ficaram nessa brincadeirinha sutil entre olhares, sorrisinhos e passos, até você esbarrar na cama — sem ter pra onde ir. Seu limite. Encurralada.
— Meu bem, escuta o que vai acontecer — Haechan segurou seu rosto. Ele não era exatamente alto, mas havia uns bons dez centímetros de diferença entre suas alturas. Você anuiu. Naquele momento, seu amigo da faculdade podia pedir, com jeitinho, para você agir feito uma cadela — e você o faria, porque seu cérebro tinha uma nova fixação: de sorrisinho fácil, que falava fazendo beicinho e era manhoso pra caralho.
— Vou inventar uma desculpinha, você vai ficar aqui me esperando. Já parou de chover, o Uber vai buscar o sonso do Jaemin e a minha colega e…
Você esperou, ansiosa. Mesmo tendo pegado chuva, Haechan ainda tinha aquele cheirinho frutado do perfume. Ele conseguia sentir sua essência também — no colo, nos seus cabelos molhados. Gostaria de se ajoelhar, te adorar com a boca, ver você se desesperar por uma sensação que percorre o corpo inteiro e que você jamais sentira.
Ele genuinamente queria ser o seu primeiro. E, quem sabe, o único.
— E aí eu vou te beijar desse jeito — Haechan gostou do tom rosáceo que se espalhou nas suas bochechas quando os lábios dele encontraram os seus num selinho inocente — e depois um pouquinho mais forte.
Ele arfou quando você encontrou o caminho para debaixo da camisa dele, sorriu na sua boca, indecente, como se toda aquela noite fosse uma preparação para aquilo.
— E aí a gente vai se pegar gostoso.
Dessa vez foi você quem sorriu. O beijinho tinha te deixado molinha, a respiração ligeiramente irregular, os dedos tateando a pele dourada dele.
— Me fala que você quer isso — Haechan pediu, os olhos dedicados aos seus, o polegar acariciando sua bochecha, o quadril encaixado contra o seu de uma forma meio obscena, do jeitinho Gabriel de ser.
— Eu quero. — Você anuiu com a cabeça, os olhos provavelmente brilhando. Beijou-o mais algumas vezes, de levinho, com a língua. Usou seus poucos conhecimentos no assunto, mas era natural beijá-lo — como se fosse uma necessidade biológica ter a boca do Hyuck contra a sua. Definitivamente, você não tinha ideia de como viveria depois daquilo.
— Puta merda, acho que tô duro.
— Com uns beijinhos?
— Minha filha, você já se olhou no espelho? Tá vestindo a porra de uma camiseta velha e tá uma gostosa do caralho.
— Fala de novo.
— Gostosa do caralho? — ele pendeu a cabeça um pouquinho pro lado, como um cachorrinho confuso, e você sorriu, anuindo. Deu dois tapinhas no peitoral dele, incentivando-o a prosseguir com aquele plano inicial que envolvia os dois sozinhos e muita pegação.
— Eu já volto, gostosa.
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