Dimitri stood near the rubble in the cathedral. He didn’t know if he was alone or not. While the voices in his head screamed for justice, he had gotten so used to them that he truly couldn’t tell if they were real people’s voices or not. For all he knew the pews could be empty and everything was in his head. Usually it was and that was all Dimitri listened to. He had gotten so used to being on his own that being around the living made the voices ring in cacophony.
There had been several occasions where people had tried talking to him but the boar always drove them away. The persistent ones were his friends-no, former classmates. They were a bit harder to get rid of, he had to come up with a different tactic for each one. Ingrid would tell him about the state of Fhirdiad to which he would just tune out until she left. For Ashe, he just barked at to go away. Dimitri felt a little shameful at his reaction, but hey, it worked. The professor would just accept his request to be left alone and leave. His other classmates had yet to approach the feral beast. Dimitri figured they all feared for their lives around him... He didn’t blame them.
The most determined of the Blue Lions was Mercedes. She frequently visited the chapel to pray but she always did it so close to Dimitri. It was a routine that he couldn’t just ignore like the others. In fact, here she was, right on the dot.
“Why are you here.” he asked in a growl-like voice.
Trouble on the road again;
Trouble's i said like it have to rain;
Trouble on the road again;
Every day, my poor heart say.
I know them knee's are trembling;
Like everything is wrong;
In the top they are stumbling tryin to carry on...
As mensagens trocadas a pouco com Remus fora como se recebesse um balde de água fria através do celular, sabia que a responsabilidade por aquilo era única e exclusivamente sua, mas isso não fazia diminuir o arrependimento que tão cedo o atingira. Sirius era impulsivo e isso não era segredo algum, ele agia sem pensar nas consequências, principalmente quando acreditava estar certo, e, para ele, era uma certeza que uma noite tendo sua liberdade para beijar e curtir a festa com quem quisesse, era tudo o que precisava para esclarecer que seus sentimentos crescentes por Rem era apenas algo passageiro.
Muitos eram os fatores para que o moreno pensasse dessa forma, primeiro porque boyfriend material não era o estilo de Black, mas sim o típico pegar sem se apegar, afinal, a única vez em que realmente se apegara as coisas não haviam terminado de um jeito bom, sua própria família dera conta de destruir o amor do jovem Sirius, inclusive, ai está uma coisa que para ele é realmente uma incógnita, o amor. Pode-se afirmar que o amor não é algo que rodeia os Black e isso pode gerar consequências intensas, o amor pode machucar, mas a falta dele machuca muito mais. Sirius Black estava reaprendendo com Remus Lupin o significado diferente que esse sentimento pode ter, mas isso, de certa forma, o assustava.
Não queria colocar o outro na ponta de uma mira aonde quem segurava o gatilho eram pessoas como as da sua família, na verdade, não queria machucar o mais novo de nenhuma forma, nem mesmo com suas próprias atitudes erradas do qual Orion sabia cometer constantemente, Lupin era precioso demais para ser ferido e mais cedo ou mais tarde isso aconteceria, Sirius achou que se afastando resolveria os problemas para ambos. Nunca esteve tão enganado.
No entanto, por muito que sentisse a culpa lhe pesar nos ombros, aquele devia ser um dia para se comemorar, afinal, era o seu aniversário! Uma data que o maroto passara a comemorar de fato somente depois de encontrar amigos tão preciosos quanto os que tinha, e que agora lhe era de extrema validade. Tinham acabado de sair de uma festa grande em Hogwarts, então tudo o que precisava para comemorar seu dia eram as pessoas mais próximas a si, talvez indo para o apartamento que dividia com Remus e Marlene, algumas pizzas e uma conversa boa, seria o remédio para curar seu humor.
Saiu da sala antes de sua aula terminar, um exemplo que não deveria seguir, considerando que agora Sirius era um bolsista que já não mais dependia do dinheiro dado de mau gosto por seus pais, porém, sua atenção já estava perdida a um bom tempo e não seria produtivo continuar ali. Tinha em mente pegar sua moto e escapar do Instituto para ir até o apartamento que lhes pertencia, Marlene estava lá cuidando do cachorro que os três abrigaram depois do maroto encontra-lo nos arredores da festa de Halloween. Seguia pelos corredores distraído consigo mesmo, pensando em Remus, para ser mais exato, e nas mensagens cheias de uma frieza que não era normal do outro. Por culpa disso ouviu muito vagamente que o assunto correndo de pessoa a pessoa parecia ser o mesmo, sua mente distante pegou partes de alguns comentários;
“Uma pena mesmo, uma grande tragédia.”
“Sempre achei aquela garota meio problemática, nem me surpreendo.”
“Que triste ver uma vida tão nova se perder.”
“Anne Portman fez o que??”
Aos poucos ele franziu o cenho e levantou ao olhar, como se despertasse para o que o cercava, havia gravidade no que diziam e por isso ele ouviu com mais atenção. Quando o nome de Anne cruzou novamente o assunto, Sirius precisou parar de andar, se aproximando de alguns conhecidos do time de futebol. “Hey, dude. Do que é que todos estão falando?” A expressão do outro rapaz lhe surpreendeu, parecia receoso com a pergunta feita pelo maroto, quase como se sentisse pena de contar-lhe. “Você não soube? A Anne Portman, cara, ela morreu. O jornal acabou de publicar a matéria, foi encontrara hoje cedo pelos pais...” Mas ele já não ouvia mais, parou de ouvir logo depois da primeira afirmação, um arrepio se espalhando por ser corpo, se segurou firmemente na ideia de que aquilo tudo era um tremendo engano.
Piscou os olhos algumas vezes, se afastando dos garotos sem dizer mais nada, envolto por uma camada de choque e um leve torpor. Pegou o celular, havia uma mensagem de Remus, mas ele precisou a ignorar, acessando o site aonde as matérias do jornal eram postadas e ali estava a ultima atualização recente, um comunicado do próprio Dumbledore sobre a morte de Anne, mas devia ser um engano, é claro, podia ser um trote ou um erro. Era difícil de acreditar, na verdade, Black não queria acreditar. Anna era um componente presente em sua vida desde sempre, uma vez que os Portman e os Black eram vizinhos, assim, ainda que não tivessem uma amizade tão intensa, eles haviam crescidos juntos, por vezes brincavam, Sirius, Anne e Regulus, e então cresceram e era engraçado como os Portman insistiam na ideia de que um dia Anne se casaria com algum dos filhos dos Black, Sirius era o plano inicial, mas devem ter desistido da ideia depois do rapaz se tornar a decepção da família.
Durante esse tempo ele continuou caminhando até o estacionamento do instituto, a passos rápidos e duros, quase automáticos. A garota era uma das amigas mais próximas de Regulus e o peso daquela dor também lhe atingiu em cheio. Leu a postagem de Dumbledore mais uma vez, a respiração mais pesada em seus pulmões, até que alcançou sua moto, guardando o celular no bolso ao mesmo tempo em que tirava as chaves dali, colocando o capacete e subindo na Harley Davidson, precisava da velocidade e do vento lhe batendo no rosto, precisava ter a certeza de que aquela noticia era verdadeira, precisava, naquele momento, ir até a casa dos pais.
Saiu pelos portões do instituto e acelerou sem pensar muito nesse fato, a cabeça cheia demais, tanto pela culpa do erro que cometera com Remus, quanto por Anne. Será que Sirius havia errado mais uma vez? Falhado em ser um bom amigo e estar ao lado da loira quando, aparentemente, ela estava precisando? Não tinha muito tempo desde que descobriram que iriam cursar Direito juntos e Sirius prometeu acompanha-la nos trabalhos em dupla. Acelerou um pouco mais pelas ruas movimentadas, a vista embaçada por lagrimas que transbordavam contra a sua vontade. Piscou para se livrar delas, piscou os olhos com força e demoradamente, não devia chorar, devia ser forte, mas o vento que lhe batia no rosto não era o suficiente para acalentar seu peito naquele momento.
Abriu os olhos tarde demais, quando já sentia o impacto e coisas demais acontecendo ao mesmo tempo, havia causado uma colisão, mas a rapidez e a confusão não lhe permitiam compreender, viu-se indo ao chão e logo depois a dor por cair com força e de forma errada, seu corpo estava quente e ele não conseguia medir a dor se espalhando, mas tinha certeza que as lagrimas que ainda molhavam seus olhos não eram por isso, ou talvez fosse, ele não saberia dizer, não saberia dizer mais nada. Fechou os olhos e se permitiu cair na inconsciência.