Conheça mais de @tsu_heey!
NOME: Hee Young
USER DO TWITTER: tsu_heey
DATA DE NASCIMENTO / IDADE: 26 de Março de 1987 / 32 anos
GÊNERO: Feminino.
NACIONALIDADE: Coréia do Sul.
ETNIA: Coreana.
OCUPAÇÃO: Proprietária do Flash Disc Shop, psicóloga comunitária em Chitose.
Residente em CHITOSE desde 2013.
PERSONALIDADE
“Trocar amor por raiva não é uma prova de superação, é uma prova de sofrimento eletivo, nada mais.”
Hee-Young é, acima de tudo, movida pela esperança. Depois de tudo o que passou em sua vida a última coisa que gosta de cultivar em seu coração é ressentimento, mágoa ou rancor. Ela é do tipo que olha as coisas por uma perspectiva diferente justamente por gostar de ajudar as pessoas, e com isso considera estar também ajudando a si mesma.Alguns diriam que ela é inocente ou ingênua por toda tranquilidade que transmite, mas no fundo, Hee-Young apenas prefere acreditar que as coisas acontecem em seu devido tempo; e que nenhuma dor é eterna.
PASSADO
Quem diz que solo mal cuidado não dá frutos definitivamente não conheceu, ou conhece Hee-Young.
Vinda de uma criação rígida de uma fanática religiosa e um alcoólatra, Hee-Young não teve muito contato com o mundo exterior até seus 10 anos. Graças aos ensinamentos da mãe, mesmo que falhos e voltados apenas para o consumo religioso, Hee-Young aprendeu a ler e escrever em casa. No entanto, quando posta em comparativo às outras crianças de sua idade na escola, Hee-Young ficou muito atrás. Seus pais eram contra os ensinamentos dados na escola, mas já não tinham total controle sobre a menina que, a partir dali parecia cada vez mais empenhada em tornar a vida deles um inferno.
Envolvida sempre em brigas que não eram suas, em prol daqueles que precisavam de ajuda, muitos diriam que Hee-Young estava apenas agindo como uma boa samaritana, mas no fim do dia Hee-Young queria apenas chamar a atenção dos pais da pior forma possível. Principalmente depois de descobrir ter um irmão mais novo fora do casamento, por parte do pai; envolvendo-se em brigas contra tudo e todos que pudessem vir a machucar seu irmão, Hee-Young passou a chegar em casa coberta de hematomas, o cabelo desgrenhado e um palavreado chulo que nenhuma criança de sua idade deveria de fato conhecer. Passou a se envolver em brigas maiores que ela mesma, com garotos mais velhos, e mesmo que não estivesse de fato inserida no mundo das drogas, ninguém parecia querer discutir quando ela dizia que podia “descolar” qualquer coisa para quem quisesse.
Os pais já estavam saturados daquele comportamento, chegando a cogitar a ideia de possessão demoníaca; afinal, o que mais poderia estar acontecendo com a menina se não isso? O pior, porém, ainda estava por vir.
Se tornando ‘adulta’ muito cedo, Hee-Young envolveu-se com as pessoas erradas em um timing impressionante, no sentido ruim da palavra, Hyungwon sendo a única pessoa com quem Hee-Young se sentia realmente confortável para falar sobre a sua vida, por mais que o irmão fosse bem mais novo, ela tentava da forma que conseguia ser um exemplo para o outro. Ela teve por consequência de toda rebeldia sua primeira experiência sexual aos 13 anos, com um aspirante a médico que nunca de fato quis saber da vida da garota, queria apenas “provar seu valor”, quando na verdade não passava da própria escória da sociedade por manipular uma garota tão nova; tirando sua virgindade com a alegação veemente de que fora consentido. Hee-Young nunca chegou a negar seu consentimento, mas também, já não tinha mais noção do que de fato era consentimento e o que era coesão.
Para a sua própria desgraça, e o restante da degradação familiar, Hee-Young engravidou do tal indivíduo. E até os 7 meses de gravidez ficou reclusa em sua casa, escondida do mundo para evitar maior vergonha aos pais, com exceção somente do irmão mais novo que acompanhou de perto a degradação de Hee-Young até, por fim, o bebê decidir apresentar-se por vontade própria, vindo ao mundo antes do planejado. Em se tratando de uma gravidez de risco ninguém de fato esperava que a criança fosse sobreviver, ou talvez nem mesmo a própria Hee-Young aguentasse o procedimento. No entanto, no fim das contas ambos sobreviveram, aos trancos e barrancos, porém como vítima constante de pais que já não tinham qualquer apreço pela própria filha, a criança foi dada para a adoção. Para Hee-Young, foi dito que a criança morreu durante o parto, posta para a adoção pelos pais dela como forma de poupar ainda mais vergonha ao nome da família.
A vida de Hee-Young deu um salto carpado para trás à partir daquele momento. A garota já não tinha amigos antes da gravidez, então após a gravidez sua vida pareceu retroceder tanto que ela precisou aprender da pior maneira como era estar sozinha em um mundo tão cruel, contando apenas com a presença e o apoio de seu irmão para superar toda desgraça que vinha uma atrás da outra. Foi com muita garra que ela concluiu seus estudos, mesmo depois de ter sido abandonada aos 16 anos pela mãe que só sabia viver afundada no desgosto de ter uma família ‘desvirtuada’, sendo obrigada a trabalhar em qualquer coisa que lhe desse sustento suficiente para não morrer de fome, uma vez que seu próprio pai tornara-se um inválido devido ao álcool.
PRESENTE
Aqueles que conhecem o passado de Hee-Young imaginavam que certamente ela desistiria no meio do caminho. Mas foi exatamente esse pensamento que a impulsionou a seguir um caminho diferente daquele que ‘se espera’ de alguém que sofreu como ela.
Apesar de ser constantemente lembrada que a vida não é fácil, e que jamais seria fácil, Hee-Young lutou com unhas e dentes para chegar aonde está hoje. Depois de muito trabalho árduo, ela finalmente conseguiu entrar para a faculdade sendo bolsista; cursou psicologia por genuíno interesse em converter todo o ódio que lhe fora ensinado no passado, em amor. Em ajuda. Em caridade. Por incrível que possa parecer, Hee-Young não guarda ressentimentos do passado, muito pelo contrário, é grata por ele. Pois sem ele, ela jamais seria capaz de se tornar quem é atualmente. Com esse pensamento em mente, Hee-Young procurou trazer, da mesma forma que Hyungwon fez consigo no passado, conforto ao irmão mais novo. Incentivando-o principalmente nos estudos, mostrando que ele não estava sozinho e que, ao contrário do que todos poderiam pensar, eles seriam sim uma família enfim. Superando todas as adversidades que poderiam falar sobre “linhagem sanguínea”, afinal, família não precisa ser diretamente ligada pelo sangue; Hee-Young considerava Hyungwon mais de sua família do que o próprio pai, ou mãe, que ainda estavam vivos em algum lugar.
Sua graduação pode ser tida como a parte mais ‘normal’ na vida de Hee-Young, ainda que também tenha sido a parte de sua vida onde, uma vez mais, tudo girou em 360º e de ponta cabeça ela descobriu quem de verdade eram seus pais.
Quando estava já para finalizar sua graduação Hee-Young podia dizer que estava genuinamente feliz. Prestava auxílio psicológico aos pacientes do hospital onde fez residência, às vezes até mesmo auxiliando enfermeiras e médicos por pura curiosidade e vontade de ajudar. Nada muito complexo, coisas simples que levariam-na a um conhecimento básico sobre primeiros socorros. Estes que, no entanto, não foram o suficiente para salvar seu pai que, em seu leito de morte revelou os segredos guardados. No auge dos seus 24 anos, descobrir que na verdade seu filho estava vivo fora choque suficiente para deixá-la desnorteada o bastante para repensar sua ideia de continuar vivendo em Busan.
E como desgraça pouca é bobagem, o tal indivíduo “pai” de sua criança decidiu aparecer de novo, fazendo com que tudo voltasse à tona e Hee-Young não fosse mais capaz de aguentar.
Ela deixou a residência de lado, focando apenas em finalizar sua graduação em paz. Indo de casa para a faculdade, da faculdade para casa, Hee-Young decidiu ir em busca do que sabia sobre seu filho. O que, infelizmente, trouxe mais frustrações do que esperanças, pois não havia qualquer sinal da criança em qualquer lugar, uma vez que ela não fazia ideia de para quem os pais deram sua criança. Menos ainda seu sexo, pois nem a isso ela teve o direito de saber… Menino? Menina? Seu bebê estava vivo, afinal? Tantas perguntas, e a constante insistência de seu passado em bater na porta estavam-na assustando, tirando-a dos eixos. Já não era viável continuar em Busan.
Assim Hee-Young com seus 26 anos vendeu tudo o que tinha após a graduação e investiu quase todos os seus ganhos em uma casa pequena em Chitose, na ilha de Tsushima. Uma casa onde ela poderia, eventualmente, atender poucos pacientes que tivessem interesse. E ainda, o que sobrou de seu dinheiro abriu uma pequena loja de discos, afim de complementar sua renda de alguma forma.
Atualmente com seus 32 anos ela presta atendimento psicológico e primeiros socorros aos que a procuram de forma comunitária, em sua própria casa. Aqueles que desejam ajudar em sua renda, assim como em na Flash Disc Shop, ela apenas recebe uma quantia simbólica. Fora assim que encontrou uma forma de deixar o passado no passado, e em Chitose ela enfim conseguiu reconstruir sua vida.
FUTURO
O futuro é incerto, mas para Hee-Young isso não é problema; muito pelo contrário, é essa expectativa pelo desconhecido que a motiva a continuar todos os dias. Não pode dizer que tem a vida que sonhou mas, acima de qualquer coisa, ela gosta da vida que tem.
O passado ainda está no seu encalço, e ela sabe que tudo pode acontecer, ou nada pode acontecer, e é com olhos de esperança que ela prefere não pensar demais no que pode acontecer e se concentra apenas no que já aconteceu e o que pode fazer para que seus erros não se repitam.
ORIENTAÇÃO SEXUAL: Pansexual.
TEMAS DE INTERESSE: Angst; Crack; Fluff; General; Romance; Smut.
FACECLAIM: Lee Sunmi, solo.