Herberto Helder, Ascenção dos Hipopótamos, 1966 Funchal, Escola Salesiana de Artes e Ofícios Folha desdobrável de 6 páginas com poemas visuais, 27 x 14,5 cm (x3)
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Herberto Helder, Ascenção dos Hipopótamos, 1966 Funchal, Escola Salesiana de Artes e Ofícios Folha desdobrável de 6 páginas com poemas visuais, 27 x 14,5 cm (x3)
“Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado. Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos, com os livros atrás a arder para toda a eternidade. Não os chamo, e eles voltam-se profundamente dentro do fogo. — Temos um talento doloroso e obscuro. Construímos um lugar de silêncio. De paixão.”
Herberto Helder
"Não sabia que todo o poema é um tumulto que pode abalar a ordem do universo . Agora acredito."
Herberto Helder https://pt.wikipedia.org/wiki/Herberto_Helder
Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado. Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos, com os livros atrás a arder para toda a eternidade. Não os chamo, e eles voltam-se profundamente dentro do fogo. -Temos um talento doloroso e obscuro. Construímos um lugar de silêncio. De paixão. - Herberto Helder, Poemas Completos
Só morremos de nós mesmos.
Herberto Helder, Servidões
Herberto Helder, "Os Passos em Volta"
se te destinasses a longas fomes, longas correrias, longas carnificinas, lobo, insociáveis fomes de cordeiros quentes ¡que leves de tão primeira substância! e eras voraz sim ¿mas quem, fechado sobre a carne doce e confusa, te tocasse quando te abrias pela boca come que cheia de música, e ouvisse nessa como que música rouca o inaudível?
— Herberto Helder, em "A faca não corta o fogo: súmula & inédita".
A noite é não ter amor senão em luzes.