Capitulo 10 - parafilia
POV JUSTIN BIEBER
Não era fácil acordar quando seus olhos mal conseguiam abrir. Sinceramente nunca tomei tanta tequila em toda a minha vida, estou péssimo. Minha cabeça dói um pouco, meu corpo está cansado e agora sinto como se pudesse cair a qualquer momento.
Viollet está nua, a bunda arrebitada em evidência, fora dos lençóis. Como uma bela provocação ás seis da manhã.
Eu não dormi mais que 40 minutos, meu mal era sono ou a bunda dessa mulher virada para mim.
Sento na cama, me encostando na cabeceira. Os cabelos jogados para o lado, alguns fios em seu rosto, ela dormia como uma criança. As mãos embaixo da cabeça, os seios expostos e as pernas juntas de lado.
Realmente Viollet era feita por deuses. Esse era um dos motivos pelo qual me casei com ela. A mulher que todo homem queria na faculdade, aquela que tinha uma bunda espetacular a ponto de parecer com uma puta latina.
Levanto da cama antes que o despertador toque, puxo os lençóis para cima cobrindo o corpo dela. O que me deixa mais ensandecido era a marca das minhas mãos em sua bunda.
Tinha passado dos limites com ela, que merda eu fiz?! Minha esposa estava apanhando enquanto eu a comia em um estacionamento. Isso era imperdoável! Claro que eu gostei, mas ela é minha mulher, o que pensariam dela depois? Que é uma verdadeira puta.
Pego meus óculos e vou até o banheiro, ligo a torneira e mal consigo me encarar no espelho. Meus olhos ardem. Abaixo o tronco deixando o rosto próximo a água, coloco as mãos juntas embaixo e molho meu rosto.
Pela primeira vez eu estou com medo dela, aquela sensação estranha de que a qualquer momento Vivie pudesse surtar e falar com seus advogados e me tirar tudo, até o cachorro.
Coloco meus óculos para concluir minha higiene matinal, deixo a porta aberta. Aliás, não é confiável ficar em um banheiro quando uma mulher sabe que seu marido está tendo atividades extra conjugais.
Mas o que eu posso fazer? Aquelas piranhas faziam o que eu gostava, menage, atm, anal, meu Deus! Tudo o que ela fazia era maravilhoso, aquela puta me deixava maluco quando se trata-va de me surpreender na cama.
Só que Viollet estava ficando pior, a cada vez que transamos sinto que ela procura fazer as coisas mais sujas possíveis. Incluindo, engolir gozo. Diane não fazia isso, Ana nem se quer gostava de sexo oral e Gina mantinha nossa relação cada vez mais fria.
De algum modo era divertido trepar com elas, com todas elas juntas. Se um homem tivesse tudo o que eu tenho, com toda certeza ele entenderia melhor o que é ser um homem de verdade.
Mas a situação era totalmente diferente, minha mulher sábia. A melhor amiga dela sabia, aquela louca era meu maior problema é eu tinha certeza que ela fodeu o meu carro. O que eu poderia fazer agora? Se for me encontrar com Diane posso acabar com meu casamento, e isso é a última coisa que eu quero fazer na vida.
Por mais que Viollet diga que não se importa, ela realmente não estava nem aí. Mas eu não iria conseguir olhar a cara dela depois é um atm, não iria conseguir dormir ao lado dela quando ela sabia que eu tenho acabado de transar com outras.
Um peso na consciência me bate, não só pelo fato de está traindo minha esposa e sim pelo fato dela ser melhor que todas as outras, mas nunca poderia fazer isso, ela é minha santa maculada , a mulher que faz meu café da manhã! Porque merda eu comeria seu cu e depois colocasse meu pau em sua boca? Era nojento fazer isso com Viollet, e repugnante imaginar fazendo ass to mouth com ela.
Certas coisas eu prefiro priva-lá.
Volto para o quarto com uma toalha enrolada na cintura, para minha surpresa ela não estava mais na cama. Olho ao redor do quarto e não vejo nem sinal de Viollet e da sua cadela por lá. A porta estava aberta.
Desço as escadas a sua procura e sinto o cheiro de bacon vindo da cozinha. Lá estava ela, de calcinha cozinhando para mim.
Encosto na soleira da porta com os braços cruzados, observo ela com as costa desnudas, os cabelos em um coque e sua bunda engolindo aquela calcinha de renda. Eu realmente preciso ir trabalhar, mas isso estava me dificultando.
Quando ela vira para mim, dá um sorriso surpreso e me aponta a jarra de suco.
-Acabei de fazer, pode beber.
Devo confiar numa mulher que sabe que está sendo traída? Se aquilo tivesse veneno?
-Obrigado, estou sem fome -minto, realmente estava cismado. Caminho até o banco da bancada da cozinha e me sento. -Pensei que iria dormir até mais tarde.
-Poderia, mas tenho umas coisas a fazer com Lauren.
-Essas coisas não é me perseguir pelos cantos, é?
-Claro que não! Foi um erro que cometi, nunca mais quero fazer isso.
-Erro?
-Sim! Foi um erro, porque eu queria realmente sentir raiva de você mas eu não consigo. -ela serve para mim, ovos, bacon e torradas. Não iria resistir com meu prato bem na minha frente.
-Nunca deveria ter feito isso.
-Mas fez! -ela dá um sorriso falho e se vira para pia, pegando uma tigela com frutas cortadas. Viollet senta ao meu lado e não demostra nenhuma reação nova. A única coisa que faz e comer em silêncio enquanto eu comia devagar todo meu café da manhã.
Não me importei dela está de calcinha pela casa, até porque ninguém acordaria a essa hora para ver a parede de vidro onde a mulher desfilava semi-nua para os vizinhos.
O meu peso na consciência aumentava a cada segundo, eu sinto que devo desculpas mais do que nunca para ela. Mas Viollet age como se tudo aquilo fosse normal, não era normal! Mulher eu estou fodendo com outras vadias e você não dá a mínima?! Eu realmente sentia medo, realmente sentia que algo pior estava por vir. Um divórcio em silêncio? Um assassinato? Ela iria esvaziar minhas contas bancárias e me falir? Ou pior, ela vai me dar o troco?
Eu não consigo imagina outra pessoa fodendo minha mulher, por mais que eu quisesse ver e participar. Não queria que outro tivesse esse privilégio, não queria que outro tivesse aquela boca em seu pau, ela é boa demais para qualquer homem.
A dor da traição seria pior do que um tiro, me sentiria sem chão se soubesse que minha mulher estava com outro. Mas porque ela não se sentia assim? Ela não demostra nada, apenas continua sendo quem ela sempre foi: minha Viollet!
Termino meu café, levanto do banco ficando em pé por trás do seu corpo. Abraço ela por trás, agarrando seus seios em minhas mãos, aperto devagar, fazendo pressão nos dedos. Escuto seu gemido baixo com aquele ato, suas mãos ficam por cima das minhas.
-Obrigado! O estava ótimo. -beijo seu ombro, sua nuca e seu pescoço. Viollet ergue as costas um pouco para trás no momento em que beijo sua nuca mais vez.
-Não faz isso.
-O que? -beijo sua nuca mais uma vez, uso a ponta da minha língua durante o beijo, passando devagar na sua pele.
-Isso! Não faz! -ela tenta sair dos meus braços, aperto seu corpo mais forte -Justin, por favor! Me deixe ir.
-Ir onde?
-Tomar um banho, preciso sair daqui a pouco.
-O que você vai fazer as sete da manhã na rua? Está de férias, nenhum shopping abre essa hora da manhã e a gente tem comida o suficiente para dois dias.
-Vou ajudar Lauren nas compras dela.
-Ela não sabe fazer isso sozinha?
-Somos amigas, eu ajudo, ela me ajuda. -se ajudam tanto que andam em motéis juntas e destroem carros.
-E se a gente sair hoje?
-De novo?
-Qual o problema? -ela se inclina para o lado, tentando olhar o meu rosto. Solto um pouco mais seu corpo deixando Viollet se virar para mim.
-Se for pela noite tudo bem, mas agora eu tenho assuntos pendentes.
-Me promete uma coisa?
-Depende.
-Vocês não vão bancar as malucas e irem atrás da Diane? Vão? -ela estreita os olhos me encarando feio, como se o que eu tivesse dito fosse uma lastima.
-Eu? -pergunta incrédula -Porque merda eu iria atrás de uma mulher que dá pra você? Eu tenho mais o que fazer, acha que minha vida gira em torno de você e suas putas? Está enganado. Não é porque levanto cedo pra fazer seu café da manhã, que eu vou sair da minha casa para perseguir a piranha que você come.
Agora eu realmente tinha arruinado o clima, Viollet estava de pé tirando os pratos do balcão e praticamente os jogando dentro da pia.
-Me desculpe!
-Do que tem medo? Acha que vou estragar seu relacionamento com ela?
-Não existe relacionamento nenhum!
-Porque tem medo que eu a procure? Não é o suficiente você já procurá-la, agora eu tenho que ir também? -o descontrole estava começando a aparecer, a mulher calma agora encontrava-se com as mãos na cintura, me encarando do outro lado da cozinha.
-Não foi isso que eu quis dizer? Só não quero minha mulher com esse tipo de gente, não quero que você fique com essas coisas na cabeça. Não tenho nada com ela e nem com outra pessoa, foi só uma aventura casual.
-Eu passo semanas sem sexo, acha que devo ter aventuras casuais? -pergunta irônica.
-Não! Nunca! Você é minha mulher e ninguém vai te tocar.
-É você e o que meu? -sua última pergunta é como uma facada em meu peito, Viollet sai da cozinha pisando forte pela casa. Até a cachorra acompanha Vivie e eu fico com a cara mais idiota do mundo na cozinha sem saber o que fazer ou o que pensar.
Saio de lá tentando acompanhar Vivie antes que ela se tranque no quarto e me deixe sem roupas para trabalhar. Assim que entro no quarto ela se tranca no banheiro, por deus! Eu espero que ela não esteja chorando, eu realmente espero que ela esteja rindo.
Encosto na porta do banheiro, tentando ouvir alguma coisa. Bato algumas vezes.
-Amor, por favor! Sai daí!
-Vai se foder.
-Eu estou implorando, saia desse banheiro.
-Cala a boca e me deixa em paz!
-Eu não quis te ofender ou te magoar, por favor meu amor. -bato mais duas vezes -Me deixa pedir desculpas como se deve.
Tudo fica em silêncio, ela não responde é muito menos fala alguma coisa pra mim. Foram minutos assim, nem choro, nenhuma palavra dita por ela e o silêncio me torturava.
Já estava ficando atrasado, desisto dela. Vou me trocar.
Sua cadela estava em cima da nossa cama olhando para mim como se fosse me atacar. Agora deu! Uma louca trancada no banheiro e uma cachorra sem me deixar encostar na cama.
Olhando pelo lado bom, ao menos tinha feito meu café da manhã.
Quando estou pegando minha pasta, escuto o barulho da chave. Corro até a porta e vejo que ela deixou aberta.
Empurro devagar e não vejo nada demais! Viollet estava com os cabelos molhados, secando eles com o secador em frente ao espelho. Fico ao seu lado de frente para ela, tentando conseguir sua atenção.
Os olhos vermelhos, ela realmente tinha chorado ou poderia ser o vapor da água quente.
-Você sabe que eu não disse aquilo por mal.
-Tanto faz! -desliga o secador -Eu não estou afim de ouvir suas ladainhas. Escova os dentes e vai trabalhar ou foder por aí.
-Amor -seguro em seu braço, ela não se manifesta, não recusa quando a puxo para mim. Envolvo Viollet em meus braços, agarrando seu corpo. -Eu te amo, espero que saiba disso a cada segundo da sua vida.
-Eu sei que ama.
-Não está sendo irônica? Está?
-Claro que não! -ela sorri de uma forma esquisita, como se tivesse planejando alguma coisa.
-Vivie, preciso ir. Você pode ir lá se quiser.
-Porque iria? Já disse que meu mundo não gira em torno do seu! Tenho coisas a fazer.
-Que coisas?
-Assuntos de mulher. -ela sai dos meus braços e tira a toalha, filha da puta fica nua na minha frente e sai do banheiro como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Observo Vivie colocando uma calcinha vinho, um sutiã na mesma cor destacando ainda mais sua pele branca. Não iria sair de casa até ver o que ela iria vestir, se fosse um daqueles vestidos curtos eu juro que rasgo do seu corpo.
Para minha surpresa, ela coloca um short jeans, uma blusa social transparente que mostrava perfeitamente a cor do seu sutiã e um salto alto. Nada de joias, nada de maquiagem, apenas perfume. Ela pega sua bolsa e sai do quarto.
Poderia seguir Viollet, poderia tentar descobrir onde ela iria. Só que estou atrasado demais para isso.
Mas me corrói por dentro de tanta curiosidade.
POV VIOLLET
Bieber era tão sínico que me fazia ter ódio, eu deveria ter acertado ele com uma faca. Me pouparia de tanto pedido de desculpas que ele estava dando. Era o seu "máximo", com certeza alguém como ele não saberia o que fazer quando se é pego fazendo alguma coisa errada.
Na sua convicção, ele nunca erraria nada, desde cálculos até nas suas ações. O perfeito idiota!
Pego a coleira da Lana, esse era o nome que eu tinha escolhido para o meu "presente", coloco ela presa no carro e entro logo em seguida. Não espero Bieber vir até aqui se despedir é muito menos iria esperar seu carro chegar as sete e meia.
Tinha horário marcado às 8:00 e se Lauren não tivesse acordada iria foder com toda a lista de espera.
Deixo a janela do banco de trás aberta para que Lana coloque a cabeça de fora e fique latindo com qualquer pessoa que passe na rua. Eu estou amando essa cadela, era mais útil que Bieber.
Para minha alegria, Lauren estava na varanda da sua casa. Sentada em uma espreguiçadeira me esperando. Ela vê o carro e entra para casa, agora era só esperar a mocinha se despedir de Robin... Ou não!
-Vivie! -a voz dele me faz ter um susto, Robin estava de terno, tão bem vestido quanto o Bieber -Aí meu Deus, você agora tem um cachorro? Que mancada! Eu disse pro Bieber te dar um filho.
-A ideia foi sua?
-Justin é teimoso como um jumento, ele achava que te dando flores vai ganhar sua confiança.
-O que você faz pra ganhar a confiança dele? Esconde o relacionamento dona Diane? -Robin tira o sorriso do rosto e se afasta um pouco da janela do carro.
-Não tenho nada a ver com aquela vadia! Isso não foi ideia minha -levanta as mãos em rendição -Ele é maluco, não faço esse tipo de coisa.
-Não faz o que?
-Não traio minha mulher! -ele puxa Lauren pra ele -Minha rainha e única.
-Vão se pegar na minha frente?
-Qual é! Nada que você não tenha visto.
-Você não tem uma reunião? O que tá fazendo aqui com a Viollet? Quer ficar pobre? -Robin recebeu as ordens dela como um robozinho, foi em direção ao seu carro, entrou e deu partida antes de que Lauren entre no meu.
Às vezes a relação dos dois me assustava.
-A cadela vai?
-Lana.
-Ah! Tem um nome agora?
-Tudo tem que ter um nome não é? Inclusive Diane. -ela ri.
-Claro que tem! -ligo o carro e dou partida pelo outro lado do condomínio, Bieber não iria se meter a besta de encher o meu saco por aqui.
O que iríamos fazer era simples, Lauren quer aprender algo novo para usar com Robin e eu queria conversar com alguém que me fizesse abrir a mente para o sexo.
Por isso estávamos indo para aquela dominatrix, eu e Bieber tínhamos ido lá. Foi algo maravilhoso, eu realmente tinha gostado. Mas dessa vez o encontro não era na sua casa, se é que aquilo fosse uma casa.
Ela marcou em um café da cidade, pelas suas ordens ao telefone se não chegássemos as 08:00 iríamos perde nossa conversa. O jeito em que ela fala, sua voz, tudo o que ela fazia era superior a qualquer outra pessoa. Sentia firmeza em seu tom de voz, medo às vezes. Mas aquilo tornava tudo tão interessante, tão excitante a ponto de me deixar eufórica ao me encontrar com ela.
Quando a gente chega ao café próximo ao parque, pegamos uma mesa ao lado de fora onde poderíamos deixar Lana presa do nosso lado. Ainda eram 07:50. Faltava dez minutos para o horário marcado e não tinha visto ninguém usando um macacão de látex na nossa frente.
Um homem que estava lendo um jornal, seu cachorro ao lado, sentado mostrando o quão adestrado ele era. Lauren coloca sua cadeira ao meu lado para fazer "contato visual" com o cara.
Admito que ele era atraente a ponto de nos fazer olhar cada gesto que ele fazia. A maneira como pega a xícara, o jeito em que passa a mão esquerda no cabelo colocando ele para trás. Tatuagens nos braços.
-Eu quero acordar ao lado dele amanhã. -Lauren sussurra sem tirar os olhos do homem.
-Eu quero foder com ele agora.
-Thresome?
-Claro! -desvio à vista quando ele olha para nós duas. Lauren que estava com uma trança prendendo seus cabelos, logo a desfaz. Soltando seus cachos.
O homem nos dá um sorriso e deixa seu jornal de lado.
-Isso é péssimo! Fácil demais. -diz entredentes.
Do nada aquele homem fica sério, olha para as mãos e não faz nada. Apenas fica calado como se alguém estivesse o reprovando.
Uma mulher alta aparece próximo a ele, cabelos claros, uma pele branca e seu vestido florido conseguia marcar suas curvas perfeitamente. Ela dá de costas para ele e sorri para mim e Lauren.
Os olhos dela são azuis, suas unhas rosas. Aquela bolsa de marca famosa, eu me senti um lixo perto daquela mulher.
-Viollet eu já conheço, você deve ser Lauren. -no momento que ela abre a boca sinto meu corpo inteiro gelar, aquela mulher com toda classe que estava sentando na nossa frente era a dominatrix que espancou o rabo do Bieber?
-Oi, bom dia.
-Viollet não olha para ele, você sabe que ele lambeu seus pés e os do seu marido não sabe?
-Aquele homem?
-Sim! Um dos melhores advogados daqui, casado, três filhos e um belo fetichista. -ainda me encontrava perdida olhando para o decote dela, seus peitos são tão perfeitos, redondos é bem desenhados.
-Senhora dominatrix...
-Dani, por favor! -ela corrige Lauren -Me desculpem por ter falado aquilo do homem, mas Viollet precisava saber antes que ele desse em cima de você.
-É inacreditável.
-É nojento! Quem lamberia os pés do Bieber?
-Vamos ser diretas ao assunto, tenho outras atividades para fazer.
-Viollet pegou o marido trepando com outra em um motel da rodovia. -Dani faz um cara de nojo.
-Aquele cara?
-Aquele cara mesmo! Se me contassem eu não acreditaria, quem iria trair Viollet? Ela tem um rabo enorme e me ensinou a fazer sexo oral.
-Lauren!
-Então vocês já tiveram experiências juntas? -sua pergunta me faz sentir as bochechas queimarem, eu queria colocar minha cabeça dentro de uma xícara de café. Mas isso é impossível.
Lauren coloca a xícara na boca tentado disfarçar.
-Isso é um sim?
-Somos amigas desde o colegial, fizemos faculdades juntas e algumas vezes... Nos beijamos, só foi isso!
-Eu sei que foi. -ela fala depois de uma risadinha irônica, Dani nos deixava de alguma maneira desconfortáveis, não por ela e sim pelo ar que ela nos passava.
-A questão é que eu não quero deixá-lo, você não sabe o quanto eu amo esse homem e faria qualquer coisa por ele. Mas não posso deixar isso passar, porque eu sei que podem ter outras vezes.
-Sempre tem, mas isso é natural dos homens. Olha pra mim! Eu tenho dinheiro pra caralho so para realizar fetiches eróticos de gente doente. As mulheres deles encaram isso como algo bizarro, embora seja! Mas comigo eles têm todo o prazer, dividem com alguém o que tanto desejam e é isso que os fazem trair.
-Eu faço tudo que ele gosta.
-Não! Você não faz! O que tinha nos e-mails que você vi? Teve algo que você não conhecia?
-Sim! Era como se fosse siglas, a primeira é mais usava entre ele era ATM. -pelo sorriso que ela deu era algo estranho, eu juro por Deus que estou com medo do que seja "atm"
-Ass to mouth! Já fez sexo anal com ele e depois deixou ele foder sua boca?
-Ele não me deixa nem engolir o gozo dele, imagina isso!
-Isso se chama ATM, homens gostam de fazer atm para se sentirem superiores a mulher. Para eles esse ato e como se as corrompesse de alguma forma, eles se enxergam como deuses e nos mulheres como submissas, essa pratica para eles e como se mulheres fosse imundas, tirando o pau do anus que sabemos que não é um lugar muito limpo, e logo em seguida colocando ele na sua boca, mas não em um oral convencional. Ele realmente fode a sua boca.
Lauren estava com a boca aberta ao ouvir aquilo, para alguém que e pratica de bondage, atm seria algo inútil. Porém, ela mantinha-se atenta como se nunca tivesse feito aquilo.
-Eu faço isso se ele quiser.
-Ele não quer fazer com você, ele quer fazer com outras. Vamos ser sinceras, a mulher de casa nunca será como a mulher da rua. Você é como se fosse uma mãe com benefícios, ele tem casa, comida, roupas limpas e ainda pode de mamar procurando consolo de suas mágoas. Já a mulher da rua e aquele que vai dar a bunda pra ele e depois chupa-lo. Elas são as que eles enxergam como submissas.
-Se ele procura sexo na rua e porque o meu sexo não é tão satisfatório, eu sei disso! Sei que ele quer outras aventuras mas eu não posso perdê-lo assim. E se ela fizer mais coisas que eu não sei? E ele gostar?
-Tem outras coisas que você viu lá?
-Golden rain, Tróis, Gloryhole.
-Golden rain é nada mais que você urinar em cima dele ou ele urinar em você. Pode ser em qualquer parte do corpo, mas especialmente no rosto ou nas partes íntimas.
-É nojento!
-Não é não! -Lauren se manifesta a favor -Golden rain é uma das coisas mais poderosas para uma mulher da supremacia feminina. Mijar na cara do seu parceiro e como se estivesse humilhando ele.
-Supremacia feminina? Fez o dever de casa meu bem!
-O que é supremacia feminina?
-Eu sou uma dominatrix, mostro todo o poder de uma mulher contra um homem. Isso os excitam, homens gostam de se sentirem humilhado para chegarem ao orgasmo. É normal! Todos eles por mais poderosos que sejam, desejam que tenha algo que seja mais poderoso que ele. Nos dá supremacia ensinamos homens, adestramos, escravizamos.
-Você faz isso? -Lauren nega com a cabeça -Suspender o Robin não é humilhação?
-Eu pratico bondage com ele, amarro, algemo. Faço coisas menos Hardcore. O doente aqui é o seu marido que gosta de Gloryhole.
-Gloryhole é algo tão abominável assim?
-É uma espécie de cabine que tem buracos, onde a mulher ou o homem coloca os órgãos genitais nele e outra pessoa por fora da cabine matem relações sexuais. Mas, se seu marido gosta de Gloryhole, ele precisa ir em uma casa que tenha.
-Tem casas para isso?
-Aqui em seatle só existem três!
-Quem diria hein! O Justin viciadinho em meter o pau em buracos, literalmente.
-Para!
-É bem nojento não é? Você nem sabe quem é a mulher que tá fodendo ali, imagina se ela for feia ou se ela tiver alguma doença.
-Lauren, não tem como elas terem alguma doença. Casas de Gloryhole são bem seguras em relações com as meninas de lá.
-Isso é um tipo de prostituição sem o contato afetivo com a prostituta.
-Não! -ela bebe o café e depois respira fundo -Só é da casa quem se interessa por isso. Não é só assim, quero ser paga para transar com desconhecidos.
-Então Vivie, vai mijar na cara dele, se enfiar em uma caixa e deixar ele te comer por buracos ou vai um Tróis?
-Tróis?
-Menage, é um menagem o mais belo Thresome.
-Ele não deixaria que eu transasse com outro cara. -disse o óbvio, aquilo tudo era tão estranho que não parecia que estávamos falando do meu Justin Bieber. Outro homem se formava em minha cabeça, outro homem estava começando a me deixar intrigada, com medo é de algum modo excitada.
Os fetiches dele eram coisas que eu nunca tinha lido ou escutado alguém falando. Justin sempre foi um cara na linha, tem nojo do próprio sémen, não toma café morno, o café tem que está definitivamente quente onde ele possa queimar os lábios. Bieber nem sequer usa a mesma toalha 5 vezes seguidas!
Esse era o homem com quem eu casei, não um homem que queria ser urinado ou urinar na cara de outra pessoa.
Passo as mãos no meu rosto, desabo! A quem estou querendo enganar, meu jogo sexual não me manteria sã o tempo todo! Meu alto controle em relação à traição iria acabar me matando. Nosso casamento é perfeito e se eu surtar acabo perdendo quem realmente amo.
Não enxergava isso, não me via sem Justin Bieber ao meu lado reclamando a cada segundo.
-Querida? -sinto mãos tocarem os mês cabelos, fazendo um pequeno cafuné. Levanto a cabeça olhando para Dani, ela estava apreensiva -Você não está mal? Esta?
-Ele não é esse!
-Ele sempre foi esse, os desejos mais obscuros dele estão se rebelando e você não pode fazer nada contra isso. -ela tinha razão! Uma coisa como essas não deveria vir de agora, por muito tempo ele poderia ter escondido isso de mim.
-Ter uma mãe como a Pattie, até eu teria fetiches obscuros. -Dani começa a rir de nós duas.
-Acham isso obscuro?
-Não é?
-Não chega nem perto. Vocês realmente querem ver o que é obscuro?
-Vai fazer aquele cara lamber os meus pés novamente? -ela olha para trás e vê que o homem ainda estava na mesa.
-Não, mas você me deu uma ótima ideia. Estão de carro?
-Sim.
-Podem ir comigo em um lugar?
-Claro que podemos. -Lauren estava empolgado, ela quer aprender mais do que já sabe. Coitado do Robin é bem capaz dela querer fazer tudo de uma vez só e acabar assustando o cara.
Pedimos a conta e o cartão black da Lauren paga tudo. Dani nos diz que veio de taxi por segurança dela, nada de contato pessoal com os escravos. Não poderia sentir sentimento algum com eles e muito menos conversar com eles.
O único motivo dela está aqui foi que eu prometi que nunca mais iria procurá-la pela sua dominação. Ela não poderia mais me fazer ficar de joelhos para ela e lamber seus pés. Eu sabia seu "nome", sabia seu rosto e agora iria saber o local "secreto" onde estava nos levando.
No banco de trás estava Lauren com a cabeça da Lana no colo. Ao meu lado era Dani que me instruía as ruas para chegar no caminho.
-Fazemos reuniões, nessas reuniões nossos escravos se encontram, eles estão juntos mas não se falam.
-Então muita gente se conhece nesse meio?
-Desde homens comuns a mais poderosos.
-Fala o nome de algum poderoso. -Lauren praticamente grita.
-É como psicologia, não falamos nomes, é anti ético. Temos que manter em total sigilo.
-Como sabem das reuniões?
-Meu escravo conhece um amigo que se interessa por isso, ele dá uma senha a esse amigo é o amigo vai até o local. Nunca entram pessoas sem a senha, cada senha é diferente. Proibimos câmeras, celulares, e algumas outras proíbem seus servos de usar roupas.
-Na frente de todos?
-São todos iguais, eles são escravos. Nenhum está na condição de rir do outro.
A rua era mais deserta, o sol daquela manhã estava mais forte. Pego o óculos de sol na bolsa antes de descer do carro. Lauren trás minha cadela sem nem ao menos pergunta se era permitido.
-Ela pode entrar não é?
-Se ela sujar, você limpa. -foi quase uma ordem, aceito aquilo em silêncio apenas sigo Dani para dentro da casa.
Era uma casa normal, assim como a que eu fui com Bieber. No começo era tudo igual, nessa tinha móveis ao menos na sala. Em torno de três homens estavam sentados no sofá, homens bem vestidos, ternos caríssimos é muito bem afeiçoados. Eles estavam entretido com revistas de economia e nenhum deles olharam para nós.
Dani pega a corrente da Lana e a deixa amarrada próximo a uma escada. Ela some da nossa frente e volta com um pote de água para cachorros e ração.
-Tem cachorros aqui?
-Sim, você está perto de um deles. -ela se direciona ao homem grisalho na poltrona, ele tinha em torno de 40 anos ou mais. Pela sua pose de superioridade na poltrona, era difícil de imaginar ele como um cachorro.
-Como assim?
-Existem homens que se comportam como um cão, como cavalo, é realmente querem ser tratados como tal. -continuamos a segui-la pela casa. -A preferência deles em estarem aqui e pela zoofilia.
-Lauren vai buscar minha cachorra! -ela ri do meu pequeno desespero.
-Não! Eles não vão estuprar sua cadela ou algo do tipo.
-Eles vão imaginar! Meu deus!
-Viollet se acalma! Eles só vão observar o comportamento dela e adquiri-los. Existe a diferença é se portar como um cão e querer foder um cão. A zoofilia não é apenas o ato em si com animais, mas temos casos de homens que transam com peixes.
-Isso é possível?
-Quer ver vídeos? Pela sua falta de experiência em o que é Golden shower aposto que não sabe metade do que vamos ver aqui. -o corredor e simples e escuro, a luz vermelha era a única coisa que iluminava o local. Dani nos fala que ela não era reconhecida daquela maneira sem todo seu látex e saltos 22. Quando ela estava apenas de "Dani", os homens não tinham tanto receio quanto têm dela com um chicote nas mãos.
A casa era de uma amiga sua, o primeiro quarto que entramos é imenso. Ele é como se fosse um banheiro com 6 cabines, todas as cabines são de um banheiro normal, exceto pelos buracos nas divisórias.
-Está vendo isso? E onde seu marido tem fetiche. Gloryhole é um dos fetiches mais normais que existem no mundo, não tão conhecido mas em cada homem tem um pouco dele por dentro. Eles querem transar com alguém desconhecido e aqui é o local certo.
Ela nos abre uma das cabines onde tem uma mulher dentro dela. A mulher olha para nós e tira a boca do buraco que estava, dá um sorriso para Dani e volta a por a boca no buraco. No furo que estava atrás era a altura perfeita para sua boceta, alguém estava metendo nela enquanto assistíamos pela sua cabine, não só a boceta como também a boca.
Era estranho, sem toque, era um sexo "puro" onde a pessoa não se tocava, não ouvia os gemidos delas é muito menos poderiam se ver.
Dani nos chama para fora do quarto, aquela mulher que estava lá era uma praticante. Ela não era paga para isso e muito menos os homens que transavam com ela. O outro cômodo também era destinado a Gloryhole, mas aqui os buracos eram maiores, segundo Dani. Esses davam para passar metade do seu corpo, ficar se quatro para o parceiro ou com as pernas inteiramente livres para ele e o rosto escondido na cabine.
Esse tipo era destinados a casais que iam juntos, era mais "afetivo" ou a mulheres que não teriam medo de ser fodida em qualquer buraco e de qualquer modo. Dessa forma elas corriam risco de sofrer outros fetiches bizarros, como os de gente que gostavam de morder até sangrar. Segundo ela era um fetiche comum.
-Tratamos isso como fetiches, mas saibam que são parafilias, pequenos distúrbios sexuais. Antes de que me perguntem, eu sou psicóloga, sou formada e minha especialidade é o que eu mais gosto! O sexo! Desisti de tudo quando vi que ser da supremacia era o que me excitava e me dava dinheiro.
O outro cômodo era como o do porão da casa dela, tinha todo o tipo de brinquedos sexuais, tanto aquele objeto medieval onde suas mãos e cabeça ficavam presos até rédia de cavalo.
Como estava acontecendo uma sessão, uma dominadora estava com dois escravos. Dani pede para que nós duas esperássemos do lado de fora, até ela voltar com uma loira vestida apenas com corset de couro, botas com mais de 22 cm é um chicote nas mãos.
O quarto e iluminado por velas, tinham mais de cem acessas ao redor dele.
Um dos homens estava deitado no chão, ele tinha uma espécie de grampos presos ao mamilo e ela tinha um controle nas mãos. Já o outro estava de quatro ao lado da porta esperando que eu e Lauren entre na sala.
Assim que entramos, ela estala os dedos para o homem que se curva diante nós duas. Dani senta em uma cadeira e observa tudo calada.
O homem beija os pés da Lauren primeiro, ele começa entre os dedos dela, sua sandália era algo fácil para ele alcançar com a língua. Ela se desequilibra um pouco e segura em mim.
Pela sua cara algo tinha deixado ela balançada. Quando chega a minha vez ele beija o peito do pé e começa lambendo meus tornozelos, a sensação era ótima, como se estivessem estalando todos os meus ossos ao mesmo tempo, uma corrente elétrica pela espinha e todos os meus pelos se ouriçaram com aquilo.
-Chega! -o chicote bate nas costas do homem nu, ele se afasta. -Temos uma bela visita, duas mulheres querendo brincar com você.
Ela se referia ao homem deitado no chão, não sabia o que aqueles grampos faziam em seus mamilos mas ele gostava, o sorriso em seu rosto demostrava o quanto aquilo era bom. A mulher nos dá duas velas grossas, e diz para jogarmos a cera que derretia em cima dele, antes que ela derretesse em nossas mãos.
Lauren é perversa, ela é a primeira a fazer isso. Joga a cera quente da primeira vela, respigando do peitoral até próximo ao umbigo. Faço o mesmo que ela mas com um certo receio ao ouvir o homem gemer de dor.
Ele recebe uma chicotada no meio das pernas, meu Deus! As bolas dele iriam machucar.
-Quem deu permissão para falar, escravo?
-Ninguém, senhora! -outra chicotada que me faz até fechar os olhos.
-Porque está falando? -mais duas chicotadas seguidas -Cale a boca, escravo.
O que Lauren tanto queria saber estava acontecendo em nossa frente o trampling, era algo que eu sabia já que a mesma tinha me dado um dvd sobre isso.
Aquele salto parecia perfurar a pele do homem, ela pisava em cima dele, em cima das suas bolas e nenhum resmungo ou grito vindo dele. Era como se aquilo fosse a coisa mais excitante do mundo.
Dani nos pede para sairmos, mas antes disso o outro "escravo" beija nossos pés mais uma vez e agora recebe uma surra de açoite por isso.
Ao sair do quarto Dani nos fala que ele é um podólatra. Seu maior fetiche está em pés e que isso faria com que uma de nós gozássemos sem ao menos ser penetra ou chupada nas partes íntimas.
-Isso é possível?
-No pé tem vários pontos onde dão mais prazer do que um homem chupar seus seios e até mesmo seu anus. O pé a região que mais sentimos, ou seja... E onde a gente goza sem ser penetradas.
-Nao é meio nojento?
-Não! É bem mais excitante do que parece. A podólatria é uma das coisas que todos os homens deveriam ser! É considerado uma parafilia porque eles não se controlam ao vê pés, temos homens que gozam apenas em tocar. Já outros, sabem fazer o que aquele homem fez em vocês.
-O que ele fez na gente?
-Sentiu como se estivesse prestes a ser tocada na boceta mas ele estava longe demais para isso, seu corpo reproduz todo hormônio que precisa pra encharcar sua calcinha, suas pernas pesam e você quer enfiar o resto do pé na boca dele. -a maneira como ela descrevia, fez Lauren murchar com sua ignorância.
-Atm, não temos aqui. Isso é normal, e facil! Menage - ela ri -Vocês deveriam fazer um, isso é tão normal quanto Golden shower. Mas eu vou contar a vocês duas coisas pela qual não imaginam que exista.
Dani nos levava para a sala onde os homens se portam como cachorro, literalmente! Coleiras, pratinhos com nome deles escritos e até uma caixa de areia. Essa foi a coisa mais repugnante que eu vi em toda a minha vida, a mulher estava obrigando um homem a cagar na caixinha de areia. Ele não era um cachorro, era um gato, estava nu e estava de cócoras na caixa de areia. Viro o rosto ao ver a cena, graças a Deus que apenas estavam os dois lá dentro. Dani nos tira de lá e fala que isso era normal, alguns deles chegavam a comer a própria merda é isso era outro fetiche.
Comer, cheirar, tirar fotos e se afeiçoar pelas suas fezes era algo extremamente repugnante. Ela nos leva para um cômodo normal com a dona do lugar, a mulher estava fazendo uma entrevista com dois homens, segundo Dani. Antes de serem aceitos pela casa, eles teriam de fazer a entrevista durante duas horas para serem tão repugnantes a ponto de expor seus desejos.
Eles estavam indo embora, um deles me encarou de uma forma bizarra. Passa a língua entre os lábios e sai do local, onde entramos para falar com a mulher.
Ela estava com as mãos em cima da mesa, olhando para as próprias unhas.
-Acreditam que aquele loiro e adepto ao vampirismo?
-Duvido que você encontre uma parceira no momento que ele queira, mas é flex ou só ativo?
-Flex! Ele gosta de chupar o sangue enquanto transa e gosta que chupem o dele. Assim é mais fácil.
Lauren e eu nos encaramos, como alguém sentiria prazer nisso? Morder alguém até sangrar era mais que repugnante.
A mulher nos olha entre o óculos de grau e volta a olhar Dani.
-Quem são?
-São algumas amigas. Vim apenas te cumprimentar, estamos de saída.
-Sentem interesse?
-Não! -respondemos em coro, eu não quero cagar em uma caixa de areia. Procuro a mão de Lauren segurando, estava assustada coma maioria das coisas que vi.
Aquilo e surreal, eu teria medo de pesquisar no Google 90% me faria não dormir durante semanas.
Finalmente "Dani" se despediu dela e pudemos sair daquele lugar, pela primeira vez não me sentia tão constrangida desse modo. Pego Lana nos braços e olho ao redor da sala tentando vê se alguma coisa tinha acontecido a ela. Graças a Deus, nada! Mas e bizarro pensar que algumas pessoas podem ser assim.
Ar livre me fez refletir o quanto me senti pequena em meio aquele mundo imenso. Deixo toda a minha vontade de ser superior ao Bieber de lado e lembro do quanto fechada eu sou, o quanto eu queria ser a melhor para ele, mas não tinha estômago para vê pessoas transando com outras por buracos.
Dani diz que vai ficar no local, ela nos abraça e se despede de nós. Agora eu posso chorar no carro junto da Lauren e pensar o quanto somos patéticas.
Estava sentada no banco do carro e apenas consigo dirigir por dois quarteirões, estaciono o carro e encosto a cabeça no volante. Lauren estava de boca aberta até agora e não conseguia dizer nada nesse momento.
-Eu quero morrer!
-Eu quero chorar! -ela fala passando as mãos no rosto.
-Podemos fazer isso em casa, pegamos um filme normal e vamos chorar. Não sei se vou conseguir tirar a imagem daquele homem defecando na areia.
-Eu estou perplexa, Robin não me deixaria enfiar o dedo no rabo dele ou um consolo.
-Justin não me deixaria morde-lo até sangrar.
-A quem estamos enganando? Somos duas idiotas no meio de um mundo penetrado. Viollet, vamos parar de nos lastimar e ficar longe de homens que querem cagar na areia, vamos ser positivas.
-Positivas?
-Não! Não vamos não! Eu me acho foda por deixar Robin amarrado e aquela mulher faz os homens lamberem seus pés, eu me senti tão excitada que queria dar para ele.
-Eu também! Isso foi tão excitante! -levanto a cabeça olhando para ela, começamos a rir que nem duas malucas.
-O cara da caixinha foi nojento.
-Cala a boca!
-Mas aquele negocio é maravilhoso, imagina colocar a boceta no buraco e alguém te foder? Um completo desconhecido, alguém que está ali apenas te fodendo.
-Eu gostei das velas. -ligo o carro, agora minha única missão era manter Bieber ocupado, eu dou o sexo que ele precisa, fico satisfeita e estamos quites pelo fim do dia.
Meu celular começa a tocar dentro da bolsa, espero Lauren pegar ele e me mostra o nome na tela.
Bieber estava ligando pela décima vez. Deslizo o dedo na tela e coloco no alto falante.
-Eu vou matar você, Viollet! Eu juro por Deus que eu vou matar você!














