DEEDS.NEWS: Am 17. Oktober 2019 eröffnet die Ausstellung "Liebe und Ethnologie" im Haus der Kulturen der Welt...
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DEEDS.NEWS: Am 17. Oktober 2019 eröffnet die Ausstellung "Liebe und Ethnologie" im Haus der Kulturen der Welt...
“Was war eigentlich so lächerlich an Platen, so gefährlich an Platen, daß man ihn als tristen Tristan, als Don Quijote desavouieren mußte? Platen pflückte Maiglöckchen und Gänseblümchen. Auch Göthe hat über dergleichen miserable Gedichte gemacht. Platen fürchtete den Tod. Das tat Danton auch.”
– über August von Platen · aus »Deiner Umarmungen süße Sehnsucht« (1985) von Hubert Fichte
Een zwarte engel
Voor wie hem nog niet kent…
De Duitse radio heeft veel werken van hem bewerkt, met nadruk op die geschriften en verslagen waaruit zijn fascinatie voor de Afro-Amerikaanse cultuur blijkt. Met deze heeft Fichte de Westerse antropologische kijk op andere culturen op z’n kop gezet.
San Pedro Claver
https://tibaert.files.wordpress.c…
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ZEIT ONLINE | Nachrichten, Hintergründe und Debatten
Sonhei que acordava (sempre uma cilada sonhar que se está acordando) em uma quitinete realmente minúscula. Mas a cama parecia confortável e, bem na minha frente, estava Till Lindemann preparando o café-da-manhã, óbvio. Quem mais, né?
Mas parece que acordei no susto, como se tivesse despertado de um pesadelo. E ele, que cantarolava enquanto fritava alguns ovos, percebeu.
Daí eu respondi: "não se preocupe. Acordei para te ver".
(Sim, eu posso ser romântica, às vezes. Em sonhos.)
Till Lindemann em pessoa e aos trinta e cinco para quarenta anos de idade (ainda bem), sorriu e veio até a cama, para me dar um beijo na testa (nem tudo é perfeito nos sonhos).
"Quer ver teus filhos?", ele perguntou. Antes que eu pudesse responder, já estava abrindo a porta.
MIL CÃES-SALSICHA MARRONZINHOS E SUPER FOFOS PULARAM EM CIMA DE MIM.
E eu fiquei rindo feito uma boba. Mas o Till Lindemann pediu que eu fosse com ele até a porta, para ver o que estava acontecendo, para ver que não podíamos deixar que os cachorros avançassem.
Lá fora, estava quente. Era o deserto. Muita areia e poeira adentrava a casa. Ventava demais, eu tinha dificultava para enxergar, pois a areia também subia, até o nível dos meus olhos. Também sentia dificuldade em respirar.
Longe, após as cercas ao redor da nossa casa minúscula, alguns cães-salsicha agonizavam. Formigas gigantescas demais para simples formigas - e vermelhas -, os devoravam. Eles gritavam muito.
Fiquei assustada demais. E acordei.
Este pesadelo é um oferecimento da série Black Mirror e de um livro de Hubert Fichte.
Entendedores entenderão.
Pessoas aleatórias da minha vida - 39
Duas. Rogério Snatus e Hubert Fichte. Estou para escrever sobre Fichte desde a segunda-feira. O fim de semana havia sido dele. A semana me deixou atarefada, hoje escrevo. Hubert Fichte, romancista alemão, veio para Salvador no início da década de 1970. Escreveu o romance Explosion, que narra a sua passagem por aqui. No romance, Fichte transfere sua perspectiva para o personagem Jäcki, que também é escritor. Jäcki está acompanhado da fotógrafa Irma, que representa a esposa de Fichte, a fotógrafa Leonore Mau (que abandonou marido e dois filhos, além de uma vida rica em Hamburgo, para seguir com Fichte). O livro é muito engraçado. E cruel. E polêmico. Entre outras situações, Jäcki pesquisa com afinco as religiões africanas presentes nesta região. O candomblé, por exemplo, é um dos temas centrais. Ele conhece Pierre Verger e Jorge Amado, que também são personagens do livro. Jäcki é um homossexual casado com uma mulher. Irma representa a única relação heterossexual da vida de Jäcki. A homossexualidade também é outro dos temas mais significativos da obra. Marcelo Backes está cuidando da tradução. Eu me apaixonei pela escrita de Fichte. Crua e, ao mesmo tempo, poética. Minuciosa e vertiginosa. Ele mantinha todo um registro que também conseguia ser sagaz e destruidor de mitos. Aconteceu um workshop com leituras, seguido de uma palestra, no Goethe Institut. De três a seis de março. Eu estava lá.
“Por meio da fala você pode colocar a mão no quadril de alguém.”
- Hubert Fichte. Pouco se sabe a respeito de Rogério Snatus. Acontece que eu estou no Carmo e fico até o fim desse mês. Um amigo viajou e deixou sua casa à minha disposição. Descobri que o espaço “Abará da Vovó” é ótimo para jantar. As mesas ficam do lado de fora. Faço o pedido, sento. Enquanto espero, olho ao redor. Ao que parece, é um excelente lugar para encontrar personagens literários. Portanto, se você quiser me ver, me encontre lá após as sete da noite, todos os dias, até o fim de março. Puxe uma cadeira e me conte uma história. Rogério Snatus apareceu caminhando, segurando vários pequenos livros. Disse “boa noite”, respondi sorrindo. Ele agradeceu o sorriso. Deu uma volta e veio para a minha mesa. Dificilmente guardo fisionomias. Talvez a minha boa memória esteja embaralhada ou, tornando-se seletiva, me confunde como se eu sofresse uma mutação psíquica. No aniversário da minha irmã, por exemplo, ela me disse que o amarelado dos meus dentes se deve ao fato de, aos sete anos, eu ter machucado feio a gengiva quando prendi minhas pernas ao vestido e bati com a gengiva diretamente na estante que estava à minha frente. Eu me lembro desse dia, mas não me recordo de ter doído e sangrado tanto. O dentista disse que eu precisaria fazer canal em todos os dentes superiores, mas os meus pais desistiram da ideia, porque uma criança de sete anos sofreria demais fazendo isso. A minha desculpa para as manchas amareladas em meus dentes sempre foi: “muito antibiótico na infância”, pois essa era a justificava que a minha mãe sempre deu, diante da minha imperfeição. Eu me lembro de fatos, não desse. Eu me lembro de nomes, de números. Eu não guardo fisionomias, mas lembrei de Rogério Snatus, porque ele estava na palestra sobre Fichte, no Goethe Institut, no sábado. Conversamos sobre Fichte. E sobre ele. Que não é daqui, mas de Sergipe. Atualmente vive em Florianópolis. Me identificou de imediato como a bruxa que sou, “percebi logo, eu também sou bruxo”, ele disse. Tinha um conhecido entre os palestrantes, que continuaram a conversa no Quintal, bar próximo ao Teatro Vila Velha. Eu não fui. Snatus escreve poesias e se considera artista de rua. Sai por aí vendendo a sua arte. Eu estava sem dinheiro, levo apenas o necessário. Mesmo assim, ele me ofereceu o livrinho dos seus versos eróticos.
“Em nossa era já não há mais alegria Aquele âmbar de amor e dor salpicado Antes, se era flor que extasiado lambia Agora parece mais arame farpado.”
- Rogério Snatus. Conheci outras pessoas igualmente interessantes no Goethe Institut. Talvez adiante eu escreva sobre algumas delas.