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Selam Wearing
Nuestro solar es cerrado, todo montañas que tienen por techo día y noche el cielo bajo. No tenemos ríos no tenemos pozos no tenemos fuentes, unos pocos aljibes, y ésos vacíos, que resuenan y veneramos. Un sonido estancado y vano, igual que nuestra soledad igual que nuestro amor, igual que nuestros cuerpos. Nos extraña que una vez pudiéramos levantar nuestras casas, chozos y apriscos. Y nuestros casamientos, frescas coronas y dedos tórnanse enigmas inexplicables a nuestro espíritu. ¿Cómo nacieron y medraron nuestros hijos?
Nuestro solar es cerrado. Lo cierran las dos negras Simplégadas. En los puertos cuando bajamos los domingos a tomar aire vemos relumbrar en el poniente maderos rotos de viajes inacabados cuerpos que ya no saben cómo amar.
Yorgos Seferis
di-versión©ochoislas
*
Ο τόπος μας είναι κλειστός, όλο βουνά που έχουν σκεπή το χαμηλό ουρανό μέρα και νύχτα. Δεν έχουμε ποτάμια δεν έχουμε πηγάδια δεν έχουμε πηγές, μονάχα λίγες στέρνες, άδειες κι αυτές, που ηχούν και που τις προσκυνούμε. Ήχος στεκάμενος κούφιος, ίδιος με τη μοναξιά μας ίδιος με την αγάπη μας, ίδιος με τα σώματά μας. Μας φαίνεται παράξενο που κάποτε μπορέσαμε να χτίσουμε τα σπίτια τα καλύβια και τις στάνες μας. Κι οι γάμοι μας, τα δροσερά στεφάνια και τα δάχτυλα γίνουνται αινίγματα ανεξήγητα για την ψυχή μας. Πώς γεννηθήκαν πώς δυναμώσανε τα παιδιά μας;
Ο τόπος μας είναι κλειστός. Τον κλείνουν οι δυο μαύρες Συμπληγάδες. Στα λιμάνια την Κυριακή σαν κατεβούμε ν’ ανασάνουμε βλέπουμε να φωτίζουνται στο ηλιόγερμα σπασμένα ξύλα από ταξίδια που δεν τέλειωσαν σώματα που δεν ξέρουν πια πώς ν’ αγαπήσουν.
Γιώργος Σεφέρης
Mano, eu não sei se é egoísmo da minha parte, mas eu só queria mostrar o quão lindo eu acho que o México esta ficando. (Precisam ver os outros países!! Quero terminar esse desenho logo.)
No sé si es egoísta de mi parte, pero solo quería mostrar lo hermoso que creo que México se está poniendo. (¡Necesitas ver los otros países! Quiero terminar este dibujo pronto ywy).
Mó galã de novela qwq
El mensajero.
Se escuchó un maullido en la oscura habitación. Bueno, quizás oscura era excederse un poco. Unas pocas velas aun quedaban encendidas después de toda la noche sin ser atendidas. En aquel lugar entre la vida y la muerte, entre este mundo y otros muchos mundos, el mensajero abrió los ojos. Sus ojos eran de un rojo sanguinolento y su piel era de una palidez cadavérica.
Y es que quizás era eso, un simple cadáver. Aunque los cadáveres no tienen el trabajo que el mensajero tenía. La tapa del ataud era otra pista interesante sobre como podía quizás un enviado de la muerte (¿O quizás de Dios?), pues tenía los clásicos emblemas de aquella familia ya olvidada en la ciudad, rica, de obvia alcurnia por dicha riqueza, y que había resultado extinta a excepción de uno de sus miembros.
De nuevo otro maullido. Esta vez asomó una cabeza blanca que tenía sus dos orejas bien levantadas. Dos grandes ojos azules lo miraron con cierto aire inocente pero sin dejar de resultar inquisitivos. Aunque escapaba por el momento a la vista del vampiro, la cola se movía elegantemente de un lado a otro mientras observaba a su siervo o amo, nunca se sabía.
—Hola amor.—Dijo el caballero nocturno alzando la mano para acariciar entre las orejas a la gata angora con el pelaje mas blanco que se haya podido ver. El pequeño animal dejó salir un ronroneo.—¿Que decías de un mensaje? La gata maulló de nuevo.
—Curioso. Y en plena madrugada, con lo peligrosos que son estos tiempos.—El hombre muerto en vida sonrió tras sentir los dientes de su amada sobre uno de sus dedos.—Tú también estás para comerte, amor mío. Apartando la pesada tapa del ataúd (que siempre dejaba algo abierta por si su amada se quería acurrucar) se incorporó para situarse debidamente en el tiempo y el espacio, típica sensación de quien ha viajado recientemente y ha tenido poco tiempo para acostumbrarse al nuevo entorno. Y es que ciertamente era complicado viajar en caja de pino, pero las limitaciones de la inmortalidad eran las que eran.
Efectivamente, en la entrada, por la pequeña rendija donde llegaban las cartas para los mensajeros había una sola carta.
Gásto os dias a experimentar logares e posições para as palavras. É uma paciencia de que eu gósto. É o meu gôsto.
Tudo se passa aqui pelas palavras – todos os gôstos.
Collei algumas d'estas paciencias com palavras. São estas as palavras que trago aqui. Ainda não estão promptas – são pedaços de coisas, aqui e alli, como um rapaz novo, como uma rapariga nova. Como os cavallos quando ainda são petizes – vê-se já que se trata de um cavallo, mas tambem se vê que ainda não está concluido. As pernas cresceram mais depressa do que a espinha. A cabeça muito grande é que já está do tamanho em que ha-de ficar. Tudo se aguenta de pé provisoriamente – ainda não está prompto, vê-se perfeitamente que ainda não é tudo.
Agarrei uma mancheia de palavras e espalhei-as em cima da meza. Ficaram n'esta posição:
A invenção do dia claro (1921) Almada Negreiros
A onda vai e a onda vem. Quero contar uma história,uma história de um mundo além. Um mundo feito de memórias,um mundo que vai e vem. Um mundo cíclico,onde nada nunca acaba,nem nunca começa. Nesse mundo,todas as histórias são como uma peça: Elas acabam e logo se reiniciam,com ou sem platéia. Nesse mundo,você pode caminhar por mil portas e nunca parar. Cada porta é uma memória,guardada para sempre como lar. Cada memória é uma história,repleta de pessoas,sensações e sentimentos. E cada uma traz à tona lembranças,expectativas e ressentimentos. A onda vai e a onda vem. Nesse mundo,não existe nada como a lei. No entanto,tudo é perfeito,errado e humano. Abra uma porta,e se tiver coragem,você verá: Histórias às quais você quis guardar. Momentos que foram como o mar: pelos quais se sente respeito,mas não se teme amar. Abro uma porta,estou eu aqui de volta, Ao dia em que você me deu,logo depois de nascer. Algo que não queria como seu,por saber que não poderia ter. Eu nunca vou te perdoar. Saio pela porta,sem olhar para trás. A memória recomeça,mesmo que eu já não me lembre mais. O chão é ladrilhado de mármore,a estrada para outra cena. Procure por outra porta,uma lembrança mais serena. As nuvens lilás te guiam,em direção a um novo ambiente. Mil hectares para englobar esse mundo,não seriam suficientes. Caminhe a passos largos,pelas pedras do calçamento. São os pilares desse caminho,a estrada remanescente. Toque o trinco da porta,a madeira escura vai ter engolir. Encontre-se em uma nova memória,uma talvez mais feliz, O vento canta nos seus ouvidos,então ameno. É um dia bonito,frio,mas pleno. A água do canal bate nas pedras,o riso corta o sorriso delas. Somos nós três,as crianças e as velas. Lá,ao longe,o farol sorri para mim. Eu amei vocês,e por isso essa memória permanecerá assim. Saia pela porta,uma memória da qual você não quer se esquecer. Ela foi deixada ali,para sempre se repetir,até a aniquilação do seu ser. A onda vai e a onda vem. Caminhe mais um pouco,aproxime seu rosto. Ouça o coração dos dois batendo,através do vidro fosco. Essa memória é protegida,por ter tocado mais do que deveria. Uma noite a dois,presos na sua cama,à deriva. Do mar de sensações,prazer e luxúria sina. Seu olhar me fez deusa por uma madrugada. E pela primeira vez,quis não ter motivos pra ficar sempre calada. Seu olhos,tão claros como a luz do luar, queria para sempre podê-los guardar. Mas em vez disso,está guardado na memória,até se acabar. Deixe essa porta encostada,não quero vê-la fechada. É bom me lembrar que um dia fui amada. A lembrança permanecerá,para sempre aqui atada. A onda vai e a onda vem. Sinta o cheiro,siga-o até um outro ponto: É aqui onde tudo começa,outras histórias e outros contos. De olhares interessados,risadas largadas soltas, Amizades que se tornaram mais do que poucas. Viramos um grupo,amigos então próximos. Naquele dia,sentados no chão de terra sólida, coberta por um tapete de grama,ele dormiu sem preocupações. Ela viu meu caderno,cheio de desenhos,riscos e abstrações. E deixou ali para mim,um presente da sua exploração. O mundo lá era caos para alguns,tambores tocando alto… Mas para meu mundo interior,aquilo era tudo,perfeitamente conectado. E vocês,vocês eram meu porto calmo. A onda vai e a onda vem. A lua sempre brilha,nesse meu mundo infinito. A maré é sempre baixa,o mar é sucinto. Mas mesmo caminhando pela praia,é possível ver um milhão de peixes brilhantes,nadando na água a correr. Eles trazem vida a esse mundo,onde tudo aquilo que se repete é vivo,mas uma fraca imitação da realidade em tese. Caminhe pela areia,admire-se com as luzes na água. Chegamos agora ao ponto de transição da alma. Aqui ainda há memórias,mas nenhuma delas é boa. E todas serviram pra moldar o que hoje é essa pessoa. As portas são negras,em sua maioria sem trancas. Todas essas lembranças são de fácil acesso,nenhuma mansa. Por conta disso,as emoções a elas associadas fogem muito facilmente. Se misturam a todo o resto,tornando esse mundo um pouco mais decadente. A luz aqui mal chega,mas ainda se pode ver a porta inteira. Entre por ela,é a pior memória: O dia em que alguém,decidiu por bem mudar o rumo da minha história. Oito anos,ainda inocente,não sórdida. Invadiu meu espaço,me tocou onde não quis,a escória. Que você sofra para sempre no inferno,sem escapatória. E que eu me livre dessa sujeira e mácula que você deixou… Para que eu possa ser livre. A onda vai e a onda vem. Não preste atenção naquela porta. O meu desejo seria queimá-la,tornar a lembrança morta. Mas eu não posso,é parte daquilo que hoje me torna eu mesma. Siga em frente,o caminho é escuro,eu sei. Mas não há nada de mais,são as dores que eu vivenciei. 05 | 02 | 2018 Isa