Sinto o peso atravessar meu peito
Como se fosse um tiro disparado de qualquer direção
Cansada demais pra minha idade
Sem recursos demais, achando que é tarde demais para ser
Ser um nada sentada na varanda as dez da noite
As pessoas tem muito mais do que eu para oferecer
Deve ser incrível não ter que se preocupar em prover
Prover para alguém uma vida inteira de paz
Eu errei, consolidei. Respirei, outra vez
Caos se transformando em grandes passos
Sacrifícios enormes virando promessas
Das quais pedi ajoelhada no concreto
Errei para alguns pontos, não olhando a mim mesma
Fracassei em não me dar prioridade
Mas olha onde estou, minha casa finalmente é minha casa.
Mas eu sou, eu sou eu
Eu sou um pouco sozinha demais para admitir
Sozinha demais para compartilhar a vida com alguém
Que não se preocupa em ser provedor.
Cansada demais para explicar o que não é possível
Estupidamente cansada de ser eu.
Como explicar que eu não tenho ninguém por mim?
Família nem eu tenho, é como se você perdesse algo e nunca mais encontrasse
Saudade daquele abraço, aquele abraço que me consumia inteira em um mar de carinho eterno.
No eterno de memórias que eu tento não esquecer com a memória de centavos que ainda me resta.
Eu sou o caos. Admite.
- Maincr











