eu queria poder te dizer que se não for para te ter do meu lado então eu irei aproveitar minha companhia porque você me ensinou a gostar um pouquinho mais de mim.
quando tu chegou tu abalou com tudo aqui dentro, como quando tu toma teu café acabadinho de fazer sem soprar antes de beber e sem querer queima a lingua.
mas no caso a gente nunca para de tomar até terminar, porque o gostinho amargo do café nos faz vibrar.
quero que me conte sobre seus dias dificeis,
que me conte sobre o que sente quando me escuta,
quando me toca,
quando me ama.
me conta sobre você mesmo que isso não me envolva mais no seu meio;
os dias sempre são longos sem você,
mas aos poucos consigo me acostumar com tua ausência e não dói tanto quanto doía antes, talvez isso seja um sinal para a gente se deixar de vez, como um verso que tati bernardi escreveu “Mas eu insisto em nós e vim aqui te pedir cuidado. Não me deixa ir embora.”
gostaria de te prometer todo um mundo e paraíso até ao final de nossos dias, mas não sou boa com promessas e não gosto de as quebrar, então eu só vou te prometer que vou tentar te segurar até cair junto.
acabei te deixando ir, nosso nó estava me sufocando demais, peguei os caquinhos que restaram de meu coração, te desejei boa sorte e eu fui;
talvez eu não devesse ter ido e minha ida irá continuar me assombrando por longos anos, mas o certo nunca é certo no momento em questão ele sempre parece errado e um tanto em vão, mas eu sei que a gente superou tudo o que pudemos e conseguimos
o que foi já passou e o que seriamos é um passado distante
que muito conta sobre o futuro inconstante programado em madrugadas de dezembro desconcertantes.
m.












