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Aula prática de análise de redes sociais usando o software PAJEK e conduzida pela Prof. @cristianekoehler.
Entende-se redes sociais como redes de pessoas onde se pode analisar sob o ponto de vista de três conceitos.
Interação social: comunicação
relação social: instituída
laço social: relação (laços fortes ou fracos)
O experimento realizado parte da análise de interações sociais de "curtir" em um grupo de facebook com estudantes de pós-graduação Stricto Sensu de uma Universidade Federal. Sendo assim, existe a figura de professores e alunos o que já implicitamente apresenta uma estrutura hierárquica. As trocas no grupo são baseadas nos debates das aulas, como um apoio e um espaço de interação extra. Embora existam mais alunos, são analisadas as interações de 123 membros. Sendo assim, apresenta-se o experimento com curtidas em uma rede direcionada.
Fez-se uso do software PAJEK que auxilia nos processos de estruturação, visualização e análise de redes em grande escala. A seguir alguns conceitos importantes.
vertices: atores dentro da rede
arcs: relações em uma rede direcionada
edges: relações em uma rede bidirecionada
O primeiro passo é estruturar o arquivo com vertices e arcs no formato representado a seguir. Neste caso a análise é em cima de 123 atores nomeados para melhor análise de A1 a A123 e seus relacionamentos estruturados nos arcs.
Usando o PAJEK chega-se a estrutura visual da rede. Percebe-se que alguns atores se destacam em relação ao recebimento de curtidas, sendo alguns outros isolados, ou seja, não receberam curtidas em suas postagens. Não é de se espantar que os atores mais conectados são os professores ou seus assistentes. Percebe-se que nesta rede, a hierarquia implícita de sua estrutura, influenciou diretamente no comportamento.
Um experimento interessante proveniente dessa análise poderia ser isolar os professores e analisar as interações apenas dos alunos.
KOEHLER, Cristiane. Interação social em redes e nas redes: contributos para uma educação em rede. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2016.
Não to dizendo que a "geração do desapego" não exista, nem negando a fase das relações liquidas, mas é que as vezes, a outra pessoa realmente não está na mesma vibe que você.
Sentimento é uma coisa muito difícil de controlar. Seria ótimo se todo mundo realmente conseguisse falar "nossa to me apaixonando DEIXA EU PARAR DE SENTIR ISSO AQUI E NÃO ME INTERESSAR MAIS". Também não to dizendo que essas pessoas não existam, mas pode não ser tão frequente quanto a gente fantasia.
Eu vejo pessoas falando "ai mas fulane demora pra responder de propósito, para não parecer interessado" e olha, normalmente são essas que tem esse discurso que estão fazendo isso, ou tentando (e falhando miseravelmente).
E assim ó: não estar na sua vibe pode ter a ver com muita coisa que não é você, não adianta também ficar se achando a pior pessoa do planeta. Pode ser que a pessoa esteja interessada em outra pessoa, pode ser que a pessoa demore pra sentir algo por alguém, pode ser que a pessoa simplesmente não esteja bem ou uma série de coisas que são do mundo dela.
E é importante pra gente entender e respeitar esse mundo. Aquele beijo sensacional que despertou trezentas coisas na gente, pode não ter tido o mesmo efeito em outra pessoa. E tudo bem, né?
Não adianta sair ficando puto com as pessoas, sem parar pra pensar que há um outro além dos nossos desejos. E se possível, dialogar sobre isso com essa pessoa.
O problema, ao meu ver, da "geração do desapego", é um temor do diálogo para esclarecer as coisas. É mais fácil sumir, bloquear, ignorar do que conversar. Em ambos os lados da história. E isso tem a ver com responsabilidade afetiva, questão que merece um textão por si só.
Culpar "a geração do desapego" por todo lancinho que não dá certo é um sintoma dessa mesma geração aí. Um narcisismo que impede a gente de enxergar que há uma outra pessoa, que assim como a gente, passa por turbilhões diários.