Sobre curtir a própria companhia
E depois da avidez inicial por me envolver com pessoas, gerando um desgaste até por me dedicar demais a isso, sinto que o momento de entendimento chegou. Parece que essas experiências, exitosas ou não, serviram para que eu aprendesse que algumas coisas levam tempo pra acontecer. Seja porque eu precisava desse tempo comigo, seja porque o outro também está num outro tempo. E ficar pensando demais na necessidade de suprir uma falta, gera frustração.
A melhor coisa que me aconteceu foi perceber, a partir das experiências negativas e da “solidão”, que eu me bastava. Que eu preciso olhar pra mim, me cuidar, me ouvir, intuir o que quero de fato e focar no que me faz crescer. Eu lia e ouvia muito a respeito, mas ainda não havia feito sentido real pra mim até agora. A minha avidez se deu por se tratar de uma realidade muito nova pra mim, a solteirice. Hoje entendo que as pessoas estão num outro tempo, não tão dispostas assim.
E eu aproveito esse tempo e essa compreensão para passar o tempo na própria companhia, me conhecer de novo e bem. Entender o que de fato eu gosto e do que não gosto. O que me faz bem e o que não faz (manter distância). É um cuidar de si. Porque de certa forma é como dizem “A gente precisa primeiro se conhecer para então se relacionar com o outro”. E ao se relacionar com o outro, ter o cuidado de não se perder de si de novo.
Parece muito abstrata essa ideia, mas é algo que a gente só sente. E é muito bom sentir que é completo. Que não precisa de companhia para fazer as coisas de que gosta. E que só depende de si para alcançar o que deseja. Naturalmente as pessoas afins vão se aproximar, as oportunidades vão surgir e novas experiências vão agregar nesse processo de crescimento.














