Esta semana recomendo-te um livro que desde há um ano se encontrava parado na minha prateleira, mas que enfim este Verão resolvi dar uma oportunidade.
É uma revista literária e não propriamente um livro, apesar do tamanho e formato compacto terem-me enganado a princípio. Mas não é uma revista qualquer, não há publicidades e praticamente não há imagens para além daquelas que se sobrepõem aos textos e que ao invés de ilustrarem as palavras escritas, funcionam como novos textos visuais.
Chama-se F.R. David e esta edição de Primavera 2020 tem como título “VERY GOOD*”. Assim como o próprio título, a revista tem uma linguagem um tanto cómica e experimental. Para ser honesta, fui atraída pela capa: um print screen de uma mensagem electrónica em que se lê “Empty subject: This message has no subject. Do you want to send it anyway?”.
É composta por uma coletânea de textos contemporâneos, alguns que já existiam anteriormente e outros que foram escritos especialmente para esta edição. Mas assim como a capa já anuncia, não há propriamente um tema oficial a unir todas as obras. No entanto, palavras como ‘ritmo’, ‘memória’ e ‘tempo’ repetem-se em quase todos os textos.
Recomendo-te porque para mim tem sido uma experiência quase meditativa. Cada texto tem um ritmo diferente e uma perspectiva única que me fazem refletir sobre os temas mais banais mas também mais íntimos e recorrentes do meu dia a dia. Temas que dominam a nossa prática e que nos unem como coletiva.
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This week I recommend you a book that has been lying on my bookshelf for a whole year now and that I have finally decided to give it a go this Summer.
It is actually a literary magazine and not really a book, although the compact size and format tricked me at first.
But it is not a regular magazine, there are no ads and practically no images besides the ones overlapping the texts and that instead of illustrating them become new visual texts themselves.
It is called F.R. David and this Spring 2020 edition is titled ‘VERY GOOD*’. Just like its title the magazine’s language is somewhat comical and experimental. To be honest, I was initially attracted by its cover: a print screen of an electronic message reading “Empty subject: This message has no subject. Do you want to send it anyway?”.
Loose contemporary texts compose the magazine. Some written way before it and some were written especially for this issue. But just like its cover predicts there are no theme connecting these texts together. However, words like ‘rhythm’, ‘memory’ and ‘time’ come up in almost every text.
I recommend it to you because it has been an almost meditative experience for me. Each text has a different rhythm and an unique perspective which make me reflect on ordinary themes that are also intimate and recurring on my day to day. Themes that also dominate our practice and that unite us as a collective.















