Xenophon costumava beijar todos seus amigos, de forma que Axel era uma grande icógnita para ela. Como ainda não tinham se beijado ou acabado na cama? Contando que se conheciam faziam anos, era muito estranho que não tivessem chegado a tal. Por isso, fora pega de surpresa quando em uma das comuns noites onde provavam a bebida nova para o bar do mais velho, ele se aproximou e roubou um beijo. Logo depois que a conversa acabara, quando um silêncio tenso invadira o local bem arrumado. Talvez fosse a bebida ou não, a animaga não se lembra de ter raciocinado muito até ter seus lábios colados com o dele, e os braços em volta de seu pescoço. Não ia admitir, era bom, mas não poderiam fazer aquilo. Era tão estranho quanto bom. Ela se afastou, com uma risada nasal. “Acho que não podemos mais ficar bêbados juntos.”
A morena estava terminando de arrumar as canecas dos Três Vassouras, e já era bem tarde da noite. Jurava que seriam umas três ou quatro, e sabia que deveria ter fechado pelo menos uma hora antes, mas distraíra-se com mensagens que Frank lhe mandara. Odiava como ele estava sendo tão chato a respeito das drogas novas que entregara. Não é como se ela fosse fazer merda com aquilo, ela sabia seus limites. Enfim, terminara de fazer as coisas do bar e saíra para trancar. Estava preparando-se para aparatar quando ouviu um ruído, e virou-se de imediato, apontando a varinha para o breu. Ouvia alguém se aproximando, mas percebera um pouco tarde de mais que o som vinha de trás de si. Para seu alívio, ela respirara antes de pensar em atacar a pessoa. Ali era Blayke. Ele tinha envolvido sua cintura, e naquele instante, cheirava a álcool. Ela respirara fundo, agora mais relaxada, embora um pouco irritada com o moreno. Ele deu uma risada baixa, e quando ela se virou, pronta para começar uma discussão, seus lábios foram tomados num beijo. Sem perceber, deixara que aquilo acontecesse até o afastar, com uma careta. “Não pode continuar fazendo isso.”