Um bar escuro com karaokê, uma câmera véia, anêmica e capenga (que só dá flash quando quer), e o aniversário duplo de Pedro e Camilla, no Bro Bar🍻
Camera - Olympus camedia Digital Camera D-435
seen from Yemen
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Um bar escuro com karaokê, uma câmera véia, anêmica e capenga (que só dá flash quando quer), e o aniversário duplo de Pedro e Camilla, no Bro Bar🍻
Camera - Olympus camedia Digital Camera D-435
Playing dangerous games.
I was made for lovin' you, baby 🥂
8 de março, 2014. Clovinalders.
8 de Março, 2015. Clovinalders.
Essa foto me deu um bom murro na boca, cheio de amor, nostalgia e saudade. Bienal do livro em Pernambuco, 2013. Uma das fotos oficiais do evento que achei sem querer no Facebook. Os Clovinalders lá no fundo, na época que Marina chamava de "Era de Ouro" - ano que a gente se juntou através do Clóvis Beviláqua.
É engraçado demais pensar que passávamos o dia inteiro juntos - o EREM Clóvis Beviláqua é integral - E ainda faziamos um grande esforço para continuar juntos antes das aulas, e depois também (com os retornos de ônibus, caminhada até a Encruzilhada), e também nesses eventos.
P.S. 1: John Green por toda parte!
P.S. 2: Que touca horripilante, como me permitiam usar isso?!
Saudades.
#TBT - Casa de Carlos
Uma saudade grande que eu tenho, são os rolês "Casa de Carlos". Era sempre uma zona! Uma bagunça - desde marcar, até acontecer de fato. Era em Rio Doce, no apartamento 201, Av. Governador Carlos de Lima Cavalcanti. Sabe aquela história de que "na memória, as coisas eram maiores"? Então, na minha mente, a casa de Carlos era ainda mais apertada, e esse era um dos grandes motivos do caos: Estávamos sempre amontoados - algo que só "piorou", com o crescimento do grupo que ia pra lá! Era ótimo.
Não me lembro exatamente qual foi a primeira vez que aconteceu o "Casa de Carlos", mas uma das primeiras vezes que fomos, foi muito marcante pra mim. Nos encontramos na escola, e saímos de lá juntos, rumo Olinda. Acho que foi o dia que ganhei a laurea na escola e faltei solenemente. Primeiro passamos na Cultura Inglesa de Casa Caiada e de lá fomos andando pela orla. Foi tão bom! A gente era tão novinho e abestalhado. Qualquer fogo era festa.
A gente começou a fazer os rolês na "Casa de Carlos" porque era um espaço livre, sem ninguém que intervisse - não que fizéssemos coisas erradas. Eram só tentativas frustradas de assistir filmes, que evoluíram para tentativas frustradas de jogar videogame, que evoluíram para tentativas frustradas de assistir cliples musicais, que se transformaram, a medida que a gente foi ficando mais velho, em rolês pra fazer um piquenique em casa, com bastante bebida e comida variada. E dança! E barulho. Os vizinhos que lutassem.
Eu não acho que existe um "melhor antes/melhor depois" para as coisas: Tudo tem seu momento e seu brilho, no momento em que brilha. Mas os últimos rolês de Rio Doce foram lindos. Crescer junto de quem eu amo, entender as mudanças. E me sentir sempre em casa (era minha casa mesmo!).
Nem imaginávamos que seria o último rolê na Casa de Carlos, mas parecia que a gente sabia. Antes da pandemia, não sei quanto tempo, fizemos pela última vez o nosso eventinho, o mais caro de todos "Casa de Carlos". Com direito a pizza feita por Marina, muitos vinhos - alguns da falecida coleção de meu pai - queijos diferentes, e ainda um almoção.
Bebemos cerveja, descemos pra fumar na orla, gravamos vídeos, tiramos fotos, suamos muito naquele forno de Rio Doce, assistimos vídeos musicais, dançamos Just Dance pelo Youtube, tocamos violão, acho que Danilo jogou Mortal Kombat, ou Dragon Ball no PS2, e ficamos lá deitados, zonzos de tanta comida e bebida. Eu adorava esse evento.
A Casa de Carlos não é mais possível; acabou-se o apartamento 201. Marina não está mais entre nós. Algumas amizades se distanciaram. E daí? O sentimento nunca vai acabar. Os sonhos não envelhecem. Eu amo essa galera - toda - do fundo do meu coração. 🍕❣ "SE CONFIRMANDO PRESENÇA, NÃO PODE MAIS NÃO IR" - Marina
Se ovelhas deslanadas escutarem lana del rey elas voltam a ter lã?
João Lucas @joegrafia