Um bar escuro com karaokê, uma câmera véia, anêmica e capenga (que só dá flash quando quer), e o aniversário duplo de Pedro e Camilla, no Bro Bar🍻
Camera - Olympus camedia Digital Camera D-435

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Um bar escuro com karaokê, uma câmera véia, anêmica e capenga (que só dá flash quando quer), e o aniversário duplo de Pedro e Camilla, no Bro Bar🍻
Camera - Olympus camedia Digital Camera D-435
parabensparaquemparalauraaaaa!!!! 💙☀🍂
Dia da minha primeira melhor amiga, de uma das melhores companhias, de quem tão quero bem! Já falei um milhão de vezes, mas faço questão de repetir: há algo como que magnético que sempre nos junta de novo.
Marina tinha razão. Passam-se os anos, mas continuo amando meus amigos. Amo você, Laura. E isso nunca. Nunca mudou.
Dia da Queen of the Autumn Leaves!!! Espero que já já a gente consiga comemorar. Por enquanto, vamos com o clássico: música.
The Strokes · Is This It · Song · 2001
Boogarins · Manual · Song · 2015
Cocteau Twins · Treasure · Song · 1984
Um ano da despedida de Marina, quando foi para Fernando de Noronha. Sem saber, nos abraçamos pela última vez. Rimos juntos pela última vez. Bebemos juntos pela última vez, nos beijamos pela última vez, trocamos ideias, sentimentos pela última vez.
O universo já sabia? O sentimento era mesmo diferente, como se a vida fosse dar uma grande virada. Marina estava mais triste por estar indo, não naquela alegria desbravadora... Talvez isto seja envelhecer também, já que viajava a trabalho.
Camilla foi, Victor foi... Personagens raríssimos nos rolês noturnos. Foi muito especial. "Algo magnético" nos uniu novamente. Marina, com seu poder atrativo, juntou seus vários grupos diferentes numa mesa só, em seu bar preferido, Morgana, e fomos curtir sua última noite em terras Recifenses.
Foi bom, sem problemas, sem dificuldades. Foi tudo muito fácil. A única dificuldade era nos despedirmos de Marina e toda a sua alegria.
Ainda tô com saudade.
A moda agora é terminar rolê na conveniência. Acho que ficou conveniente, pra tanto rolê que nem começa e já tem fim. Pelo menos a gente aprendeu a quebrar o sistema de cancelamentos! ❣
Aniversario com rodízio, música alta, anões e bolos com os Clovinalders. 🍕
A Culpa é das Estrelas, e o dolorido prazer de viver e morrer com propósito.
A Culpa é das Estrelas é um livro fantástico sobre a dor, a morte, resoluções e também sobre o amor - sem uma ordem necessária destes. Dos livros que já li de John Green, o que mais diferente trata essa morte, que já é evento confirmado em suas obras.
Mas diferente dos outros (Tartarugas Até Lá Embaixo; Quem é você Alasca...), a morte é uma certeza logo em suas primeiras páginas - e nem quando acontecem as viradas, os "plotwists" da história, é algo necessariamente surpreendente. A perda também não é de supetão, mas lenta, dolorosa, sentida... Mas também não é só isso.
Hazel Grace e Augustus Waters nos "cutucam" com suas inquietudes acerca do mundo ao seu redor. E das injustiças, e na verdade até do niilismo, de sequer haver justiça a quem cobrar. Afinal, de quem é a culpa por seus cânceres, das estrelas?!
"Nas últimas semanas, nós nos limitamos a passar o nosso tempo juntos relembrando o passado, mas isso não significava mais nada: o prazer de lembrar tinha sido tirado de mim, porque não havia mais ninguém com quem compartilhar as lembranças."
John Green deixa novamente seus gostos transparecem na escrita destes personagens. São observadores, amorosos com o mundo ao redor - apaixonados demais pela vida, e pelas trivialidades do cotidiano. É bonito demais ver o mundo através de seus olhos , ou mesmo na ausência de seus olhos (como é o caso do Isaac, cujo câncer lhe tirou a visão), ainda através de seu humor irônico.
É triste - e real demais - quando a ironia, o ceticismo dos personagens, tão amorosos com o mundo e entre si mesmos, é substituído por dor e lamúria. Na verdade, é mais real do que triste. E por isso que é triste demais. De repente, não há mais energia em Hazel ou em Gus para ser carismático e gregário. É só a doença consumindo seu ser.
Uma morte rápida e lenta, da magia no mundo ao redor, mas de sua saúde, obliterada pelo câncer que se espalha. Mesmo tão anunciado em todas as quase 300 páginas, a morte é sempre uma morte. E deixa esse vazio que nunca é preenchido nas obras de John Green, mas podem ser sentidas. E eu gosto disso. Há espaço para morrer, mas também para o choro, o desamparo, para a raiva e quem sabe, para olhar para frente.
A Culpa é das Estrelas é, entre todos os livros de John, o mais real. E eu o odeio e o amo por isso. E a nostalgia me invade. A morte não necessariamente traz sentido, simbologias, um legado. Nem tudo são cruzamentos e respostas. Nem toda morte é mártir. E nenhum mártir durará a eternidade. Nenhum herói terá sua jornada contada por toda eternidade, muito menos a morte por uma doença lenta e dolorida, ou a morte rápida demais para ser vista. O fim é o esquecimento. O que fazemos com a cicatriz que em nós fica, até que seja a nossa vez?
"Parecia que a perda do colembrador representava a perda da própria memória, como se as coisas que tínhamos feito juntos fossem menos reais e importantes do que eram algumas horas antes."
E é claro, não estou lendo os livros de John Green agora por acaso. É a missão que designei a mim mesmo, em memória de Marina. Mas já falei disso incansavelmente aqui. O que me pegou nessa leitura foi essa passagem, o "colembrador." E meu coração foi ao chão; Marina e eu sempre fomos "guardiões da memória" (ou acumuladores digitais) dos Clovinalders. Quando não ela, era eu quem fazia os registros dos acontecimentos, de nossas aventuras, desde o ensino médio.
Perder Marina foi perder também essa colembradora, e isso me faz perder muito o sentido da memória. Quer dizer, é claro que todos ainda adoram as lembranças, quando as trago a tona. Mas já conheço todas. Sou eu o guardião. E de repente não tenho mais ninguém com quem trocar "figurinhas". Perdi a minha colembradora, quando perdi Marina.
No dia de seu enterro, nos juntamos na varanda da casa de Emily, e ficamos conversando e lembrando de alguns bons momentos, tentando abafar a dor (tarefa difícil). Inevitavelmente chegamos no assunto das fotos, dos vídeos, dos nossos áudios. E foi quando Pedro disse: É João, agora vai ter que ser contigo, a coisa toda de registrar.
Finalmente isso me alcançou. E me atingiu feito uma bala. "A nostalgia é um efeito colateral de se estar morrendo." E é mesmo. Ah, não sei se por destino, maldade ou o quê, mas esta semana o Facebook me lembrou dessa foto, de 11 anos atrás, na Bienal do Livro em Pernambuco. Marina, eu, Danilo, Emily, Laura e Acerola. E A Culpa é das Estrelas, bem ali. É engraçado o universo, quando busca ser notado. DFTBA.
Cinema do Tacaruna, alguma semana, para assistir algum filme, no primeiro ano do Ensino Médio. Clovinalders. 2013
29 de Setembro sempre será teu dia, Marina.
A gente ainda fala de você.
A vida seguiu e continua seguindo.
Os dias se transformaram em semanas,
semanas em meses, os meses
em todo um ano de dores, tristezas, sofrimentos, saudades.
Mas a gente ainda fala de você.
A primavera continua a florescer.
E a gente sempre te planta
e você continua a brotar em nossas vidas.
Te amo ontem.
Te amo hoje.
Amanhã também te amarei.
Até que seja a minha vez
de ver a primavera
ao teu lado
de novo.
Playing dangerous games.