O Divã da Casa Branca: Quando o Mundo é Apenas um Espelho (e Trump Não Gosta da Moldura)
Finalmente, o mistério foi resolvido. Não era política, era patologia. O psicólogo John Gartner, antigo professor da Johns Hopkins, veio confirmar o que meio mundo suspeitava e a outra metade celebra: Donald Trump não é apenas um entusiasta de bonés vermelhos, é um "narcisista maligno" cortado pelo mesmo molde de figuras históricas tão... cativantes... como Adolf Hitler.
É um diagnóstico que traz um certo conforto intelectual. Agora sabemos que, quando o Presidente chama "porquinha" a uma jornalista ou "feios" a manifestantes, não está a ser apenas mal-educado; está a manifestar a sua "tríade obscura". Narcisismo, maquiavelismo e psicopatia: o cocktail perfeito para quem quer governar o mundo como se fosse um episódio de reality show onde o júri, o público e o prémio são a mesma pessoa: ele próprio.
Segundo Gartner, Trump vive num estado de "psicose coletiva" onde a realidade é uma massa de modelar. Se ele diz que o Azerbaijão é a Arménia, os geógrafos que se mudem; se ele impõe uma nova norma, a sociedade que se adapte. É a "deterioração cognitiva" ao serviço do entretenimento global. O problema, dizem os especialistas no La Sexta, é que o homem tem os códigos nucleares e não tem quem lhe tire o comando da televisão, quanto mais o do país.
O jornalista Juan Fiegener vai mais longe e recorda que, desde 2019, os testes de personalidade de Trump batem recordes de insensibilidade e falta de remorso. É uma espécie de "super-herói" do ego: capaz de alcançar qualquer objetivo a todo o custo, sem o peso irritante da consciência ou de um mapa-múndi atualizado.
Resta-nos a nós, os meros figurantes desta "realidade alternativa", assistir ao espetáculo. Afinal, como diz o utilizador @lagrima75 nas redes sociais, estamos todos a ser arrastados para esta psicose. A boa notícia? No fim, talvez não precisemos de psiquiatra, apenas de um novo par de pilhas para o comando à distância.