The Spark That Lit the Cosmos: How 2008’s Iron Man Redefined Modern Cinema When Iron Man blasted into theaters in May 2008, the landscape of blockbuster filmmaking was fundamentally different....
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The Spark That Lit the Cosmos: How 2008’s Iron Man Redefined Modern Cinema When Iron Man blasted into theaters in May 2008, the landscape of blockbuster filmmaking was fundamentally different....
Movies of 2026 | The Mandalorian and Grogu (3 out of 5 stars)
Sigourney, Jon and Pedro answering questions for The New Yorker Mini interview.
src: pedro pascal hq on tt
So Jon Favreau and his Star Wars team 100% watched John Wick based on “The Mandalorian and Grogu”.
THE MANDALORIAN AND GROGU 2026
The old protect the young and the young protect the old. This is the way.
It's kinda impressive how The Mandalorian and Grogu managed to have every single hall mark of a Favreau movie. Dialogue that takes way too long to give simple information, voice acting from non voice actors who can't voice act, random pointless references that make no sense within context (are you telling me that the need to carry a walking stick and build little mud huts is in Grogu's fucking DNA???) all with some of the most gorgeous shots you have ever seen in your entire life that literally look like a painting that you want to frame on your wall because they're just that perfect
Pedro knows....
MCU, um resumão das fases 1 a 3 (parte 1)
A Marvel estourou nos cinemas no início dos anos 2000 com o Spider-Man e os X-Men, mas foi em 2008 que teve início um fenômeno sem precedentes, o chamado Marvel Cinematic Universe, MCU.
Graças a um trabalho formidável de Kevin Feige, orquestrando todo um mundo de produções compartilhando personagens e tramas, foi possível construir este universo coeso interligando filmes e séries, além de outras mídias. Ao longo dos anos este projeto foi se desenrolando em diferentes fases.
Em 2005 a Marvel retomou os direitos cinematográficos do Homem de Ferro (que estavam nas mãos da New Line Cinema) e em 2006 conseguiu o Hulk (que estava com a Universal) e a Viúva Negra (que estava com a Lions Gate, inclusive havia um projeto da Lions Gate para um filme da Viúva, mas acabaram cancelando).
A SAGA DO INFINITO (fases 1-3)
Fase 1
A Fase Um (2008-2012) começou apresentando um a um aqueles que se tornariam os principais membros dos Vingadores. Primeiro veio o Iron Man (2008), depois The Incredible Hulk (2008), Iron Man 2 (2010), Thor (2011), Captain America: The First Avenger (2011), enfim culminando em um grande crossover que foi um blockbuster fenomenal, The Avengers (2012).
Apenas dois membros dos Vingadores não tiveram filmes solo, a Viúva Negra (que só terá seu filme tardiamente na Fase Quatro) e o Gavião Arqueiro (que terá uma série na Fase Quatro). Outro personagem muito importante e que também não teve filme de apresentação é o Nick Fury (interpretado por ninguém menos que Samuel L. Jackson), só que ele é um personagem ubíquo, que está presente em todos os filmes e agindo como o organizador e chefão da equipe, a Iniciativa Vingadores.
No total, estes seis filmes da Fase Um renderam uma bilheteria total de 3,8 bilhões de dólares.
Fase 2
A Fase Dois (2013-2015) veio com Iron Man 3 (2013), Thor: The Dark World (2013), Captain America: The Winter Soldier (2014), Guardians of the Galaxy (2014), Ant-Man (2015) e o grande crossover Avengers: Age of Ultron (2015), que não foi tão épico quanto o primeiro filme dos Vingadores, mas rendeu o seu 1,4 bilhão.
Ao todo, estes seis filmes da Fase Dois renderam uma bilheteria total de 5,2 bilhões de dólares.
Fase 3
Então chegamos à Fase Três que foi o auge do MCU e até agora não foi superada. A produção dobrou o conteúdo, com onze filmes, sendo dois do novo Spider-Man, fruto de uma parceria da Sony com a Disney.
A fase começou com Captain America: Civil War (2016), que por si só já foi um crossover de vários personagens e a introdução do Spider-Man que chegou assim do nada e imediatamente ganhou uma grande aceitação do público, pavimentando o caminho para seus filmes solo.
Doctor Strange (2016) traz um novo membro para os Vingadores e também uma nova camada ao universo. Enquanto Thor e os Guardiões da Galáxia acrescentaram a camada cósmica e Ant-Man trouxe o mundo quântico, o Doutor Estranho apresenta o mundo místico.
Depois temos Guardians of the Galaxy Vol. 2 (2017), Spider-Man: Homecoming (2017), Black Panther (2018), então vem o maior filme de todos os tempos no MCU, Avengers: Infinity War (2018), reunindo um grande crossover contra Thanos e com um final inesperado, pois Thanos vence por meio do seu icônico estalo de dedos, o "Snap!".
Infinity War faria uma duologia com Avengers: Endgame (2019), quando a vitória de Thanos é revertida, não sem o sacrifício de alguns dos principais personagens. No intervalo entre estes dois épicos, foram lançados Ant-Man and the Wasp (2018) e Captain Marvel (2019) e, encerrando a Fase Três, veio Spider-Man: Far From Home (2019).
Ao longo das três fases, também surgiram algumas séries da Marvel que faziam certas referências aos eventos e personagens do MCU, porém sem um forte comprometimento com o MCU. Pela ABC foram produzidas Agents of SHIELD (2013-2020), Agent Carter (2015-2016) e Inhumans (2017).
Pela Netflix vieram Daredevil (2015-2022), Jessica Jones (2015-2022), Luke Cage (2016-2022), Iron Fist (2017-2018), The Defenders (207) e The Punisher (2017-2022).
Pela ABC em parceria com a Marvel Television vieram Runaways (2017-2019), Cloak & Dagger (2018-2019) e Helstrom (2020).
Apesar das referências ao MCU, todas estas séries foram relativamente independentes. É na Fase Quatro que realmente temos uma integração maior entre as séries e o MCU. Com a criação do serviço de streaming Disney +, surgiu a necessidade de criar um gordo catálogo de produções, de modo que a Fase Quatro superou em muito as três fases anteriores em volume de conteúdo, com muitos filmes, séries e especiais.
(02,06,2025)
A trilogia Iron Man
Robert Downey Jr. tem uma longa carreira que começou na década de 70, uma carreira bastante produtiva, pois atuou ano a ano quase sem interrupções. Quando, porém, foi chamado para ser o Homem de Ferro, ele não estava exatamente no seu auge. Na vida pessoal, enfrentou problemas com o vício em drogas e chegou até a ser preso. Agora ele tinha a chance de se reerguer e aproveitou como ninguém.
A Marvel no cinema estava com seus personagens divididos em vários studios, como o Aranha na Sony e os X-Men na Fox. Isso era resultado dos anos de falência que a editora enfrentou no fim da década de 90 e teve que vender os direitos destes personagens. Logo, quando surgiu o projeto de um filme do Iron Man, ninguém imaginava que fosse se tornar algo tão grandioso e ambicioso. Ainda assim, o Robert soube apostar.
Em seu contrato, ele acertou com a Marvel um acordo para ganhar, além do salário de ator ao participar dos filmes, também uma porcentagem dos rendimentos das bilheterias. Foi a aposta da sua vida. Como ator ele passou a ganhar cerca de 20 milhões de dólares por filme, mas os lucros extras da bilheteria já lhe renderam perto de 100 milhões. Em 10 anos participando dessa franquia, ele montou um patrimônio de um quarto de bilhão de dólares, 250 milhões.
É interessante mencionar isso, porque a história de Robert Downey Jr. simboliza o sucesso da franquia MCU, além, claro, dele também se encaixar no tipo de personagem que é o Tony Stark. Não foi só ele que apostou com a Marvel, a Marvel apostou com ele e se deu muito bem, pois é evidente que boa parte do sucesso do MCU se deve ao carisma emprestado do ator. Downey Jr. deu vida ao Homem de Ferro e fez ele ser quem é, um dos personagens mais queridos desse universo, um ímã de bilheteria.
No primeiro filme do Iron Man, já nos primeiros minutos o ator nos vende o seu personagem. Tony Stark chega com um charme e um estranho carisma de cafajeste. Ele é ao mesmo tempo um cara com quem você não gostaria de conviver ou trabalhar, mas que também tem uma estranha admiração. Tony Stark é gênio, mulherengo e badass. Ele construiu uma armadura de sucata no meio do deserto.
De seu humilde começo com a armadura Mark 1, ele vai progredindo exponencialmente ao longo dos três filmes. No primeiro filme (2008), a clássica armadura vermelha e dourada lhe basta, no segundo (2010) já perdemos a conta de quantos modelos de armaduras existem. Tem aquela cinza, chamada War Machine, tem a dourada e vermelha, a prateada e vermelha e as prateadas que são como uns iron minions.
No terceiro filme (2013), a galeria de armaduras só aumenta. Tem aquela com uma cor meio ouro branco, outra com as patrióticas cores da bandeira e por aí vai. Afinal, além do charme do Downey Jr., o grande atrativo do personagem são as armaduras. É uma coisa geek, como uma paixão por carros. O público gostou de acompanhar a evolução e a variedade destes equipamentos e os truques que cada um é capaz de realizar. O Iron Man é uma espécie de brinquedo ambulante do Michael Bay, soltando raios, tiros e bombas pra todo lado. Quem não gosta disso?
O primeiro Iron Man lança os fundamentos do MCU. Nele são apresentados o Agent Coulson, que depois seguiria uma longa carreira na série Agents of SHIELD, e o Nick Furry na famosa cena pós-créditos em que ele fala da "iniciativa Vingadores". No filme seguinte viria a Viúva Negra, uma das principais e mais frequentes integrantes dos Vingadores.
No terceiro filme, a direção passa das mãos do Jon Favreau (que pode ser considerado o fundador do MCU) para o Shane Black e algo estranho acontece. Parece que o Iron Man 3 trai o público de diversas formas. Primeiro tem a grande traição do vilão de araque. Prometeram o Mandarim como grande vilão e no final descobrimos que era um ator bobalhão. Depois a paixão por armaduras que foi explorada na franquia é desconstruída quando Stark literalmente explode sua coleção. Pra que isso, cara?
A trama de Iron Man 3 ficou bagunçada e acabou explorando mal o conceito da substância extremis, que é importante na mitologia do Iron Man dos quadrinhos. De toda forma, quando veio o crossover Infinity War (2018) e o Endgame (2019), o Iron Man pôde finalmente voltar a ser o cara das armaduras bacanas, uma espécie de Inspetor Bugiganga bilionário, charmoso e fodão.
Tony Stark teve uma trajetória, uma jornada do herói, muito bem construída ao longo dessa trilogia e dos crossovers. Ele começou como um empresário egoísta e narcisista, mas foi passando por experiências que abriram seus olhos para o próximo.
Primeiro, ao ser raptado no Afeganistão, aprendeu a se importar com o companheiro de cativeiro, depois o afeto pela Pepper o acompanhou por toda a série e as catástrofes que atingiam o mundo o levaram a se sacrificar diversas vezes, até o sacrifício final. De egoísta a altruísta, ele se tornou o verdadeiro modelo de herói.
(27,08,2019)
Hulk, o vingador que não teve trilogia
O universo de filmes da Marvel, o famoso MCU, começou lentamente. Sua inauguração fora em 2008, com o Iron Man, seguido pelo Hulk no mesmo ano. Somente dois anos depois viria uma nova produção, com o Iron Man 2 (2010), depois Thor (2011) e Capitão América (2011), culminando no crossover dos Vingadores (2012) e a partir daí essa franquia pegou o embalo, de modo que agora lança pelo menos dois filmes todos os anos.
Nesta primeira fase, os filmes solo foram dedicados aos personagens que seriam os fundadores dos Avengers: Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América. Curiosamente, destes quatro personagens só o Hulk não teve uma trilogia, mesmo porque seu filme solo foi o pior do grupo. E não é a primeira vez que isso acontece. Parece que o Hulk realmente não dá certo como personagem solo.
O Hulk borrachudo de 2003.
Uma primeira tentativa foi feita em 2003, com direção de Ang Lee. Ele experimentou uma estética interessante que imitava os quadrinhos, repartindo a tela em quadros, mas a história envolvendo o pai dele se desviou demais do canon do personagem, sem contar que o CGI era bem ruinzinho.
Então veio outra tentativa, um reboot, em 2008. O começo é bem zoado, pois se passa no Brasil e vemos figurantes que supostamente são brasileiros, mas falam português com um sotaque carregado e tosco.
Um combo de cameos, com Stan Lee e Lou Ferrigno.
Na verdade o filme não é tão ruim e tem seus momentos. O CGI do Hulk e do Abominável são bons para a época e as cenas de ação e luta são decentes. Também há algum fan service, como o cameo do Lou Ferrigno, além do Stan Lee (que também apareceram em 2003), a clássica fala "Hulk Smash" e algumas referências mais sutis, como o close nos olhos esverdeados do Banner durante a transformação, que é uma referência à antiga série dos anos 70.
Mais ainda, por volta dos primeiros 30 minutos, quando Banner está fugindo e caminha sozinho na rua, toca aquele tema do "Hulk triste" que foi uma marca da série.
De toda forma, esse Hulk não deu certo em filmes solo. O ator Edward Norton acabou sendo substituído quando o personagem voltou no filme dos Vingadores, entrando no papel o Mark Ruffalo.
Nos Vingadores, aí sim, o gigante deu um show e a partir daí se tornou um dos personagens mais queridos da equipe, todavia, não teve mais direito a um filme solo e quando muito apareceu como convidado no filme de outro personagem, o Thor, em Ragnarok (2017), e novamente ele chamou bastante atenção, porque é assim que ele funciona, como personagem auxiliar, não como principal protagonista.
(29,08,2019)
A trilogia Thor
Depois de dois filmes do Homem de Ferro e um do Hulk, foi a vez do Thor ser introduzido ao MCU em 2011. Capricharam no elenco auxiliar, chamando a Natalie Portman para ser a Jane Foster, Tom Hiddleston como Loki e Anthony Hopkins como Odin.
Ao longo dos anos, Loki acabou se tornando o antagonista mais querido do MCU e claramente boa parte disto se deve ao charme e carisma de Tom Hiddleston que deu vida a um personagem ambíguo e vilanesco, mas que todos gostam de assistir.
Apesar do super elenco, o primeiro filme do Thor não foi tão bem sucedido quanto os do Iron Man, mas ainda foi melhor que o do Hulk. O segundo filme (2013), embora seja mais cósmico, envolvendo uma batalha contra os ancestrais elfos sombrios, também foi mediano.
Em termos de lore, de mitologia do MCU, os filmes do Thor deram uma grande contribuição, pois contaram histórias que remontam à origem do universo e explicam o surgimento das energias que se tornariam as joias do infinito. Todos os filmes e sagas cósmicas que vieram depois, incluindo os Guardiões da Galáxia, tiveram seus fundamentos aqui.
Finalmente, é no terceiro filme (2017), que encontram o tom adequado para o personagem. Thor Ragnarok abraça a comédia e a ação. Desta forma, Thor fez o caminho inverso do Homem de Ferro. Enquanto o Iron Man teve um primeiro filme excelente e o terceiro decepcionou, Thor foi mediano na estreia, mas brilhou no final, com um filme colorido, divertido e ainda contando com a participação especial do Hulk e uma vilã bela e badass, a Hela.
Ao longo de toda a timeline do MCU, Thor teve seu arco particular desenvolvido no sentido de torná-lo cada vez mais maduro e humanizado. Já no começo, sendo um deus arrogante e irresponsável, é banido por Odin para a Terra, privado dos poderes e do martelo, vai por meio do altruísmo resgatar o direito à sua condição divina.
Também faz parte de sua jornada de aprendizado os conflitos com o irmão Loki, quando ambos vão aprimorando seus laços e aos poucos a rivalidade se transforma em camaradagem, ainda mais quando ambos testemunham a morte do pai Odin.
Esse drama familiar do personagem acabou se tornando tão importante que os filmes até deixaram de lado o romance que inicialmente tentaram forçar entre Thor e Jane Foster. Obviamente o fato da Natalie Portman ter perdido o interesse em continuar na franquia contribuiu para o esfriamento do romance. Por outro lado, após uma década de sucesso do MCU, Portman voltará, agora como a nova Thor.
A jornada do Thor sempre foi de redenção e reconquista. Por duas vezes ele perdeu o direito ao martelo, que é um símbolo (fálico, diga-se de passagem) de seu poder. Na primeira vez, por rejeição paterna, e na segunda o martelo foi destroçado por Hela, de modo que ele teve de forjar outra arma, o machado stormbreaker que usou para enfrentar o Thanos em Guerra Infinita (2018).
O fato de Thor não ter conseguido deter o Thanos foi sua última recaída e em Vingadores Ultimato (2019) vemos um Thor que desistiu da luta, entregue ao descaso e virando o hilário Fat Thor ou Thor Lebowski, que virou uma fábrica de memes. No fim ele mais uma vez encontra a redenção ao enfrentar novamente o Thanos.
Desta forma, em meio a altos e baixos, caindo e se levantando, Thor se tornou um dos personagens mais poderosos e fodões do MCU.
(02,09,2019)
Thor Ragnarok e 50 tons de verde
Entããão… Primeiro que o ragnarok mesmo ocupa bem pouco do filme. Dez minutos mais ou menos.
Durante uma hora e meia temos o Thor brevemente encontrando e vencendo o demônio Surtur, volta pra Asgard, desmascara Loki que fingia ser Odin, vai procurar o pai na Terra, tem um breve encontro com o Doutor Estranho, presencia a morte de Odin (que sem mais nem menos virou purpurina assim do nada), aí aparece Hela, ela estoura o martelo facinho, Thor e Loki percebem que a bicha é poderosa e fogem pra Asgark pela bifrost, mas ela vai atrás e durante a viagem joga os dois irmãos no mundo paralelo do Grão Mestre onde o Thor vai lutar contra o Hulk pra alegria de todos e conhece uma Valquíria (que é uma valquíria como todas as outras e se chama simplesmente Valquíria), depois fogem todos de volta pra Asgard onde finalmente vão lutar contra Hela que tomou o poder (que de fato era seu de direito, já que é a primogênita de Odin e, você sabe, ali o negócio é monarquia, então ela merecia suceder o pai mesmo).
E aí finalmente, já no finalzinho do filme, rola o tal ragnarok com várias pancadarias, o Thor descobre que pode conjurar raios mesmo sem o martelo (afinal ele é o deus do trovão), mas como a Hela é poderosa as hell, eles precisam de um deus ex machina básico pra resolver a batalha: despertam o demônio Surtur no seu poder máximo e ele explode tudo, mas a galera de Asgard sobrevive, que é o que importa. Vão virar refugiados na Terra ou algo do tipo.
Por acaso tem algum simbolismo fálico aqui?
É um filme divertido, dá sua contribuição para montar toda essa fase da grande saga que vai culminar na Guerra Infinita, mas tem uma coisa que já ficou realmente chata nos filmes da Marvel: as piadas. Marvel, pelo amor de Deus, pare de tentar encaixar uma piadinha besta a cada cinco minutos, sempre cortando o ritmo do filme com essas interrupções pra forçar risos aleatórios. O filme fica parecendo o tio do pavê que fica a todo momento tentando soltar uma tirada engraçadonha. Apenas pare, Marvel…
Gostei do capricho com as cores. Desde Doutor Estranho e também em Guardiões da Galáxia 2, a colorização tem sido bem rica, digna de filmes que têm como base revistas em quadrinhos. É legal ver um cenário bonito, cheio de vida e tal. Em Thor Ragnarok, a cor tema é o verde. Pode observar como há verde em toda parte, nas paredes, no chão, nas roupas. Vários tons, do verde escuro ao turquesa. Tem, claro, o Hulkzão que é verde, mas também a Hela usa uma armadura verde escura, etc.
E a Hela. Aaah a Hela. Que deusa gótica! É oficialmente a vilã mais charmosa do MCU.
(02,01,2019)
A trilogia Capitão América
Enquanto a trilogia do Iron Man foi mais sci-fi, a do Thor mais fantasia e a do Hulk… bom, o Hulk nem teve trilogia, os filmes do Capitão, o portador do belo e malhado America's ass, seguiram um gênero mais de ação pura, com muito tiro, porrada e bomba. E fizeram isso muito bem.
O primeiro filme é intitulado O Primeiro Vingador (2011). Curiosamente, foi o último filme solo da primeira fase do MCU. Iron Man, Thor e Hulk já haviam sido apresentados, bem como a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro e agora só faltava o Capitão. É uma história típica de guerra, com um soldado valoroso, Steve Rogers, que se destaca pela bravura e altruísmo dignos de um herói. Uma frase ficou marcada como o verdadeiro tema desse personagem: "I can do this all day", indicando seu caráter persistente e incansável.
O segundo filme, chamado O Soldado Invernal (2014) foi dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo que então se tornaram uma presença importante no MCU (depois também dirigiriam o Guerra Civil, Guerra Infinita e Ultimato). Os Russo conseguiram fazer uma peça de ação bem no estilo clássico, dependendo bastante de cenas de luta e do esforço físico dos atores e dublês que estão sempre correndo, saltando, trocando socos e tiros. O resultado foi bastante satisfatório, além de ser inserido um novo e interessante personagem, o Soldado Invernal, com seu jeitão calado e frio e um braço metálico bem cool.
Esse filme, mais que o primeiro ou mesmo o terceiro, deixou bem claro o potencial do Capitão, um verdadeiro lutador, com habilidades sobre humanas, capaz de sozinho derrubar uma nave com suas piruetas e seu escudo. É uma espécie de Van Damme super anabolizado.
E como se não bastasse o sucesso do Soldado Invernal, conseguiram fazer uma terceira obra que manteve o alto padrão do personagem. O Guerra Civil (2016) foi o maior crossover já feito em um filme de personagem solo do MCU. É praticamente uma espécie de Vingadores (inclusive poderia ocupar o lugar daquele Vingadores 2 que não deu muito certo).
O Guerra Civil não foi, claro, tão grandioso quanto a saga homônima dos quadrinhos, mas não deixou de ser interessante ao brincar com a clássica fórmula de colocar os super heróis brigando entre si. A gente até esquece quem são os vilões (aquele tal de Ossos Cruzados e o outro Zemo alguma coisa).
Além dos personagens já comuns ao universo do Capitão, como a Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Soldado Invernal e o Falcão, entram na fórmula o Homem de Ferro e seu colega War Machine; Visão e a Feiticeira Escarlate, que já haviam sido introduzidos no MCU pelo Vingadores 2; o cômico Homem Formiga, que já teve seu filme solo; o Pantera Negra, que depois também teria seu filme; e pela primeira vez nós vimos o novo Homem Aranha, interpretado por Tom Holland.
A aparição do Aranha foi a cereja do bolo e sua aceitação foi excelente, criando a hype para seu filme solo que viria depois.
(05,09,2019)