Tenho vontade, mas me falta forças. Vejo cavalos correndo, fogueiras se acendendo, sinto cheiro de terra molhada, pego um trem, escalo a montanha e enfrento o frio, paro e peço um pouco mais de calma.
Ouço sinos e sirenes, uma anunciação...
Uma guerra se aproxima, a guerra do meu coração. E eu fujo para conter as lágrimas,fujo pra ver meu reflexo nas águas, eu corro pra não ter a alma em carne viva dilacerada.
Eu não tenho medo, apenas temo a mim mesma, sou domada pela arte de sentir, sou domesticada pela visão de seguir. Sou “calmidade”, mas sei muito bem ser furacão. Meu peito adquiri efemeridade e meus pés deixam pegadas pelo chão. Sou fruto da natureza, em constante mutação.
Karol Liberato -













