Anything but Basic Cake (6 Variations)
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Anything but Basic Cake (6 Variations)
𝖉𝖗𝖞 𝖆𝖓𝖉 𝖉𝖚𝖘𝖙𝖞
task #2: mist blur - dry and dusty | 07/01 | with Kayer TW: Sangue, sufocamento, feridas, menção a suicidio.
Se não fosse o odor insuportável que infestava a cidade, Blair teria admirado o grande nevoeiro negro que se mesclou com a noite. A híbrida que antes tinha um compromisso envolvendo Abby e Hope pelo bairro arborizado de Limbum, agora se via sem planos pelo cancelamento.
Acostumada com as sombras, Langdon não se espantava com a proporção da névoa que se espalhava, entretanto, não era estúpida. Pelos últimos acontecimentos sabia que bom sinal não seria, pelo menos não ao ponto de se por a experienciar o mistério repentino, deixava essa função para os asnos que ali arriscariam. A idéia de seguir para o apartamento de Kayer surgiu assim que se viu sem mais responsabilidades, como já havia se tornado de praxe as visitas noturnas ao híbrido, nem tratou de avisá-lo. Ele já a esperaria.
Tratando-se da umbracinese que dominava não se demorou para gerar um negrume esfumaçado acobertando a si dos pés a cabeça, para que assim se deslocasse para Edenis. Mais precisamente para a região dos prédios de um conjunto de tijolos avermelhados, onde Kayer residia. Tola havia sido a híbrida ao pensar que, de alguma forma, suas próprias sombras a protegeriam da bruma que absorveu Empathica. No decorrer do teletransporte se viu perdendo a sanidade, não conseguia distinguir mais o que era real ou não, e por mais que tivesse o corpo vergado ao chão, a consciência sucumbia ao abismo ilusório.
O ímpeto de uma claridade fez com que a mestiça experimentasse um deja-vu. Se viu a frente de traços masculinos que já era familiarizada. A barba que ornamentava a mandíbula marcada e o semblante sério que era perdido com facilidade em um curvar de lábios. Era Kayer.
“Estamos juntos.” Duas palavras que ao serem repetidas, fizeram com que Blair caísse em si sobre o que sentia.
Feito hipnose seu olhar não se desvencilhou ao dele. Estava feito brasa e não compreendia como a singela existência daquele indíviduo a deixava deslumbrada. Era algo a mais. Arrebatador e Blair que sempre fora fiel às próprias emoções estava de uma vez por todas entregue. Clamava pela sensação ardente que se instaurava ao fundo do âmago apenas ao vê-lo.
Suspirou liberando todo o ar que havia preso aos pulmões e no que desvencilhou o olhar por uma piscadela, tudo já estava diferente. Sob um olhar de julgamento, uma sósia da híbrida se fez presente no lugar do homem que antes estava ali. Movimentou-se primeiro com as mãos, tendo a sua cópia a repetindo. Até que essa parou, num riso nasalado e um tanto irônico brandou:
“Medíocre.” Um sorriso sádico surgiu nos carnudos do seu reflexo.
Se esforçou para rebater porém sentia como se as cordas vocais estivessem presas, a garganta estava seca e a sensação de sufocamento a invadiu. O reconhecimento do tormento fora imediato. Além da escassez na respiração, sofria ao sentir rasgos pelo peitoral que dali não se faziam presentes apenas o abalo da ardência como se sangue estivesse sendo arrancado.
Ameaça. Descontrole. Imoralidade.
Afortunada pela ira, temia a si mesma. Era sua maior inimiga. A sinfonia do caos era o que fazia de Blair ser ela mesma. Se deliciava com cada detalhe que se aproximasse de uma anarquia, como se pudesse orquestrar com maestreza o caos na humanidade sem nem ao menos respingar em si. Entretanto, a repulsa corroía por toda a derme ao concluir o ponto que teria alcançado. Esse que a deixava sem sobra alguma da humanidade que a restava, infestando-o do mais puro ódio e levando-a ao fim. Tornando-se o caos, mesclando-se ao que seria sua essência para que assim desfrutasse da perversão completa.
Grunhiu com a garganta arranhada, a amargura se manifestou na boca da híbrida ao experienciar o mais profundo pavor. Em um acesso de fúria avançou na sósia. Queria destruí-la, mesmo que significasse um suícido. A repugnância por si só a deixava descontrolada. O seu reflexo se divertia em risadas altas, como se quisesse que aquilo acontecesse enquanto a híbrida a golpeava.
Entre espasmos Blair despertou. A tremedeira a tomou por inteiro e a cidade continuava escura. Estava suja, sangue ressecado misturado com a imundice empoeirada da calçada. Os braços, a clavícula e o rosto estavam com diversos cortes de pequenos para médios. O busto ardia, a saliva estava salgada pela mistura do plasma que empoçava a lateral do lábio inferior.
Processando o que estava acontecendo, Langdon se levantou. Em imediato o coração saltou ao ser contaminada pela preocupação de como Kayer poderia estar. A destra caçava o chaveiro pelo bolso, os dígitos desesperados para escolher a chave certa e assim adentrar o prédio. Ela cambaleava, como se sua emoção estivesse a dominando - e realmente estava. Estava aflita e mesmo que exausta sentia a necessidade de encontrar o homem, queria não se prender aos maus pressentimentos mas já era tarde, estava desolada.
Ao abrir a porta do apartamento entre arfadas, o encontrou imóvel. O plasma trilhava em gotículas lentas pelos braços do híbrido até despencarem ao chão. Langdon teve os batimentos ainda mais acelerados ao presenciar aquela cena. As pernas travadas a impedindo de se movimentar, paralisada pela a angústia e o temor de vê-lo de frente.
– Kayer. – Grunhiu abafado e soltou a maçaneta.
Mesmo abalada conseguiu se aproximar com rapidez e urgência. A blusa que antes era branca estava com uma mancha ensanguentada. A mandíbula estava tensa ao apertar dos dentes por vê-lo machucado. O chamava e ele não respondia, estava imerso na ilusão e Langdon só o via sangrar cada vez mais. Os machucados mesmo que não profundos, faziam com que Blair sentisse ânsia. Assistia o homem ser torturado sem nem ao menos poder ajudá-lo e aquilo a perturbava. As mãos tocaram o rosto masculino com os dedos pressionados nas bochechas como se suplicasse apenas pelo gesto para que ele conseguisse sair daquilo o quanto antes.
𝔪𝔬𝔬𝔡𝔟𝔬𝔞𝔯𝔡: blair&kayer #1
𝔱𝔥𝔢 𝔯𝔢𝔡 𝔱𝔥𝔯𝔢𝔞𝔡 𝔬𝔣 𝔣𝔞𝔱𝔢
selfpara #1: the red thread of fate | flashback | with Kayer.
1920.
Piscou. Uma, duas, três.
Foram necessárias três piscadelas para que Langdon tivesse sua visão centrada para onde a luz a chamava. As cortinas mesmo que longas e escuras não foram o suficiente para bloquear o clarāo que invadia o quarto do hotel. A sensação calorosa se fazia presente em uma das bochechas e foi assim que finalmente caiu em si. Acabou por ter o rosto apoiado nas costas masculinas com o corpo atirado de forma desajeitada pela a extensão da cama. As mexas castanhas se alinhavam nas bochechas da híbrida conforme se levantava. O sono desapareceu de uma só vez mesmo que o cansaço se fizesse presente nos músculos.
Um grunhido abafado escapou pelos carnudos assim que os pés tocaram o carpete aveludado e ela pôde se espreguiçar. A nudez fora iluminada pelos raios solares antes dela conseguir puxar o lençol esbranquiçado para se cobrir. Cambaleou até uma poltrona e assim que teve o corpo encaixado no almofadado soltou um suspiro longo. Do lado havia uma mesa baixa, onde por sorte havia uma maço de final junto de um isqueiro. Não demorou para acender um cigarro e tragá-lo enquanto colocava seus pensamentos em ordem.
Ah, o quarto. Baforou a primeira fumaça entre os lábios semiabertos enquanto analisava a situação com cautela. Até mesmo a cortina tendia a escorrer pelo bandô decorativo para ornar o pandemônio que havia se tornado aquele aposento. Os dois abajures estavam atirados no carpete, um deles com a lâmpada quebrada. O telefone de serviço também acompanhava a extensão do aveludado com garrafas ao chão. Mas o que a chamou mais atenção fora a cama, que tinha um dos pés quebrados e por isso a figura masculina ali presente tendia a ter o corpo inclinado, como se fosse escorregar a qualquer momento. O dedo indicador e do meio quais seguravam o cigarro se movimentavam em nervoso. A híbrida possuía esse hábito quando acabava pensando demais e naquele instante concluiu que sim, havia um problema. Havia dormido com aquele homem. O problema em si não fora transar com ele, claro que não. Blair não se arrependia, afinal, havia tido uma das noites mais arrebatadoras da sua vida. Não se tratando apenas de sexo e sim da destruiçao.
O conheceu no bar daquele mesmo hotel e fora um encontro de almas, só que ao invés da conexão romântica se interligaram pela energia caótica que ambos carregavam. Enquanto ela havia conhecido outros mestiços que se limitavam ao medo da potência que poderiam ser, Kayer se mostrou disposto em mesclar seus atributos para uma diversão maior. Entre amassos nos corredores, risadas, garrafas e mais garrafas, Kayer e Blair transformaram o hotel em uma verdadeira balburdia. Tinham ideais semelhantes e uma atração mútua, enquanto a maioria dos flertes se tornam complicados apenas por terem uma intenção, os dois híbridos pareciam ter conseguido passar dessa regra indo direto ao ponto. Despertaram brigas entre alguns casais, exposições de traições e até mesmo fizeram com que um funcionário destratasse uma madame insuportável apenas pelo bel prazer de assistir o caos. Extrapolaram ao iniciarem um incêndio na cozinha do hotel e Blair não se recordava de como estavam vivos diante do que mais poderiam ter feito. Mas estavam. Fora arrebatador de todas as formas.
Vê-lo deitado a fazia questionar qual seria o momento propício para se retirar. Fora apenas uma noite e por mais que tivesse se conectado com ele, sabia como as coisas funcionavam e além do mais, Blair tinha outras coisas para resolver pela cidade. Parte dela relutava, Kayer parecia ser diferente justamente pelo o que viveram naquela noite. Havia assumido para si mesma que ao final daquele cigarro tomaria uma decisão. Foi assim que ao amassar o cilindro de papel na mesa ela se levantou a procura das vestes que milagrosamente estavam intactas. Na ponta dos pés ela se movimentava pelo quarto a procura do restante dos pertences, sentindo falta do próprio par de óculos ela encontrou os de Kayer. Deu um sorrisinho ao encaixá-lo no nariz quando já estava pronta, os cabelos penteados contrastando com o vestido amassado, a prova do crime que ocorrerá na noite passada.
Não se importava, Blair pouco se lixava para a opinião alheia. Afinal de contas, como uma híbrida tinha outros assuntos mais importantes a tratar do que sua imagem e, de qualquer forma, mesmo caótica sabia ser cautelosa em seus casos. Principalmente os que duravam uma noite em um quarto de hotel semidestruído. Antes de se retirar, a destra inclinou o óculos a fim de ter o olhar repousado no homem uma última vez, arriscou se aproximar dele inspecionando seu rosto. Se ela pudesse fazê-lo um flerte, diria que a ironia entre ambos é que a verdadeira personificação do pecado era ele. E Blair definitivamente se deixaria levar pelo pecado mais uma vez.
Surpreendida pelo o inimaginável, a vida calhou de brincar com o destino. Separados pela exatidão de um século ela nem mesmo sonhou que o reencontraria. Nem mesmo que compartilhariam não apenas mais uma noite. Acabaram por ter o amanhecer, o entardecer e assim seguindo os dias. Enlaçados em um fio que ambos possuiam sem sequer saber, juntos por apenas estarem, por apenas serem e se reconhecerem quem verdadeiramente eram.
𝗻𝗲𝘄 𝗺𝗼𝗼𝗻
𝘁𝗮𝘀𝗸: new moon #2
𝘄𝗶𝘁𝗵: kayer
𝗱𝗮𝘁𝗲: 19.12.2020
Os finais de semana eram sagrados para a feiticeira por dois motivos:
Sua folga do trabalho.
Sua folga da sociedade.
Era o momento em que se recolhia para ser quem era, lógico que haviam exceções para o bel prazer do divertimento, seja esse carnal ou apenas uma festa para aproveitar. No entanto, os Anjos decidiram presentear os cidadaos de Empathica com uma torre para apreciar a lua. Logicamente Evangeline teria que ir, mostrar novamente sua pose de boa moça. Por mais mal humorada que estivesse, apenas querendo sua paz, se arrumou e pintou os lábios de vermelho para poder dar o seu melhor sorriso caso para encenar o seu papel com maestreza.
Os saltos batiam contra os degraus que levavam até o último andar da torre, os olhos já avistavam o vidral ao teto para apreciar a tal lua nova. Embora Evangeline soubesse que a lua era um simbolismo mágico e apreciasse, estar num aglomerado de pessoas que achavam que rezar para a lua adiantava algo, a deixava irritada. Tolos, todos eles.
Talvez a única motivação para ter ido ao encontro do evento fora os rumores dizendo que aquela lua tinha algo especial. A sede por informação não permitia com que a feiticeira ficasse longe. Ela se mantinha em silêncio enquanto caminhava entre a aglomeração. Observou a lua por alguns minutos até que escutou uma voz familiar.
Kayer.
Teve que concordar mentalmente. Seria muitíssimo interessante e benéfico para ela se a cidade fosse assumida por Lily. Mas, obviamente, não iria dizier em voz alta sobre e nem mesmo reagir sobre, embora naquele momento os lábios franziam escondendo uma risada com o olhar desviado para o céu. Ao escutá-lo, teve os braços cruzados.
– Por quê não estou surpresa que te encontraria aqui? – Murmurou debochada fitando-o, as linhas de expressão franzidas. Antes que ele pudesse responder, se adiantou. – Não precisa fingir, Kayer. Já me acostumei com sua perseguição.
A feiticeira rolou os olhos com um sorriso cínico nos lábios em vermelho, como se demonstrasse estar pronta com respostas afiadas na ponta da língua para qualquer retruque do mais velho. Mas, se formos assumir uma prece, Evangeline rezou para que ele não a perturbasse naquela noite sobre o que ela estava devendo.
Não funcionou.
E é por isso que Evangeline não acredita em preces, pois são falhas. Já os pactos… bom, depende.
The rest of the pics from today Everyone killed it... #streetart #graffiti #vader66 #kayer #kaer #juskuz #howdy #plutoe27 #rads #creeps #aom #rtv #rebelart #badkids #hostiletakeoverforever (at The Phoenix Theater) https://www.instagram.com/p/BxWD8_bARgu/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1b1hemog0acxk
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Get your headphones on, Kayer, Myka 9 and DJ Icewater have a big fat banger that you won't wanna miss - Listen to "True School Bless" here: http://fingersonblast.com/blog/2018/6/25/kayer-presents-true-school-bless-feat-myka-9-dj-icewater.html